Guariroba

Nome: Guariroba

Nome científico: Syagrus oleraceae (Mart.) Becc.

Família botânica: Arecaceae (Palmae)

Categoria:

Origem: Brasil – regiões Sudeste e Nordeste

Características da planta: Palmeira de até 20 metros de altura, estipe simples. Folhas dispostas em espiral. Flores de coloração esbranquiçada, reunidas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto: Tipo drupa, globoso, de coloração verde-amarelada. Polpa envolvendo semente com endosperma comestível de sabor agradável.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

A guariroba, palmeira nativa do Brasil que fornece o coco guariroba, é planta bastante frequente por toda a vasta extensão do Cerrado brasileiro. Pode ser encontrada em uma área não contínua que abrange desde a Bahia até São Paulo, passando por Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

De acordo com Harri Lorenzi, a guariroba é planta característica das matas mais secas, ocorrendo sempre em grandes agrupamentos e associada a outras espécies vegetais.

Porém, a guariroba - ou gueroba, como também é conhecida -, pelo porte elegante, de estipe fino e reto, é palmeira que se destaca, por excelência, na paisagem plana dos campos da região central do Brasil, em especial nos campos goianos.

Nos campos, a ocorrência da guariroba é indício seguro de terra fértil. Mais do que isso, dessa palmeira o homem e a criação aproveitam quase tudo. Suas folhas verdes são fartamente consumidas pelos animais. Os coquinhos da guariroba, de polpa comestível e saborosa amêndoa, quando amadurecem e caem, tornam-se importante complemento na alimentação do gado, que aprecia degustá-lo enquanto permanece debaixo das palmeiras espalhadas no meio do pasto. Por isso é frequente encontrar-se uma profusão de amêndoas de guariroba em meio aos currais das fazendas.

Os cocos da guariroba são também aproveitados pela população nativa, que deles retira as amêndoas, usadas na produção de doces caseiros. Além disso, dessa amêndoa, que contém mais de 60% de matérias graxas, extrai-se um abundante e excelente óleo comestível de notada utilidade na indústria de sabões.

Porém, entre todos os produtos extraídos da guariroba, destaca-se o seu palmito ou broto terminal, a parte mais tenra e jovem localizada na porção central do ápice da planta. E é uma pena que para se extrair esse palmito seja necessário derrubar a bela e alta palmeira.

Para não ficar sem a deliciosa iguaria, alguns proprietários de terra começaram a cultivar a guariroba para o consumo familiar do palmito e para a pequena indústria de palmito em conserva. Sendo planta de fácil cultivo e excelente aproveitamento, tais plantações transformaram-se, rapidamente, em bons negócios, devido à alta produtividade que proporciona. Destacam-se, nessa produção, a região do Triângulo Mineiro e o sul de Goiás.

Considerado por muitos como verdura de sabor amargo - o que de fato é, quando comparado aos palmitos doces da espécie edulis da Mata Atlântica ou da Amazônia -, o palmito da guariroba ou palmito amargoso é uma iguaria de largo aproveitamento culinário, especialmente em algumas regiões de Minas Gerais e de Goiás.

Nas boas receitas de empadão goiano, por exemplo – acompanhamento perfeito para o colorido arroz com pequi e para tutu de feijão -, é fundamental a inclusão de bons nacos do palmito amargo da guariroba. Alimento substancial e de tempero bem forte, a receita tradicional do recheio desse empadão deve conter, junto com a guariroba, coxas e pedaços inteiros de frango, linguiças, batatas e ovos cozidos inteiros ou apenas partidos ao meio, além de tomates maduros.

Pio Corrêa informa que o amargo do palmito da guariroba desaparece facilmente, bastando para isso aferventá-lo com um pouco de bicarbonato de sódio. Mas quem já provou sabe que é fundamental no empadão goiano aquele leve sabor amargo da guariroba, sentido bem no fundo do refogado, misturado aos outros ingredientes e ao especial tempero local.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

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