A história do cupuaçu

Nome da fruta – Cupuaçu

Nome científico – Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) K. Schum.

Família botânica – Sterculaceae

Categoria – Ácida

Origem – Brasil – região amazônica

Características do cupuaçuzeiro – Árvore geralmente com 15 metros de altura, ramos flexíveis. Folhas longas, de coloração ferrugínea na face interior e verde na face superior. Flores vistosas, alvas, reunidas em inflorescências presas diretamente ao tronco.

Fruto do cupuaçuzeiro – O cupuaçu é um fruto tipo baga, oval ou alongado, geralmente com cerca de 25 cm de comprimento. Casca dura, lisa, lenhosa, revestida de indumento ferrugíneo. Sementes envoltas por polpa abundante, branca, levemente fibrosa, ácida e muito aromática.

Frutificação do cupuaçuzeiro – Dezembro a abril

Propagação do cupuaçuzeiro – Semente

O cupuaçu é uma fruta exagerada: grande, pesada, perfumadíssima. As folhas de sua árvore são compridas; as sementes são muitas e também grandes, envoltas em uma polpa branca, ácida e de aroma bastante forte e agradável. Para o olfato de alguns, o cheiro do cupuaçu é tão forte que chega a ser um pouco enjoativo.

Quando maduro, o que ocorre nos meses chuvosos entre dezembro e abril, o cupuaçu simplesmente cai. Nos cultivos comerciais, a coleta tem de ser feita no momento certo, um pouco antes dessa maturação; caso contrário, ao despencar da árvore, a fruta estraga.

Com a polpa refrescante do cupuaçu fazem-se doces de variados tipos, uma verdadeira confeitaria composta por mais de uma centena de receitas diferentes: sucos, refrescos e sorvetes; licores e aguardentes temperados; cremes, gelatinas, espumas, musses e pudins; tortas, bolos, pavês, biscoitos e coberturas para outros doces; compotas e geleias; doces de colher, de cortar e cristalizados. Mas talvez o doce mais famoso seja o bombom de cupuaçu: o doce consistente, em ponto de enrolar, é recoberto por uma camada de chocolate feita de massa de brigadeiro e, depois, é passado por uma calda, também de chocolate.

Polpa do cupuaçu

A polpa do cupuaçu, carnuda e forte, por sua acidez não se presta ao consumo ao natural. Do fruto, partido ao meio, normalmente removo-se toda a polpa que envolve as sementes com auxílio de uma tesoura. Os resíduos que ficam nas sementes também são aproveitados, quando as sementes são lavadas. Depois de processada, batida ou em pedaços, a polpa do cupuaçu é congelada, podendo ser comercializada a longas distâncias.

Muito próximo do cacau, o cupuaçu carrega, como ele, o nome “Theobroma” que significa manjar dos deuses. Se, externamente, ele é muito diferente do cacau, hoje em dia já se sabe que, das gordurosas sementes ou amêndoas que carrega dentro de si, é possível extrair uma pasta semelhante àquela com que se produz o chocolate e a manteiga de cacau. Para isso é preciso, primeiro, deixar fermentar, secar, torrar e, por fim, quebrar as sementes do cupuaçu, o que pode ser feito em processos industriais ou artesanais.

Hoje, o chocolate de cupuaçu, também chamado de “cupulate”, pode ser encontrado em diversas capitais do país e no exterior, onde tem tido excelente aceitação e procura. Trata-se, na verdade, de um produto que se enquadra perfeitamente na onda internacional pela busca de produtos naturais amazônicos, ainda mais quando produzidos em sistemas orientados para o desenvolvimento socioambiental auto-sustentável. Como reflexo, ampliou-se o número de pessoas animadas com o seu cultivo, e, em algumas regiões, o cupuaçu está sendo tratado como o verdadeiro “chocolate branco”.

O sucesso e o potencial comercial da fruta e de suas sementes são tão grandes que empresas japonesas e norte-americanas já estão atuando em concorrência com os produtores nacionais. Além disso, a exploração do cupuaçu e do cupulate, assim como a de outros produtos amazônicos nativos do Brasil, vem sendo alvo de uma disputa internacional de patentes, tanto de nomes como de processos de beneficiamento, envolvendo diferentes países.

O cupuaçuzeiro

A árvore onde nasce o cupuaçu pode ser encontrada espontaneamente nas partes sul e nordeste da Amazônia e, em particular, na região nordeste do Maranhão, estando atualmente disseminada por toda a bacia amazônica do Brasil e dos países vizinhos.

Quando silvestre, o cupuaçuzeiro prefere as florestas de terra firme, onde chega a ultrapassar 20 metros de altura. Uma modificação importante introduzida no pomares voltados para a produção em escala comercial é a condução do crescimento da árvore, ou sua domesticação. O objetivo é não permitir que a árvore do cupuaçu cresça para cima, criando galhos e ramos mais baixos e esparramados para os lados, facilitando a colheita.

No Japão, por exemplo, esse chocolate está sendo produzido e comercializado a partir de sementes de cupuaçu exportadas da Amazônia. O ideal, no entanto, para obter melhores preços, é continuar produzindo o cupulate em terras brasileiras para, depois, exportá-lo.

Em Nova Califórnia e Extrema, no limites entre os estados do Acre e Rondônia, um grupo de agricultores organizou-se para cultivar cupuaçu em escala comercial. Plantando em consórcio com a pupunha – palmeira que, além de dar sombra de que o cupuaçu necessita, ainda fornece o coco e o palmito para alimentação humana, gordura para sabão, farinha e ração para a criação – o cupuaçu está sustentando inúmeras famílias.

Em toda a região, capitais, cidades ou vilarejos, é raro encontrar uma residência que não possua um ou mais pés de cupuaçu em seu pomar.

Sendo árvore de fácil adaptação, pode ser encontrada em cultivo até mesmo no Espírito Santo e em São Paulo, onde alcança, porém, um tamanho reduzido. Entre as frutas tropicais nativas da Amazônia, certamente o cupuaçu é a que reúne as melhores condições para o cultivo comercial tendo em vista os lucros obtidos com seu subprodutos – polpa e semente.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

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O poder do cupuaçu

Nome da fruta: Cupuaçu

Nome científico: Theobroma Grandiflorum

Família: Sterculiaceae

Categoria: Ácida

O cupuaçu possui as vitaminas C, A, B1 e B2. Sais minerais presentes na fruta: potássio, selênio, cálcio, fósforo, ferro, além de proteínas.

Seu fruto possui pectina, dois aminoácidos em média, 316 mg de lisina e 60 mg de triptofano. O triptofano no nosso estômago se transforma em serotonina, que é o hormônio da alegria e do bem-estar.

Fruta muito saborosa e de cor marrom, o cupuaçu tem a casca dura. Os índios a utilizam como adubo e ela corresponde a cerca de 40% do seu peso. O fruto pesa em média 2 quilos; existem frutos que chegam a pesar em torno de 4 quilos. Cada um tem em média 35 sementes.

Da sua polpa (encontramos no mercado brasileiro e estrangeiro) são feitos sucos, por sinal de ótima qualidade, e cremes, bastante utilizados na culinária amazônica e na paraense. Também é empregada na elaboração de sorvetes, geleias, bombons, iogurtes etc. e tem vasta utilização como cosmético.

Essa fruta brasileira que poucos conhecem é mais uma dádiva da natureza, considerado – assim como a uva (extrato), o pêssego e a maçã – um alimento dos deuses. Atualmente é pesquisado em vários países do mundo, sendo dissecado à procura de seus nutrientes para logo o fazerem sintético. E lamentavelmente os estrangeiros descobriram suas propriedades medicinais antes de nós.

Essa fruta, nativa da Floresta Amazônica, muito consumida pelas tribos indígenas, é encontrada com facilidade na Alemanha, Inglaterra, Japão e França.

O cupuaçu apresenta baixo valor calórico, inclusive 4 vezes menos do que o açaí. Em 100 gramas de cupuaçu há 60 calorias.

As suas sementes são ricas em gorduras e proteínas (presentes mais nas sementes do que na polpa) e possuem uma substância, o cupulate, que é uma espécie de chocolate, que já vem sendo utilizado em substituição ao cacau, assim como a alfarroba. As sementes são transformadas também em pó e utilizadas para fazer leite e manteiga.

Fonte: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais

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