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Os benefícios da amora-preta para a saúde

Os benefícios da amora-preta para a saúde

Quando bem maduras, as amoras-pretas são doces e suculentas. Os tipos cultivados variam de uma cor castanha e levemente azeda a um tom vermelho-escuro e bem azedo, suas várias sementes fazem da amora-preta uma fruta rica em fibras. Meia xícara de amoras-pretas frescas tem 40 calorias e fornece 15 mg de vitamina C, ou 33% da Ingestão Diária Recomendada para mulheres adultas, assim como 20 mcg (microgramas) de ácido fólico e pequenas quantidades de ferro e cálcio.

As amoras-pretas contêm antocianinas, que trazem diversos benefícios à saúde – como ajudar na prevenção do câncer e das doenças do coração, e também combater alguns dos efeitos do envelhecimento.

As amoras-pretas contêm ácido elágico, uma substância que pode ajudar a prevenir o câncer. Aparentemente cozinhá-las não destrói o ácido elágico, portanto as geleias de amora-preta também podem oferecer esse benefício à saúde.

Pessoas alérgicas à aspirina podem ter as mesmas reações ao comer amoras-pretas. Isso acontece porque elas são uma fonte natural de salicilatos, substâncias relacionadas ao componente ativo do medicamento.

Vantagens no consumo de amora-preta:

  • Contém poucas calorias e é rica em fibras
  • Boa fonte de vitamina C e bioflavanóides. Também contém ácido fólico, ferro e cálcio
  • Contém antocianinas, bioflavanóides com numerosos benefícios para a saúde, como a redução do risco de desenvolver câncer e doenças do coração. Também contém o ácido elágico, que possui propriedades anticancerígenas.

Desvantagem no consumo de amora-preta:

  • Contém salicilatos, o que pode provocar reações em pessoas sensíveis a aspirina

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

A história da Amora-preta

Nome da fruta – Amora-preta

Nome científico: Rubus ulmifolius Schott

Família botânica: Rosaceae

Categoria:

Origem: Europa

Características da planta: Árvore perene que pode atingir 10 metro de altura, porém geralmente chega a 4 ou 5 metros. Ramos com casca esbranquiçada a avermelhada, com numerosos espinhos. Folhas recortadas. Flores róseas e frutos.

Fruto: Tipo drupa, reunidos em infrutescências verdes quando jovens e vermelhas ou negras quando maduras. Polpa suculenta de sabor adocicado.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Estacas

A amora-preta, assim como outras frutas da espécie Rubus, como a framboesa, são plantas resistentes, de fácil cultivo e que produzem frutos de excelente sabor. Muitas vezes, pela semelhança do nome, a amora-preta – uma rosácea arbustiva – é confundida com a amora que nasce em árvores – uma Morácea – que nem sequer são plantas da mesma família botânica.

Os frutos da amoreira-preta, quando maduros, apresentam uma bela cor arroxeada e um sabor doce acidulado, sem muito açúcar.

Trata-se, porém, de uma fruta altamente perecível, de vida muito curta após a colheita, necessitando de condições especiais de armazenamento e refrigeração. Sem esses cuidados, as pequenas e suculentas amoras-pretas correm o risco de murchar e perder água, consistência e qualidade, tornando-se pouco atraentes para o consumo. Uma boa alternativa, no entanto, é o congelamento das frutas inteiras.

O cultivo comercial da amora-preta teve início ainda no século 17, na Europa. De lá, consta que ela foi transplantada para os Estados Unidos, onde se adaptou muito bem, uma vez que se trata de planta típica dos climas temperados, sendo ali cultivada desde a metade do século 19.

No Brasil, embora existam inúmeras espécies do mesmo gênero nas matas nativas, as primeiras amoras-pretas para cultivo foram introduzidas na década de 1970, através da Embrapa de Pelotas (RS), a partir de cultivares selecionados em Arkansas, nos EUA.

No Rio Grande do Sul, embora essa fruteira arbustiva tenha conseguido rapidamente se aclimatar, os pesquisadores da Embrapa passaram a desenvolver programas de melhoramento genético da planta, com o objetivo de adaptá-la ao clima e às exigências do mercado consumidor brasileiro.

Hoje em dia, mais de 30 anos depois da introdução das primeiras mudas, existem diferentes cultivares em produção desenvolvidos no Brasil e no exterior. Algumas dessas variedades nacionais foram batizadas com nomes de tribos indígenas, como a Tupi (a mais plantada no Brasil), a Guarani e a Caingangue. Os cultivares norte-americanos mais conhecidos são a Brazos, Negrita, Ébano, Comanche e Cherokee, essas duas últimas também tribos indígenas que habitavam a América do Norte.

A amora-preta encontra-se espalhada e produzindo em pomares comerciais, especialmente em pequenas propriedades de estrutura familiar, em estados das regiões Sul e Sudeste (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Sul de Minas Gerais), sendo o Rio Grande do Sul responsável pela maior parte da produção brasileira.

As frutas podem ser usadas para consumo ‘in natura’ ou industrializados na forma de sucos naturais e concentrados, fruta em calda, polpa para sorvetes, corantes naturais e produtos geleificados, como geléias e doces cremosos. Além dessa versatilidade, a tecnologia de industrialização é simples e acessível.

Outra característica peculiar da amora-preta são suas propriedades nutraceuticas. A amora-preta ‘in natura’ é altamente nutritiva. Contém 85% de água, 10% de carboidratos, com elevado conteúdo de minerais, vitaminas B e A e cálcio.

Além destas características, praticamente não necessita de insumos químicos, sendo ótima opção para o cultivo orgânico, com propriedades nutricionais e medicinais dos frutos.

Informações mais recentes de pesquisas, têm demonstrado um maior potencial na utilização da amora preta como um corante artificial. Uma das grandes descobertas é que o uso da amora preta vem se expandindo para fins medicinais, como uma planta anti-cancerígena, pela ação do ácido elágico e também no combate a osteoporose, devido a sua concentração elevada de cálcio (46mg/100g fruto).

Outra utilização crescente é como tônico muscular nas práticas desportivas, pois alto teor de potássio é encontrado no fruto (245mg/100g fruto). O fruto da amoreira é depurativo do sangue, anti-séptico, vermífugo, digestivo, calmante, diurético, laxativo, refrescante, adstringente, etc.

Poderosas propriedades anti-oxidantes por sua combinação de vitaminas C com E. A amora-preta contém pectina em abundância, uma fibra solúvel que ajuda a reduzir os níveis de colesterol no sangue. E muito recomendável aos que tem o organismo saturado de ácidos, como os que sofrem de reumatismo, gota, artrite, etc.

O suco de amora-preta, quente, adoçado com mel, tem bons resultados em casos de afecções da garganta, amidalite, rouquidão, inflamação das cordas vocais, das gengivas, aftas, etc. As flores frescas são diuréticas e muito úteis no tratamento das vias urinarias.

A amora-preta se encontra entre os alimentos que ajudam a diminuir o colesterol. De acordo a um estudo publicado pela revista Jornal of Neuroscience, as propriedades nutritivas das amoras-pretas conservam o equilíbrio, a memória e a coordenação motora das pessoas de idade avançada.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas, Frutas.radar