Fruta – Fruta-pão

Nome da fruta: Fruta-pão

Nome científico: Artocarpus incisa L.

Família botânica: Moraceae

Categoria: Doce

Origem: Java e Sumatra

Características da planta: Árvore geralmente com 30 metros de altura, robusta, de caule acinzentado, com látex branco em todas as partes. Folhas grandes, rígidas, ovais, recortadas, de coloração verde-clara. Flores amarelas, de sexo separado, formando inflorescências distintas, as masculinas com espigas e as femininas em capítulos.

Fruto: Tipo composto, globoso. Polpa branca, farinácea, um tanto esponjosa nos frutos imaturos e amarelados, aromática e adocicada nos maduros, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Duas vezes por ano ou sucessivamente durante meses

Propagação: Semente

Poucas trajetórias de frutas migrantes são tão bem conhecidas e documentadas quanto a da curiosa fruta-pão. Sua origem é remota e distante: conta-se ter sido cultivada desde épocas pré-históricas no arquipélago malasiano, sobretudo nas ilhas de Java e Sumatra, de onde se presume que seja originária. De lá, espalhou-se pelas ilhas do Pacífico Sul, onde mais tarde foi encontrada pelos ingleses.


Fascinados não por seu sabor, mas pelas propriedades alimentícias da fruta, foram os navegadores ingleses que resolveram levá-la para o outro canto do planeta, nas suas colônias das Antilhas, para servir de alimento barato à mão-de-obra escrava.

A primeira tentativa de traslado, no século 18, fracassou graças a insurgência de tripulantes em um importante episódio da história marítima inglesa, conhecido como a Revolta no Bounty. A segunda tentativa, em 1773, obteve sucesso parcial: a planta foi de fato introduzida na região, mas não muito apreciada pelos escravos, que preferiram continuar comendo bananas no lugar das frutas-pães.

Ainda assim, a ideia dos ingleses agradou ao governador do Pará, que decidiu introduzir a fruta-pão ali e no Maranhão, mandando buscá-la especialmente em Caiena, na Guiana Francesa. Era 1801 e Dom João VI não demorou muito para se entusiasmar também com esse possível alimento barato, que amenizaria as reivindicações e insatisfações da população menos abastada do Império. Em 1809, então, mandou difundi-la pelo Brasil, iniciando o serviço pelo Rio de Janeiro.

Ao que parece, por aqui também a aceitação e aprovação da fruta não foi como era esperado. Mesmo assim, a árvore foi largamente disseminada pela população e espalhou-se por toda a costa atlântica. E, desde esses tempos até os nossos dias, a fruta-pão tornou-se, de fato, um importante e respeitado alimento das camadas populares, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Vem daí, talvez, o fato de essa fruta ser também conhecida como “pão-dos-pobres“, apelido pouco carinhoso, mas reconhecedor de suas virtudes alimentares.


Provada pela primeira vez, a fruta-pão não costuma provocar grandes entusiasmos pela qualidade de seu sabor. A polpa branco-amarelada, farinácea e um tanto esponjosa, tem a consistência semelhante à da batata-doce. Em terras brasileiras, diferentemente dos lugares de onde é originária, não se tem o hábito de comer a fruta-pão ao natural, por ser considerada pesada demais para o aparelho digestivo. Prefere-se consumi-la cozida ou assada, em fatias, como substituto do pão, uma vez que esta é realmente tão rica em amido quanto ele próprio. No café da manhã, principalmente nas regiões mencionadas, a fruta-pão é servida com manteiga ou geléia, ou ainda com outro ingrediente que lhe acrescente mais sabor.

Colhe-se a fruta já grande, em geral ultrapassando uns 4 kg de peso, antes que ela se espatife no chão, o que não é fácil: retirá-la do alto de sua bela e importante árvore, que chega a atingir 30 metros de altura, exige destreza, coragem e técnica.


A fruta-pão pertence à família das Moráceas, e não se surpreenda o leitor ao deparar com uma de suas primas mais conhecidas: a delicada amora, apreciada em todo o país. Outra fruta, sua parente, no entanto, iguala-se a ela por sua aparente rusticidade: a jaca.

Fruta pão de caroço

Nome científico: Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg

Origem: Guianas

Existem duas variedades conhecidas de fruta-pão: sem e com caroço. A primeira, a mais comum e dispersa por todo país, tem a casca verde lisa e é própria para ser consumida como pão: é a fruta-pão de massa. A outra – que tem a casca coberta de falsos espinhos ou acúleos, sendo também verde - é mais popular na região amazônica. Além disso, destaca-se da primeira ao conceder-nos uma outra regalia: seu caroço, semente ou amêndoa, de excelentes qualidades nutritivas, pode ser comido como castanha.

A fruta-pão é uma fruta de clima tropical (do tamanho de um coco verde grande) e encontra-se facilmente no Nordeste brasileiro. É consumida cozida (é melhor, principalmente quando preparada no cozimento a vapor), frita ou assada. Substitui o pão branco e outros.

Suas vitaminas são a B1, B2 e B5. Sais minerais: cálcio, fósforo e ferro.

É laxante. As sua folhas servem para a preparação de banhos contra dores reumáticas. Com suas fatias se faz aplicação contra furúnculos.

Medicina popular, indicações para a fruta-pão

Intestino preso

Ingerir no café da manhã fruta-pão cozida e misturada com fibra (farelo de trigo)

Furúnculos

Cozinhar fatias de fruta-pão e colocar sobre os furúnculos. Fazer de 2 a 3 aplicações por dia. Em seguida, aplicar argila medicinal e deixar por cerca de uma hora e meia.

Dores reumáticas

Preparar um banho com as folhas de fruta-pão e aplicar em forma de compressas sobre o local dolorido.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais

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