Arquivos da categoria: Acerola

A história da acerola

Nome da fruta – Acerola

Nome científico – Malpighia glabra L.

Família botânica – Malpighiaceae

Categoria –

Origem – Antilhas – América Central

Características da aceroleira – Arbusto geralmente com até 3 metros de altura, caules que se ramificam desde a base, copa densa. Folhas pequenas, verde-escuras, brilhantes. Flores pequenas, róseas e violáceas dispostas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto – Tipo drupa, arredondado, casca lisa e verde quando jovem, tornando-se ligeiramente sulcada e de coloração vermelho-alaranjada quando maduro. Polpa comestível, carnosa, macia e ácida, envolvendo três sementes.

Frutificação da aceroleira – Praticamente o ano todo

Propagação da aceroleira – Semente, estaca e enxertia

A cereja-das-antilhas, cereja-de-barbados, ou melhor, acerola, como é mais conhecida atualmente no Brasil, não deixa dúvidas quanto à sua origem e sua aparência: a acerola – cujo nome é uma derivação da palavra original em árabe que significa nêspera ou cereja – é denominação para uma frutinha bel e útil que guarda certa semelhança com a cereja européia.

De cor vermelha bem forte quando madura, variando entre os tons alaranjados e púrpura, com um perfume semelhante ao da maçã, de sabor levemente ácido, polpa macia e suculenta, a acerola já era usada há muitos séculos pelos nativos da região das Antilhas, da América Central e do norte do Atlântico Sul. Por ser uma planta rústica e resistente, a acerola propagou-se naturalmente e com facilidade por toda parte.

Por muito tempo, essa cereja tropical nascida nas Antilhas permaneceu florescendo e frutificando em terras americanas sem despertar maiores atenções. O interesse pela acerola e os estudos sobre sua potencialidades econômicas só ocorreram a partir dos anos 1940, quando cientistas porto-riquenhos encontraram na porção comestível da fruta altos teores de ácido ascórbico, ou seja, Vitamina C. Descobriu-se que, na mesma quantidade de polpa de fruta, a acerola concentra, aproximadamente, até 100 vezes mais Vitamina C que a laranja e o limão, 20 vezes mais que a goiaba e 10 vezes mais que o caju e a amora. Assim, bastariam quatro unidades da fruta por dia para suprir todas as necessidades de Vitamina C de uma pessoa adulta saudável.

Sabe-se hoje que, por sua alta concentração de ácido ascórbico, a acerola é indicada não só na manutenção da saúde, mas também para evitar a debilidade, a irritabilidade, a fadiga, a perda de apetite, e ainda para diminuir a ocorrência de doenças infecciosas e de dores musculares e articulares. Além disso, pode ser aplicada no combate a gripes e afecções pulmonares, no controle de casos com tendência a hemorragias nasais e gengivais e como auxiliar nos tratamentos de doenças do fígado.

Tratada como segredo de Estado, a pequena fruta ficou aprisionada em Porto Rico até ser trazida às escondidas para o Brasil, no ano de 1956, por uma professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Das 245 sementes plantadas no campus da Universidade, apenas 10 germinaram e transformaram-se em plantas produtivas, e é bem provável que a maior parte das mudas plantadas no Brasil tenha sido gerada a partir daquelas primeiras matrizes.

Melhoramento genético

Hoje em dia, os técnicos e estudiosos de instituições como os centros de pesquisa da Embrapa – do Semi-Árido (PE), da Mandioca e Fruticultura Tropical (BA) e da Agroindústria Tropical (CE) -, da Empresa de Pesquisa Agropecuária da Paraíba e da Universidade Estadual de Londrina (PR) buscam desenvolver cultivares que permitam o aumento da lucratividade dos pomares de acerola. Segundo eles, o sucesso da cultura da acerola no Brasil depende da utilização de cultivares com maior produtividade e maiores conteúdos de vitaminas. Sendo assim, a produção de frutas capazes de satisfazer os mais diferentes paladares, para conquistar mercados mais exigentes, constitui-se no principal desafio do melhoramento genético da aceroleira.

Durante os anos 1980, a UFRPE patrocinou e desenvolveu uma enorme campanha de conscientização sobre os valores nutricionais da acerola e as possibilidades de uso, bem sobre métodos de cultivo e cuidados necessários ao desenvolvimento. O resultado foi a grande aceitação da nova frutinha, que obteve sucesso imediato.

Outro fator que contribuiu para a verdadeira explosão no plantio da acerola, nas últimas décadas do século 20, foi o fato de sua polpa conter cerca de 80% ou mais de sulco, sendo 60 a 70% deste suco de fácil extração. Assim, graças a promessa de grande produtividade, rapidamente importantes grupos agroindustriais apropriaram-se da cultura da fruta, objetivando a exportação da polpa ou das frutas inteiras congeladas.

Mais de 20 anos após a euforia inicial, o mercado de polpa congelada consolidou-se no país, que passou a ocupar a posição de um dos maiores produtores, consumidores e exportadores mundiais de acerola, sendo o Japão seu principal cliente.

E foi nas terras do Nordeste brasileiro, por suas condições de solo e de clima favoráveis a esse cultivo, que a acerola melhor se adaptou, tornando-se importante alternativa econômica para a região. Hoje, as plantações nordestinas (onde se destacam os estados de Pernambuco, Ceará, Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte), as de algumas localidades do interior paulista, do Pará e do Paraná vêm produzindo acerola para suprir, especialmente, a demanda crescente do mercado externo.

Isto porque o consumo de acerola se encaixa perfeitamente na tendência mundial de maior preocupação com a saúde do corpo, que inclui a procura de produtos naturalmente saudáveis iniciada nas últimas décadas do século 20. Esse contexto favorece a produção e o consumo de toda variedade de frutas, não apenas da acerola. Assim, no mundo inteiro a polpa da acerola está sendo amplamente consumida como matéria-prima para sucos, refrigerantes, sorvetes, iogurtes, bebidas lácteas, concentrados para atletas, bombons, balas, doces, compotas e purês. No mercado interno, foi grande o sucesso dos saquinhos com polpa congelada, cujo consumo difundiu-se em residências, lanchonetes e restaurantes.

Além disso, a polpa da acerola é largamente utilizada no enriquecimento vitamínico do suco de outras frutas, em que o ácido ascórbico atua também como antioxidante e preservante natural. E a pasta de seus frutos verdes é matéria-prima para a fabricação de cápsulas de vitaminas, destinadas àqueles que acham o sabor da acerola ao natural ácido demais.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Acerola

Nome da fruta: Acerola
Nome científico: Malpighia emarginata
Família: Malpighiaceae
Categoria: Ácida
Possui as vitaminas A, B1, B2, B5 e C (em maior quantidade). Sais minerais: fósforo, cálcio e ferro. Rica em mucilagens que, neste caso, hidratam os vasos capilares, carboidratos 7% e poteínas.
Veja a comparação entre a acerola e a laranja. Aqui consideramos 100 gramas, que equivale a 9 unidades de acerola e 1 de laranja. A fruta tem aproximadamente 1800 mg de vitamina C, quantidade bem superior que a encontrada na laranja, que é de apenas 54 mg. A vitamina C da acerola tem uma perda acentuada a partir do momento em que ela se desprende da planta. A necessidade diária de vitamina C em uma pessoa adulta é de 60 mg. Seu suco deve ser ingerido rapidamente, pois a vitamina C se dissipa imediatamente.
A vitamina A – que afasta doenças como a cegueira noturna e outras da visão, cuja quantidade diária é de 900 microgramas para os homens e 800 microgramas para as mulheres – está assim distribuída: acerola – 80 microgramas, laranja – 20 microgramas.
As maiores fontes de vitamina C em frutas são: acerola, caju, manga (madura), goiaba branca e laranja.
A importância da vitamina C no nosso organismo é imensa. Ela é fundamental à síntese do colágeno. Fortalece o organismo para defender-se do ataque de microorganismos. Fortalece o sistema imunológico. É muito importante para os casos de depressão. Quem está com hipotiroidismo necessita também de vitamina C. Ela nos protege contra infecções, doenças inflamatórias, fortalece os vasos capilares e hidrata-os. A absorção do mineral ferro pelo nosso organismo e o equilíbrio e harmonia dos hormônios sexuais dependem da vitamina C. E o ácido fólico só é ativado quando o nosso organismo está nutrido de vitamina C.
Quem tem propensão a pedras nos rins não deve ingerir mais que 160 gramas dessa vitamina por dia.
Fonte: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais