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Fruta – Cherimólia

Nome da fruta: Cherimólia

Nome científico: Annona cherimola Mill.

Família botânica: Annonaceae

Categoria:

Origem: Andes Equatorianos, Peru e Chile.

Características da planta: Árvore de pequeno porte. Folhas grandes, ovais que caem nos períodos mais secos do ano. Flores grandes, creme-esverdeadas.

Fruto: Tipo composto denominado pseudosoroses, constituído por bagas reunidas em torno da raque, formando um cone ou “pinha” muito característico das anonas. Coloração verde-esverdeada a verde-escura. Polpa comestível, adocicada, mucilaginosa, creme-amarelada, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Durante o ano todo, predominantemente no verão.

Propagação: Semente e enxertia

Não são poucos os que opinam ser a cherimólia a melhor de todas as frutas. Julgam-na incomparável, infinitamente superior aos seus parentes da família das Anonáceas. E não se trata de frutas pouco apreciadas: entre elas, estão a fruta-do-conde, a graviola e a pinha. Além do sabor, a cherimólia tem a vantagem de superá-las em outros quesitos como, por exemplo, o fato de ter menos sementes, de não rachar e de se conservar por mais tempo, suportando, inclusive, o transporte por longas distâncias.

Por entre as montanhas pedregosas da Cordilheira dos Andes, por entre cidades talhadas nas pedras e casas rústicas repousando nos vales, surgiu e proliferou-se a cherimólia. Desde muito cedo, foi apreciada e reverenciada. Segundo Clara Inés Olaya, povos pré-incaicos já eram encantados pela fruta, consumindo-a, cultivando-a e cultuando-a em esculturas. Facilmente encontram-se vasilhas de cerâmica que reproduzem a forma e a textura da cherimólia em museus que abrigam traços da cultura material de civilizações americanas nativas dos séculos 14 a 7 a.C. Certamente, a casca da fruta faz jus à beleza desses objetos: fina, verde e áspera, é toda marcada em alto-relevo por saliências bastante harmônicas.

Sabe-se, também, que seu nome vem da língua quéchua, onde “chirimuya” significa “sementes frias”, uma referência à polpa suculenta, branca, fibrosa, na qual ficam distribuídas algumas grandes sementes pretas. A sua grande qualidade é, inegavelmente, o aroma e o sabor adocicado da polpa abundante, que prescinde de qualquer complemento.

A fruta ainda reserva uma outra surpresa àqueles que a admiram e apreciam o seu sabor: trata-se de um alimento balanceado, rico em proteínas, vitaminas, minerais e fibras, e com baixo teor de gordura.

Depois da chegada dos espanhóis ao continente americano, a cherimólia foi levada para a Europa e disseminou-se pelo mundo. Por vias tortuosas, atingiu o Brasil, onde hoje é bastante cultivada para fins comerciais, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, tendo como centro de produção o município de São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais.

Trata-se, no entanto, de cultivo que requer paciência e muitos cuidados: a árvore leva tempo para frutificar, sendo necessário ensacar e refrigerar cada um dos frutos destinados a comercialização.

Espécies silvestres

A forma e o tamanho das diferentes espécies silvestres de cherimólia encontradas são bastante variáveis. Seu peso médio é de cerca de 600 gramas, mas há frutos que chegam aos 5 kg, tornando-se até mesmo desproporcionais em relação ao tamanho da árvore delicada, de pequeno porte.

Nome da fruta: Atemóia

Nome científico: Cultivar de Annona cherimola Mill X A. squamosa L.

Origem: Flórida (EUA)

A partir do seu alastramento pelo mundo e da disseminação do cultivo comercial, surgiram inúmeros cultivares e variedades da cherimólia. Uma delas vem ganhando destaque: trata-se de um fruto híbrido conhecido como atemóia, cruzamento da cherimólia com a fruta-do-conde. No Brasil, hoje, é mais comum encontrar a atemóia à venda em feiras e mercados. Esta distingue-se facilmente de seu parente silvestre pela aparência externa, pois suas escamas parecem esculpidas em baixo-relevo, ao contrário da outra. Se a original já fazia estrondoso sucesso desde tempos remotos, vale a pena voltarmos os olhos para a recente produção dessa variedade, que em pouco tempo pode arrebatar o mundo.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas