Nome da fruta: Café

Nome científico: Coffea arabica L.

Família botânica: Rubiaceae

Categoria:

Origem: África

Características da planta: Arbusto geralmente com 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas de bordos ondulados de coloração verde-acinzentada, quando jovens, verde brilhantes posteriormente. Flores alvas, aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e melíferas.

Fruto: Tipo baga, ovóide, de coloração verde passando a vermelha ou amarela e tornado-se preta de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante. As sementes, de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo-esverdeada, encontram-se envoltas por polpa alva, adocicada.

Frutificação: Maio e agosto

Propagação: Semente e estaca

A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou, principalmente, cafeína. Grande engano! O café possui apenas de 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano. O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade deminerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui umavitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3 ou vitamina PP de “Pelagra Preventing” do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10 %, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.

Após a torra, os ácidos clorogênicos formam diversos quinídeos que possuem vários efeitos farmacológicos, como aumento da captação de glicose (efeito antidiabético), ação antagonista opióide (efeito anti-alcoolismo) e inibidora da recaptação da adenosina (efeito benéfico na microcirculação).

O café, hoje, é uma das espécies vegetais mais conhecidas e cultivadas comercialmente em todo o mundo, movimentando um gigantesco volume de dinheiro.

Parece certo que a África tenha sido o berço da espécie Coffea. Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola.

Embora ainda existam algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo creditar-se ao povo árabe tal façanha. teriam sido os árabes os primeiros a descrever a planta, seus frutos e usos.

Em seus processos expansionistas, os árabes foram os responsáveis pela introdução do “kahwah” ou “cavé” no continente europeu e pela sua disseminação por todo o mundo conhecido da época.

E, em sua honra, a planta foi batizada como Coffea arabica.

O café pode ser de duas espécies: o Arábica e o Robusta ou Conillon, sendo o primeiro o mais produzido e o que gera produtos de melhor qualidade. Existem, também, diversos tipos, cultivares e linhagens de cafés de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às interpéries, mais ou menos exigentes de cuidados, dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços extremamente variados, Alguns desses cultivares – muitas vezes obtidos através de experimentos genéticos, seleção, cruzamentos ou hibridação – desenvolveram-se em terras e solos brasileiros. Nesse sentido, destaca-se a atuação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que contribuiu de maneira definitiva para o desenvolvimento do cultivo de café no país.

Há diversos tipos de grãos, originado os diversos sabores e aromas do café. Estes podem ser amarelos, vermelhos ou ambos. As variedades e linhagens mais conhecidas e cultivadas entre os apenas vermelhos são o Acauã, O Eparrei, o lapar 59, o Mundo Novo, o Rubi, o Topázio, o Tupi. Entre aquelas que geram tanto frutos amarelos como vermelhos encontram-se o Catuaí, o Catucaí e o Icatu. E, por fim, entre as que geram apenas frutos amarelos reina o cultivar Borbon, considerado café especial.

O processamento do café

Misturado ou selecionado – quando são retirados dos galhos apenas os grãos “cereja”, amarelos ou vermelhos, bonitos e maduros, jamais os secos – no processo tradicional de beneficiamento, depois de apanhado, o café segue para a lavagem, quando as impurezas e os grãos secos são separados dos bons. Em seguida, os grãos são transportados para os grandes terreiros, onde são deixados ao Sol. De lá, levados para uma máquina própria, o café é seco dfinitivamente e, em seguida, descascado, estando pronto para ser vendido ou encaminhado para a torrefação. Hoje, no entanto, alguns cafeicultores estão descascando os grãos “cereja” antes da secagem, alcançando um preço melhor, pois geram uma bebida mais fina.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fonte: Site Café e Saúde

Fruta – Café
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