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A história da Feijoa


Nome do fruto – Feijoa

Nome científico: Feijoa sellowiana (O. Berg) O. Berg

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil – Região Sul

Características da planta: Arbusto de até 4 metros de altura com tronco ramificado desde a base, copa densa. Folhas de coloração verde-oliva. Flores com pétalas alvas externamente e purpúreas no interior.

Fruto: Tipo baga, oval, casca espessa e dura, de coloração verde-clara, quando maduro. Polpa amarela, de sabor semelhante ao do araçá, que envolve as sementes.

Frutificação: Final do verão

Propagação: Semente

A história da feijoa

A feijoa ou goiaba-serrana, como tradicionalmente era conhecida no Brasil há tempos atrás, é planta bem próxima da goiaba comum, sendo ambas da mesma família das Mirtáceas. Seus frutos são grandes, se comparados à goiaba comum, e a árvore é pequena, quase franzina.

Pio Corrêa refere-se à planta que produz a goiaba-serrana como uma arvoreta de porte muito elegante e vistosa folhagem, destacando a aparência exótica e a beleza de suas flores.

As folhas da feijoeira são também muito bonitas e ornamentais: pequenas e estreitas, verde-escuras na parte superior e prateadas na parte inferior.

A segunda grande utilidade da feijoa, para Pio Corrêa, residiria na “excelência de seus frutos, cuja polpa espessa, aquosa, é muito aromática”. Mais esverdeada do que a goiaba, a casca da feijoa é também mais rugosa e grossa do que sua parente mais conhecida.

O sabor da polpa da feijoa é considerado por alguns como uma mistura dos sabores da própria goiaba com os da banana, do morango e, especialmente, do abacaxi, explicando-se, por esse motivo, outro de seus nomes vulgares: goiaba-abacaxi.

Apesar de ser fruta de origem subtropical, nativa do Sul do Brasil, da região dos campos que se estendem até o Uruguai e o Paraguai, por muito tempo ela ficou esquecida dos pomares e paladares brasileiros. Ao que tudo indica, o brasileiro nunca soube apreciar devidamente os frutos da feijoeira.

Tendo viajado para além-mar, levada provavelmente por algum admirador do perfume de sua polpa, a feijoa deu-se bastante bem em terras e climas estrangeiros. Muito cultivada na Europa desde o final do século 19 e começo do 20 nos Estados Unidos, a feijoa praticamente desapareceu no Brasil.

Em 1981, a companhia agrícola Dierberger, de Limeira, no interior do estado de São Paulo, trouxe a fruta de volta ao cenário nacional. Tomando a iniciativa de importar três variedades da feijoa provenientes da Nova Zelândia – que se tornou grande produtora da fruta -, a Dieberger começou a produzir mudas para a venda, reiniciando a propagação da espécie.

No princípio, a feijoeira era quase exclusivamente utilizada como planta ornamental. Segundo Ivo Manica, a passagem da planta para o cultivo econômico do fruto só foi possível graças ao desenvolvimento de cultivares estudados e produzidos na Nova Zelândia. O mesmo autor informa que, entre os 32 cultivares existentes no mundo, dois são originários do Brasil: a Santa Elisa e a Campineira.

Hoje, a fruta tem sido cultivada em escala comercial, especialmente na Nova Zelândia, na Califórnia, na região litorânea do sul da França, na Itália, em Portugal, na África do Sul, e ainda em alguns países da América do Sul, como Uruguai e Chile.

De acordo com informações de Ivo Manica, no Brasil são poucos os pomares comerciais conhecidos. Ainda que de pequeno tamanho, estes estão localizados na áreas mais frias das regiões Sul e Sudeste, na Serra da Mantiqueira, entre Minas Gerais e São Paulo.

Flores adocicadas

Quem vê a árvore da feijoa em floração, na primavera, não pode deixar de admirar as flores de pétalas brancas por cima e arroxeadas pelo lado interno, contrastando com os estames de cor púrpura. Tais pétalas carnudas, além de belas, são comestíveis. Segundo Pio Corrêa, as pétalas da flor de feijoa possuem um agradável suco adocicado, divertido de degustar.

Desenho de cata-vento

Quando a feijoa é cortada no sentido transversal, pelo seu lado mais estreito, percebe-se que os quatro sulcos onde ficam depositadas as sementes têm o desenho de um cata-vento. Talvez seja uma das principais características distintivas dessa fruta.