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Fruta – Cutite

Nome da fruta: Cutite

Nome científico: Pouteria macrocarpa (Mart.) D. Dietr.

Família botânica: Sapotaceae

Categoria:

Origem: Região amazônica

Características da planta: Árvore geralmente de até 30 metros de altura, porém, quando em cultivo, atinge menor porte, troncos e ramos com casca descamante. Folhas grandes de até 25 cm de comprimento. Flores pequenas, creme-esverdeadas reunidas em inflorescências.

Fruto: Tipo baga, globoso, com cerca de 10 cm de diâmetro, casca lisa, verde amarelada, apresentando fissuras quando maduro. Polpa amarela, compacta, ligeiramente ácida.

Frutificação: Inverno

Propagação: Semente

A fruta possui em cada 100 gramas:

Energia – 92 Kcal

Proteína – 20,27 g

Lipídios – 0,47 g

Carboidratos – 1,72 g

O cutite não atiça o apetite do consumidor pela sua aparência. Quem o encontra nas feiras do país, sobretudo na região Norte, não o conhecendo geralmente não se sente impelido a prová-lo. Sua coloração, de um verde desbotado em amarelo manchado, somada a um extremo enrugamento quando maduro, tende a suscitar a desconfiança de quem dele se aproxime, que pode julgá-lo como fruta apodrecida. Trata-se apenas de um fruto silvestre, nativo e típico da floresta.

Para os corajosos que atravessam a casca surpreendentemente fina do cutite, no entanto, a fruta revela, além de sementes muito negras e brilhantes, uma polpa macilenta, amarela, de cheiro forte e sabor agradável e doce.

O cutite é fruto de uma árvore pequena, de 6 a 10 metros de altura, mas que, nos bosques, pode chegar a quase 30 metros. Originária das zonas costeiras do Pará e do Maranhão, onde se encontra ainda hoje em abundância em zonas silvestres ou hortas caseiras, a planta adapta-se a toda a região amazônica. Seus frutos amadurecem a partir de julho, quando podem ser encontrados nas feiras. Porém, mesmo nesses dois estados não se faz uso comercial significativo desses frutos.

Da mesma família do abiu, do sapoti e do caimito, o cutite tem uso potencial na indústria de sorvetes, uma vez que a polpa farinhenta, de sabor suave e escasso, pode ser misturada com a polpa de outras frutas locais de sabor forte demais.

Fontes: Livro Frutas Brasil Frutas,  Alimentos Regionais