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A história do figo

Nome da fruta – Figo

Nome científico – Ficus carica L.

Família botânica – Moraceae

Categoria – Doce

Origem – Ásia

Características da figueira – Árvore geralmente com até 5 metros de altura, caule tortuoso de casca cinzenta e lisa, ramos frágeis. Folhas recortadas em lobos. Flores muito pequenas, desenvolvendo-se no interior do receptáculo da inflorescência, conhecida como “fruta do figo”.

Fruto da figueira – O figo é um fruto tipo composto, denominado sicônio, é formado pela estrutura carnosa e suculenta de formato piriforme, comestível, de coloração verde-amarelada até roxa, conhecida como “figo”, encerra em seu interior numerosas sementes.

Frutificação da figueira – Conforme a poda, frutifica o ano todo

Propagação da figueira – Estaca

Entre as espécies vegetais cultivadas pela humanidade, a figueira é certamente uma das mais antigas. Para Pio Corrêa, tudo indica que o aproveitamento do figo na alimentação humana é tão antigo “que se perde na noite dos tempos”, havendo registros nesse sentido desde a Idade da Pedra até a Grécia Antiga. Segundo ele, a espécie, no entanto, é originária da Ásia Menor e da Bacia do Mediterrâneo, de onde ainda na Antiguidade, foi levada para outros países distantes.

De acordo com Antônio Roberto Marchese de Medeiros, engenheiro agrônomo da Embrapa, a evolução da figueira em estado selvagem para o de planta cultivada acompanhou os primórdios da civilização. Existem registros de que a fruta era enaltecida por gregos e romanos, que atribuíam ao deus Dionísio ou Baco a introdução do figo e da uva “para a alegria e riqueza da humanidade”. Também no Antigo e no Novo Testamentos existem várias passagens alusivas à figueira, considerada um símbolo de paz e de harmonia.

Com tantas referências históricas, sabe-se também que há muito tempo atrás a figueira já era cultivada nas regiões semi-áridas do sudoeste da Ásia, pelos povos do deserto, tendo sido introduzida no Egito, na Grécia e na Itália quase mil anos antes de Cristo.

Com a expansão do mundo árabe, a figueira foi também levada para a Península Ibérica, estabelecendo-se na Espanha e em Portugal.

Foi assim, com toda a sua história e mistérios, que as primeiras figueiras chegaram às terras brasileiras já no século 16. Verdadeiro símbolo da ocupação da terra pelos colonizadores, as figueiras logo passaram a ser cultivadas lado a lado dos marmeleiros e das laranjeiras.

Figueiras de todos os tipos, muitas delas improdutivas ou geradoras de frutos não comestíveis, espalharam-se por todo o continente. Segundo Pio Corrêa, porém, até o início deste século o plantio do figo bom para comer – o verdadeiro ficus carica – era muito disperso no Brasil e as quantidades produzidas, insignificantes. Embora excelentes variedades de figueiras – originárias, em grande parte, da Espanha, de Portugal e do norte da África – tivessem se aclimatado perfeitamente a diferentes regiões do país, seu cultivo não ultrapassava o limite das chácaras urbanas e dos quintais das fazendas.

Sob a orientação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), logo após a queda da produção cafeeira no início da década de 1930, deu-se um grande impulso à produção de figos associada à de uvas no Estado de São Paulo. Ali, passou a se destacar como produtora a região de Campinas, principalmente os municípios de Itatiba, Valinhos, Louveira e Jundiaí, além de Mogi das Cruzes, sendo algumas delas, até os dias de hoje, as mais produtivas.

Atualmente, o Estado de São Paulo é o maior produtor de figos do país, sendo apenas o município de Valinhos responsável por 90% do total. Normalmente, entre 20 a 40% dessa produção destina-se à exportação, que, em 2003, obteve um valor recorde: países como Inglaterra, França e Alemanha compraram do Brasil cerca de 1,5 milhão de caixas com 24 frutos cada uma.

No interior da casca fina e macia de coloração arroxeada, que se abre pela parte central, esconde-se a massa rosada no centro e esbranquiçada nas bordas. Desmanchando-se na boca, os figos têm um sabor que pode variar entre o insípido e o muito doce, sendo, no entanto, sempre muito refrescante.

Delicados, são frutas que se machucam facilmente, dificultando o acondicionamento, a preservação, o transporte e a comercialização ao natural. Talvez por esse motivo, desde os primórdios de sua utilização pelo homem, aprendeu-se a aproveitar de outras formas as qualidades altamente nutritivas e o sabor sofisticado dos figos.

De acordo com as características das flores, formas de polinização e de frutificação, existem quatro tipos de ficus carica: Caprifigo, Smirna, Comum e São Pedro Branco, sendo as variedades mais cultivadas em todo o mundo pertencentes ao tipo Comum.

No Brasil, ocorre o mesmo: a variedade Roxo de Valinhos (município do interior de São Paulo onde a produção de figos é bastante antiga e volumosa) é a mais cultivada comercialmente e pertence, também, ao tipo Comum. Também conhecida como Brown Turkey, San Piero ou Negro Largo, entre as principais características dessa variedade de figueira está a sua rusticidade que, acrecida do vigor e da boa produtividade que apresenta, a torna cultura bastante lucrativa.

A figueira desenvolve-se bem nas regiões subtropicais temperadas, mas tem grande capacidade de adaptação climática. Pio Corrêa exemplifica elegantemente essa qualidade dizendo que a figueira é capaz de se adaptar “às condições de existência as mais diversas e até as mais opostas”, sendo encontrada “desde a beira-mar, nas dunas ardentes da Líbia, até as planícies frias dos Andes, a mais de 3 mil metros de altitude”.

Essa capacidade de adaptação reflete-se, também, no porte da árvore, que pode variar muito conforme o clima da região em que tenha nascido e o tratamento que lhe for dispensado. Nas regiões próximas ao mar Mediterrâneo que lhes deram existência, quando deixadas à vontade para crescer, as figueiras chegam a atingir o porte de árvores enormes. Por outro lado, quando mantidas sob poda drástica, nos climas do Sul do Brasil, as figueiras podem ser conduzidas de modo a não ultrapassar o porte arbustivo.

Doces figos

De acordo com a sua destinação futura, sejam provenientes de pomares caseiros ou comerciais, os figos devem ser colhidos em diferentes estágios de maturação: os verdes destinam-se basicamente à confecção de doces em calda ou cristalizados; os mais inchados são usados para a produção do figo “rami”, espécie de fruta passa; os maduros ainda não rachados são próprios para a produção de doces em pasta ou da figada de cortar, ou ainda para o consumo ao natural.

O fruto da figueira

O figo, aquele conjunto carnoso avermelhado e completamente comestível, é erroneamente identificado como o “fruto da figueira”. No entanto, todo esse conjunto não passa de uma inflorescência. Ou seja, o figo propriamente dito nada mais é do que o receptáculo carnoso em cujo interior encontram-se os verdadeiros frutos: as minúsculas sementinhas que permanecem envolvidas pelos restos das flores da figueira.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Os benefícios no consumo de figo

Os benefícios no consumo de figo

Vantagens no consumo de figo:

  • Uma fonte rica em potássio, cálcio e ferro
  • Rico em fibras

Desvantagens no consumo de figo:

  • Figos frescos estragam rapidamente
  • Figos secos são muito calóricos. Seu alto teor de açúcar e sua aderência contribuem para a formação de cáries
  • O figo pode causar diarréia
  • O figo pode ser contaminado por mofos e suas toxinas

Presentes na dieta mediterrânea por pelo menos 6000 anos, os figos foram fonte importante de açúcar. Não são frutos, mas sim receptáculos de flores em galhos desfolhados. As verdadeiras frutas são os aquênios, semelhantes à semente, que se desenvolvem junto às imperceptíveis flores dentro do bulbo polpudo.

Nem as abelhas nem o vento contribuem para a polinização dos figos. Uma única espécie de vespa, com apenas 3 mm de comprimento, poliminiza as flores quando entra e sai por um pequeno poro na ponta arredondada do figo. Os produtores de figo dependem dessa relação simbiótica e a estimulam amarrando figos silvestres que contenham ovos das vespas aos galhos das figueiras. Esse método de garantir a fertilização vem sendo usado desde a Antiguidade, quando foi relatado pela primeira vez por um discípulo de Aristóteles.

Tradicionalmente, os figos eram amadurecidos esfregando óleo na casca, o que estimulava o agente de amadurecimento – o etileno. Muitos produtores de figo não utilizam mais essa prática, pois ela compromete o sabor da fruta.

Como os figos frescos normalmente ficam machucados e estragam com rapidez, a maior parte da produção é usada seca ou enlatada. Embora rico em calorias – 180 em cinco pedaços -, o figo seco é um lanche nutritivo, contribuindo com 15% ou mais da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de cálcio e 8% da IDR de 15% do ferro, bem como de 6 g de fibras e quantidades razoáveis de vitamina B6. Consumir figos com frutas cítricas ou outra fonte de vitamina C aumenta a absorvição de ferro.

Examine os figos cuidadosamente antes de comprá-los. Os frutos devem estar macios, mas não passados, sem nenhum amassado ou sinais de mofo.

Tanto os figos frescos como os secos são ricos em pectina, uma fibra solúvel que ajuda a reduzir o colesterol no sangue. Os figos também têm efeito laxativo, portanto são especialmente benéficos para pessoas que sofrem de prisão de ventre crônica. Para outras pessoas, entretanto, o excesso pode provocar diarréia.

Barrinhas de figo são muito nutritivas e têm menos gordura e açúcar do que a maioria dos biscoitos; duas barrinhas contêm menos de 100 calorias. Como tende a grudar nos dentes – como os figo secos -, é importante escová-los depois de comer.

Valor nutricional do figo:

Nutrientes (em 100 g)

Unidade

Quantidade

Próximos
Água

g

28.4

Calorias

kcal

255.0

Carboidratos

g

65.4

Proteina

g

3.1

Gordura

g

1.2

Fibra

g

12.2

Cinza

g

2.0

Minerais
Calcio

mg

144.0

Ferro

mg

2.2

Magnésio

mg

59.0

Fósforo

mg

68.0

Potássio

mg

712.0

Sódio

mg

11.0

Zinco

mg

0.5

Cobre

mg

0.3

Manganés

mg

0.4

Vitaminas
Vitamina C

mg

0.8

Thiamina (B1)

mg

0.1

Riboflavina (B2)

mg

0.1

Niacina

mg

0.7

Ácido “Pantothenic”

mg

0.4

Vitamina B6

mg

0.2

“Folate”

mcg

7.5

Vitamina B12

mcg

0.0

Vitamina E

mg

0.0

Fonte da tabela: calusnefarms

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos

O poder do figo

Nome da fruta: Figo

Nome científico: Ficus Carica

Família: Moraceae

Categoria: Doce

São conhecidas mais de 30 variedades de figo. A fruta possui as vitaminas A, B1, B2, B5, e C. Possui os seguintes sais minerais: potássio, cálcio, fósforo, sódio, magnésio, cloro e ferro.

É laxante, digestivo e diurético. Faz bem para o fígado, é depurativo do sangue e desintoxicante, além de nutritivo porque apresenta grande quantidade de açúcar natural, aproximadamente 15%. Já os figos secos aumentam o seu teor de açúcar em até 60%.

Rico em potássio, quando seco, o figo tem o valor calórico e mineral triplicado e a quantidade vitamínica reduzida pelo processo de desidratação.

A fruta é uma fonte de benzaldeído, um agente anticancerígeno, e de flavanoides, antioxidantes. O figo contém também enzimas que ajudam a digestão, além de fibras, e é ótimo para quem sofre de problemas ósseos.

O figo fresco é considerado um poderoso expectorante. Já o seco é ótimo para quem tem bastante desgaste físico. Podem ser usados no tratamento de furúnculos, abscessos e aftas. Deve ser evitado por pessoas obesas e por quem sofre de acidez do estômago e artrite.

Observação: 100 gramas de figo contêm 384 miligramas de potássio.

Fonte: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais