Fruta – Jenipapo

Nome da fruta: Jenipapo

Nome científico: Genipa americana L.

Família botânica: Rubiaceae

Categoria: Semiácida

Característiscas da planta: Árvore geralmente com 15 metros de altura. Folhas grandes, lisas. Flores vistosas, de coloração amarela, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo baga, globoso ou ovóide. Polpa doce e ácida, suculenta, de aroma forte, que envolve as numerosas sementes.

Frutificação: Quase o ano todo.

Propagação: Semente

O jenipapo possui as vitaminas B1, B2, B5 e C. Minerais: cálcio - 249 mg em 100 gramas e ferro.
O melhor uso do jenipapo é ao natural ou em forma de suco. Do jenipapo também se faz um ótimo licor, encontrado principalmente no Nordeste brasileiro. A quantidade do mineral ferro existente no fruto supre as nossas necessidades diárias se fizermos sempre uso dele.

O consumo do jenipapo é ótimo no combate à asma e contra os vômitos durante a gravidez, chegando mesmo a eliminá-los.

O seu suco é utilizado por algumas tribos indígenas brasileiras para enegrecer o rosto e o corpo.

O jenipapeiro traz na sua história uma contradição. Há quem diga se tratar de uma árvore doméstica, raramente encontrada no interior dos matos, uma árvore que “gosta de gente”. E há aqueles que temem sua proximidade, acreditando que a árvore guarda fantasmas, poderosos o bastante para impedir o crescimento dos rebanhos de gado.

Outros, ainda mais céticos e práticos, têm uma razão diferente para não indicar o plantio do jenipapeiro próximo às casas: quando maduros, os frutos de pouco mais de 10 cm de diâmetro caem do alto dos 15 metros da árvore com força suficiente para destruir telhas ou mesmo atravessar telhados.

Porém, o jenipapo oferece diversas compensações para esses melefícios eventuais. Além de ser largamente empregado na produção artesanal de xarope para tosse (conhecido no Nordeste pelo nome de “lambedor“) e da crença de que dá energia aos homens e maior poder de atração às mulheres, o jenipapo por si só, maduro ou verde, é muito apreciado pelas populações das regiões onde ocorre. Tanto na Amazônia, de onde é originário, como no Nordeste e Centro-Oeste, por onde se espalhou.

Atualmente o jenipapo está muito difundido, sendo encontrado com frequência por toda a América tropical e em outras regiões do planeta de clima semelhante, cultivado ou espontâneo.

Quando maduro, a polpa do jenipapo, simultaneamente adocicada e azeda, pode ser utilizada em refrescos, sucos, vinhos, vitaminas, compotas e doces cristalizados. Cozinhando-se o jenipapo e adicionando cachaça e mel, obtém-se um saboroso e apreciado licor. A polpa do jenipapo, cortada em pedaços e amassada, misturada com açúcar e deixada por algumas horas resfriando em geladeira, transforma-se na famosa jenipapada. A fruta também é comida diretamente com açúcar ou frita na manteiga e condimentada com açúcar e canela.

Quando verde, no entanto, o fruto tem uso bem distinto. A polpa oferece um líquido a princípio transparente que, em contato com o ar, oxida-se e ganha uma coloração entre azul-escura e preta, tornando-se uma boa tinta. Essa tinta era utilizada pelos índios desde antes da chegada dos europeus na América, para fazer pinturas corporais e para adornar objetos em geral. No corpo, só desaparece depois de uma semana ou mais, espontaneamente. Na madeira, é praticamente irremovível. O nome jenipapo originou-se justamente dessa sua qualidade, derivando do tupi-guaraninhandipab” ou “jandipab“, que significa “fruto que serve para pintar“.

O jenipapeiro, da família das Rubiáceas, ainda oferece madeira branca, fina, de fácil manejo a faca e apropriada para esculturas e tornos. A fruta, de fácil colheita e farta durante quase todos os meses do ano, embora encontrada pelas feiras do Norte e Nordeste e utilizada artesanalmente na produção de tintas, não é produzida em escala comercial.

Maduro e enrugado

Pode-se reconhecer que o fruto do jenipapeiro está maduro por sua consistência e coloração. O jenipapo torna-se mais agradável para o consumo ao natural quando amadurece e amolece no ; sua casca enruga-se e adquire uma coloração avermelhada ou amarelada, diferente da cinzenta e áspera do fruto verde.

Medicina popular, indicações para o jenipapo

Xarope de jenipapo contra bronquite

Cortar 3 jenipapos “de vez” em pedaços, adicionar um limão-galego com casca em pedaços e 2 litros de água. Deixar cozinhar por aproximadamente 40 minutos, deixar esfriar e adicionar mel. Adultos, ingerir uma colher (sopa) de 2 a 3 vezes por dia. Crianças, uma colher (chá) de 1 a 3 vezes por dia.

Suco de jenipapo afrodisíaco

Bater no liquidificador jenipapos, uma colher (chá) de Tribulus terrestris, uma colher (chá) de mel, adicionar água. Ingerir o conteúdo em seguida, 1 vez por dia.

Vômitos da gravidez e asma

Cozinhar o suco do jenipapo até que fique reduzido à metade. Tomar morno uma colher (sopa) a cada 2 horas.

Anemia

Ingerir um copo do suco do jenipapo várias vezes durante o dia. Se quiser pode adoçar com melado de cana.

Enterite crônica

Tomar o suco de jenipapo adoçado com mel, um copo várias vezes por dia.

Elefantíase

Suco natural do jenipapo, tomar 200 ml, 4 vezes durante o dia.

Fontes: Livro As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais e  Frutas Brasil Frutas

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A história do jatobá

Nome científico: Hymenaea courbaril var. stilbocarpa (Hayne) Y.T. Lee & Langenh

Família botânica: Fabaceae (Leguminoseae – Caesalpinoideae)

Categoria: Doce

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura, tronco ereto, copa larga, folhas compostas, oblongas e acuminadas. Flores pequenas, reunidas em inflorescência terminal, de coloração esbranquiçada ou avermelhada.

Fruto: Tipo legume, alongado e arredondado, coriáceo, indeiscente, de coloração marrom-avermelhada e brilhante quando maduro. Sementes envoltas em polpa farinácea, de cor branco-amarelada e de sabor adocicado, aromática.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

 

O jatobá é um  fruto comestível. Apresenta-se sob a forma de uma baga. A polpa do jatobá possui minerais como o fósforo e o cálcio. Sua fonte de cálcio é três vezes maior que a do leite de vaca.
O jatobá contêm uma seiva (resina) que é obtida perfurando-se o tronco. Essa resina é também expelida pelo tronco e ramos, naturalmente, em grandes quantidades.
A seiva do jatobá pode ser utilizada na forma de suco, ingerindo um copo 1 ou 2 vezes por dia no caso de adulto. Para a criança basta um copo diluído durante o dia. Preparar o suco com a seiva do jatobá adicionando uma colher (café) da seiva para um copo de água. Pode adoçar o suco da seiva do jatobá com mel. Esse suco é ótimo contra a debilidade geral do organismo, fortalecendo-o nas afecções pulmonares. Nos casos de cistite aguda, essa resina produz efeitos maravilhosos nas crianças, age como tônico geral. E também nos adultos fortalece todo o sistema imunológico de maneira incrível.

Decepciona-se aquele que espera encontrar no jatobá um fruto que faça jus à sua importância e ao gigantismo da árvore que o produz. A dura casca marrom-avermelhada do fruto do jatobá esconde apenas uma polpa farinácea e amarelada, envolvendo cerca de 10 sementes pequenas. Doce, sim, e agradável ao paladar, é sem dúvida pouco apetitosa ou volumosa. O jeito, então, é aproveitar o jatobá no preparo de nutritiva farinha, com valor nutricional equivalente ao do fubá de milho.

Mas, obviamente, o jatobá não agrega tanta fama apenas por causa de seu fruto, uma fava semelhante ao ingá e ao tamarindo. A altura, o porte elegante e a largura de seu tronco (que chega a alcançar mais de 1 metro de diâmetro), são o que mais chama a atenção no jatobá. Sendo uma das maiores árvores por aqui existentes, o jatobá torna-se indispensável na arborização de parques e jardins e ainda na composição de áreas reflorestadas.

O jatobá tem duas importantes qualidades somando-se a todas essas: a fácil germinação da sua semente, que permite sua rápida multiplicação, e a longevidade. Pelo interior do país, é comum ouvir-se dizer que alguém “é velho como um jatobazeiro“, numa referência àquele que se mantém vivo e lúcido, apesar da idade avançada.

Encontrado em diferentes variedades na extensa região que vai do Piauí ao norte do Paraná, infelizmente a madeira é o produto mais valorizado do jatobá. Pesada, dura e resistente, é usada habitualmente na construção civil, mas também para acabamentos internos de casas.

Mas quem derruba o jatobazeiro só para aproveitar sua madeira certamente desconhece os outros valores de que está abdicando. A resina que se retira do tronco do jatobá, além de apropriada para a fabricação de verniz, parece ter importantes propriedades curativas, sendo utilizada, na medicina popular, no auxílio do tratamento de bronquite, asma, laringite e deficiências pulmonares em geral.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais

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Fruta – Jaca

Nome da fruta: Jaca

Nome científico: Artocarpus integrifolia L.

Família botânica: Moraceae

Categoria: Doce

Origem: Índia

Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura, copa densa com folhagem verde-escura e brilhante. Flores de sexo separado, a feminina imersa num receptáculo alongado, que originará a  infrutescência.

Fruto: Tipo composto, originado pelo espessamento da infrutescência, que se torna carnosa na maturação, casca espessa, mole, áspera, de coloração verde-amarelada quando maduro. Polpa branco-amarelada, constituída de bagos visguentos que envolvem as sementes.

Frutificação: Quase o ano todo.

Propagação: Semente

A jaca é originária do arquipélago malaio. Encontramos dois tipos de jaca: a dura, que produz frutos maiores, e a mole, em geral mais doce, o fruto é menor e a variedade manteiga é mais adocicada. É uma fruta muito energética, estimulante e considerada por alguns autores como afrodisíaca. Possui minerais como ferro, cálcio, fósforo, iodo e cobre. As vitaminas do complexo A, B e C estão presentes na polpa. É um importante alimento principalmente para as mulheres durante a gestação e a lactação. Consumida sempre ao natural ou em forma de suco, combate a TPM (tensão pré-menstrual). Seu caroço também é rico em nutrientes e pode ser comido assado ou cozido (no vapor).

A jaca tem a reputação de ser considerada uma fruta “indigesta ou pesada”. Evite ingeri-la à noite. Não misturar com outros alimentos, frutas ou bebidas. As orientações são: mastigar bem, não adicionar açúcar e nem pensar em sal. Sempre ingeri-la uma hora antes das refeições ou duas horas após, e você verá que maravilha é essa fruta, pois não causa problemas e oferece vários benefícios. Por ser rica em carboidratos, os diabéticos devem evitá-la. 100 gramas de polpa têm 51 calorias (em consequência do baixo valor calórico, é boa opção para quem deseja emagrecer), 3 gramas de proteínas, 20 mg de fósforo, 30 mg de cálcio, 45 mg de ferro, além de traços de cobre. Contêm ainda 10 mg de açúcar natural (glicosídeos) e 20 mg de vitamina C.

Pouco costumamos bendizer o fato de o físico Isaac Newton, por ocasião da formulação da Lei da Gravidade Universal, ter se sentado embaixo de uma macieira. Tivesse o físico parado para pensar ao pé de uma jaqueira e se recostado contra seu tronco, um fruto de mais de 15 kg poderia ter despencado de uma altura de 20 metros e a história seria outra: colidindo o fruto de casca espessa contra a cabeça do cientista, este poderia ter se ferido mortalmente ou ter sido privado de seus dotes intelectuais.

Mas, naquela época, a jaqueira não era encontrada na Europa. E ainda hoje não é, sendo somente a fruta importada para consumo.

Originária das montanhas da Índia e difundida em outras partes do Sudeste Asiático, a jaqueira foi introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses em meados do século 17, e foi plantada quase simultaneamente em todas as regiões do país.

Aclimatou-se e adaptou-se com extrema facilidade, assim como em muitos outros países de clima tropical. Atualmente, além de ser bastante aproveitada no Brasil, seus frutos são muito apreciados no México, Índia, Sri Lanka, Cuba e em parte da África.

Aqui, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, as populações locais consomem a jaca de preferência ao natural, enganchando com o dedo os bagos de sua polpa e levando-os à boca. Em certas regiões de Pernambuco, diz-se que o sertanejo já nasce com o dedo indicador curvado, preparado para essa função.

Como as jacas são, em geral, muito grandes para o consumo individual, nas feiras ou nas ruas nordestinas é comum juntar-se em grupo para dividir a tarefa de comer uma jaca inteira. Também por ali é costume rolar a fruta pelo chão de uma mão a outra, constituindo uma divertida brincadeira de crianças, conhecida, segundo o folclorista Mário Souto Maior, como “girar o carrossel”.

Fruta generosa, são muitas as receitas de doces e compotas inventadas para preservar pelos menos parte de sua gorda safra. Em todas as variedades de jaca, por trás da casca cheia de protuberâncias e fácil de se romper, o que se aproveita é a polpa branco-amarelada e viscosa que contorna e protege as mais de 500 sementes que cada fruto chega a abrigar.

Da família das moráceas, a que pertencem também a amora e a fruta-pão, a jaca tem como marcantes características a doçura e o forte aroma que exala quando madura. Há quem diga tratar-se de um dos alimentos naturais mais doces do planeta e há, obviamente, aqueles que consideram a jaca enjoativa demais exatamente por essa mesma peculiaridade. Outros reinvidicam que não vale a pena comê-la por ser pesada para o estômago, assim como sua parente, a fruta-pão.

De fato, a jaca é extremamente rica em açúcares, gorduras e proteínas, podendo ser consumida como substitutivo nutricional para a carne. Em Caruaru, Pernambuco, são famosas as receitas salgadas que levam a assim chamada “carne de jaca” moída. Bem temperada e preparada na forma de bifinhos, ela torna-se uma alternativa excelente e barata para a proteína animal, carne bovina, tanto pelo sabor quanto por suas qualidades nutritivas.

O peso médio de uma jaca, considerada o maior fruto existente que dá em árvores, é de cerca de 15 kg. Porém, especialistas como Ivo Manica afirmam que ela pode chegar a 42 kg. Dessa forma, por mais fortes que fossem os ramos de uma árvore com tamanhos frutos, eles não seriam ainda suficientes para sustentá-los. Porém – sabedoria da natureza! -, na jaqueira os frutos ficam ligados diretamente ao tronco da árvore por um grosso pedúnculo. Isso diminui consideravelmente o perigo de se permanecer sob uma jaqueira carregada de frutos, permitindo que se aproveite boa parte da sombra de sua frondosa copa.

Forma que nasce pronta

A consistência da polpa determina de que variedade é o fruto: jaca mole ou jaca dura. Há também a jaca-manteiga, um tipo de jaca-mole, de bagos um pouco mais consistentes e significativamente mais doces. Em todos os casos, a aparência externa da fruta, no entanto, é a mesma que adquire desde muito pequenina, quando ainda está em formação.

Medicina popular, indicações para a jaca

Anemia

Comida ao natural ou em forma de suco: bater no liquidificador 100 gramas de polpa em um copo de água e adicione uma colher (sopa) de melado de cana. Ingerir imediatamente, de 2 a 3 vezes durante o dia. Inutilizar as sobras. Outra boa opção é cozer o caroço da jaca (pode ser no vapor), triturá-lo e ingerir uma colher (sopa) por dia. Neste caso é indicada principalmente nos casos de anemia ferropriva.

Dermatoses (problemas da pele)

Bater no liquidificador 100 gramas de polpa de jaca em um copo de água. Ingerir este suco 2 a 3 vezes durante o doa.

O suco também age melhorando o tônus da pele.

Suco contra problemas respiratórios, tosse e garganta irritada

Suco no combate aos problemas das vias respiratórias, tosse e gargante irritada: bater no liquidificador 100 gramas da polpa da jaca, um copo de água e adicionar folhas de hortelã miúda (5 a 8 folhas). Se quiser pode coar e ingerir em seguida. Inutilizar as sobras. Pode ingerir de 1 a 2 copos por dia, quando for necessário ou simplesmente como preventivo a esses problemas. Porém, mesmo que você não tenha nenhum desses problemas, faça esse suco e tome. Ele é maravilhoso.

Suco energético

Bater no liquidificador 100 gramas de polpa de jaca, um copo de água e uma colher (café) de guaraná em . Ingerir pela manhã e inutilizar as sobras. Pode adoçar com mel.

Xarope de jaca: expectorante e para combater a tosse

Colocar a polpa da jaca na travessa perfurada do aparelho de cozimento a vapor e encaixar dentro da travessa lisa. Cozinhar por cerca de 30 minutos. Depois de retirar do fogo, coletar o extrato da jaca que está na travessa lisa. Deixar esfriar e adicionar 2 colheres (sopa) de mel para 500 ml do extrato da jaca.

Adultos: Ingerir de 2 a 3 colheres (sopa) por dia.

Crianças: Ingerir uma colher (chá) de 2 a 3 vezes por dia.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 frutas e seus Benefícios Medicinais

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