A história da castanha portuguesa

Nome da fruta: Castanha portuguesa

Nome científico: Castanea sativa Mill.

Família botânica: Fagaceae

Categoria:

Origem: Europa, norte da África e China

Características da planta: Árvore geralmente com 30 m de altura, tronco com casca apresentando pequenas fissuras, de coloração castanho-escura. Folhas grandes com bordos serreados, rígidas e brilhantes. Flores pequenas, agrupadas em uma longa haste, de coloração esbranquiçada.

Fruto: Tipo cápsula de casca armada de espinhos, firmes e pontiagudos, que se abre libertando uma semente grande, lisa, comestível, de coloração castanha e conteúdo macilento, adocicado.

Frutificação: Verão

Propagação: Semente

A castanheira, castanheira portuguesa, castanheira verdadeira ou, ainda, castanheira européia, como também é chamada em terras brasileiras, é uma árvore proveniente da Europa. De acordo com Eurico Teixeira, a castanha deve seu nome à cidade de Castana, localizada na antiga Tessália, na Grécia, onde até os nossos dias é cultivada em escala comercial.

Pimentel Gomes afirma que a castanha veio para o Brasil, provavelmente, da Península Ibérica ou Itálica, onde também é muito cultivada e apreciada. Ali, em tempos que já se perdem na história, pode ter sido introduzida a partir da Ásia e da própria Grécia.

Espinhos protetores

O fruto da castanheira contém uma amêndoa comestível e deliciosa, que fica coberta, externamente, por uma cápsula de aparência agressiva repleta de espinhos finos e penetrantes, uma espécie de ouriço. Quando o fruto amadurece, o ouriço abre-se, oferecendo a castanha; mas esta não se solta sozinha, demandando um certo cuidado na manipulação.

De acordo com o engenheiro agrônomo Takanoli Tokunaga, em entrevista concedida ao jornal digital ValeParaibano de dezembro de 2004, as primeiras mudas da castanheira foram trazidas do Japão apenas por volta de 1960, embora tenham sido desenvolvidas em Portugal.

A partir dessas plantas, segundo Tokunaga, iniciou-se a seleção e a melhoria das árvores e variedades com mais condições de se adaptar às características climáticas do país. E essas árvores deram-se muito bem quando começaram a ser plantadas na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e nas altitudes da região serrana entre os dois estados, onde o clima é temperado-quente com verões suaves. Árvore de notáveis dimensões, a castanheira portuguesa possui grande longevidade. Segundo Pimentel Gomes, ela se desenvolve aceleradamente por volta dos 10 anos de idade, atingindo altura máxima em torno dos 60 anos para viver, em média, 150 anos.

Outra característica importante para quem se interessa pelo culitvo da castanheira – especialmente para os pequenos produtores de estrutura familiar – é o baixo custo da produção da castanha e sua alta produtividade. Isto sem falar no elevado preço que o fruto, ao natural, atinge nos mercados e casas especializadas das grandes cidades do Sudeste brasileiro durante as festas de final de ano, quando são mais procuradas, e das inúmeras possibilidades de aproveitamento industrial no fabrico de doces.

Transformação radical

As pequenas e claras flores da castanheira portuguesa ficam agrupadas em torno de uma longa e fina haste. Quem observa a sua interessante forma com cuidado, no entanto, costuma ficar intrigado pensando como será o processo engendrado pela natureza para transformar aquelas compridas e delicadas hastes nos ouriços, que são como bolas e cheios de espinhos.

Apesar do crescente interesse em sua produção, o Brasil ainda precisa importar a maior parte da castanha que consome.

Embora até bem pouco tempo atrás se atribuísse o nome científico de Castanea vesca à castanheira portuguesa, sabe-se hoje que a variedade comumente cultivada e que produz as tão famosas e apreciadas castanhas portuguesas é, na verdade, a Castanea sativa.

Com um ou outro nome, as castanhas portuguesas, abundantes na Europa, costumam ser consumidas cozidas, assadas, torradas ou reduzidas a uma nutritiva farinha. Ricas em amido e açúcares, por muitos séculos elas constituíram parte importante da dieta alimentar das classes populares e camponesas do continente europeu. São incontáveis as receitas de pratos salgados que levam castanhas como ingredientes: farofas, purês, recheios e molhos servidos como acompanhamento para carnes vermelhas, peixes e aves.

Mas, fundamentalmente, com a castanha inteira ou em pedaços desenvolveu-se, no Velho Mundo, uma série de receitas e de técnicas para a confecção de doces de fino paladar. Secas, açúcaradas, em calda, cristalizadas ou ainda na forma de purês, cremes e pudins, as castanhas, com seu nome francês de “marron”, transformaram-se em iguarias para apreciadores da boa mesa. Dizem, até mesmo, que o sabor do “marron-glacé” (doce feito com a castanha inteira, levemente açúcarada) é o mais delicado e melhor do mundo.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

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