A história da laranja

Nome da fruta – Laranja

Nome científico – Citrus sinensis (L.) Osbeck

Família – Rutaceae

Categoria -

Origem – Ásia

Características da laranjeira – Árvore geralmente com 8 metros de altura, tronco com casca castanho-acinzentada, copa densa de formato arredondado. Folhas de textura firme e bordos arredondados, exalam um aroma característicos quando macerados. Flores pequenas, de coloração alva, aromáticas e atrativas para abelhas.

Fruto da laranjeira – A laranja é um fruto tipo hesperídio, de formato e coloração variável de acordo com a variedade. Frequentemente com a casca de coloração alaranjada, envolvendo uma polpa aquosa de coloração que pode variar entre amarelo-claro e o vermelho. Sementes arredondadas e achatadas, de coloração verde-esbranquiçada.

Frutificação da laranjeira – Durante todo o ano, concentrando-se entre o outono e a primavera.

Propagação da laranjeira – Enxertia e por semente

Segundo Pio Corrêa, o cultivo da laranja e o uso da laranja remontam a um período de mais de 2 mil anos antes de Cristo, conforme demonstram escritos encontrados na China. As laranjas, diz a mitologia grega, eram os verdadeiros pomos de ouro, mantidos muito bem guardados pelo “Dragão de 100 cabeças” no Jardim das Hespérides. Para obtê-los, no cumprimento de seu décimo primeiro trabalho, Hércules lutou incansavelmente. Essa lenda é, no mínimo, uma comprovação da antiguidade dessa fruta – a laranja – na vida e nas culturas humanas.

Supõe-se que a laranja, assim como as demais frutas do gênero Citrus, da família das Rutáceas, seja originária das regiões tropicais e subtropicais do continente asiático e do arquipélago malaio, onde os primeiros homens e mulheres aprenderam a cultivá-la e de onde partiu para conquistar o mundo.

Apesar de toda essa antiguidade e do conhecimento que os gregos tinham das frutas cítricas – laranjas, limas, cidras, limões, pomelos e toranjas -, a sua introdução na Europa foi bastante tardia, não havendo relatos sobre esse fato anteriores ao século 15. Aluns autores, no entanto, afirmam que os árabes já haviam introduzido alumas espécies de frutos cítricos nas penínsulas ibérica e itálica bem antes disso.

Parece que todas as muitas espécies e variedades de laranjas existentes – são cerca de 2 mil diferentes variedades, das quais menos de 100 são cultivadas em grande escala – originaram-se a partir de dez espécies selvagens cruzadas entre si, transformadas, selecionadas, cruzadas novamente e melhoradas no decorrer de séculos de experimentação. Em consequência de sua remota cultura, as formas das laranjas nunca foram encontradas ou se perderam no tempo.

Na América e no Brasil, os indígenas só vieram a conhecer os deliciosos e vitaminados frutos cítricos após a chegada dos europeus. Acredita-se que as primeiras laranjas tenham cruzado o oceano Atlântico já em 1493, na esquadra de Cristóvão Colombo. Em 1561, os espanhóis teriam desembarcado as primeiras sementes, no Panamá e, logo depois, no México.

Existem registros de que, no Brasil, os colonizadores portugueses iniciaram a plantação de laranjas doces nesse mesmo período, provavelmente na Bahia. Aqui, a laranja adaptou-se tão bem ao clima e ao solo que, espalhando-se território adentro, tornou-se espécie selvagem. Alguns viajantes, inclusive, acreditavam que a laranja era fruta nativa.

De acordo com Geraldo Hasse, foi a larga disseminação e a boa adaptação à terra que acabaram produzindo uma variedade particular de laranja, hoje conhecida e produzida em todo o mundo: a Baía, Baiana ou Umbigo. Essa laranja, que teria surgido e sido encontrada no início do século 19, nas proximidades de Salvador, Bahia, foi introduzida e melhorada nos EUA, gerando as conhecidas variedades Navel, palavra que, em inglês, significa umbigo.

Hoje, grande parte das faixas tropical e subtropical do globo transformou-se num verdadeiro cinturão produtor de frutas cítricas, tornando a laranja uma das frutas mais cultivadas em todo o  mundo.

O Brasil é o principal produtor mundial de laranja, sendo também a fruta mais produzida no país. De acordo com dados do IBGE para o ano de 2002, foram cerca de 831 mil ha de terras, alcançando uma produção média de 18,5 milhões de toneladas ao ano. Desse total, a maior parte, destina-se à produção de sucos concentrados para exportação: mais de 80% dos pomares comerciais de laranjas no Brasil produzem frutas para processamento caseiro e comercial de sucos.

A produção brasileira de laranja desenvolveu-se muito a partir da década de 1960, quando uma geada sem precedentes destruiu grande parte das laranjeiras da Flórida, EUA. Maior consumidor mundial de sucos cítricos, os Estados Unidos passaram a demandar importações, o que impulsionou países como o Brasil a investir nessa cultura. E deu certo!

Os produtores  paulistas foram os primeiros a ter condições de entrar nesse mercado. Durante o século 20 e, especialmente, nas últimas quatro décadas, com  instalação e o crescimento dos laranjais, foram bastante notáveis as mudanças ocorridas na paisagem no interior do Estado de São Paulo, que se transformou no principal produtor do país. 80% da produção e 70% da área, em relação ao restante.

Além de São Paulo, vários outros estados brasileiros dispõem de considerável produção de laranjas e demais frutos cítricos, destacando-se Minas Gerais, Sergipe, Paraná e Rio Grande do Sul.

São vastos laranjais florescendo e frutificando de acordo com os padrões de qualidade e produtividade, de maneira a suprir totalmente as necessidades internas e a ocupar uma boa fatia do mercado internacional. Para tanto, o país e seus fruticultores contam com a excelência do trabalho de importantes núcleos de pesquisa, especializados no desenvolvimento, aperfeiçoamento e melhoramento genético das diferentes frutas cítricas, bem como no treinamento e na atualização de profissionais da área, e na busca de soluções para as doenças e pragas que, de tempos em tempos, assolam os laranjais.

Na cidade de Cordeirópolis, em São Paulo, por exemplo, fica o Centro de Citricultura Sylvio Moreira, órgão ligado ao Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e considerado o maior centro difusor de pesquisas em citricultura da América Latina. Ali, numa coleção iniciada a quase 70 anos, estão cultivadas cerca de 1900 diferentes tipos e variedades de Citrus, provenientes de todo o mundo, que costumam fornecer matrizes para o país e boa parte da América Latina.

Os negócios e as cifras que envolvem a comercialização de laranjas em nossos dias são vultuosos e, por esse motivo, as espécies e variedades mais cultivadas são aquelas que têm maior valor de mercado.

As variedades de laranjas Pêra Seleta, Valência e Natal são aquelas encontradas durante todo o ano, em praticamente todas as feiras livres, mercados, quitandas e ambulantes pelo país afora. Essas laranjas, mais apropriadas para o aproveitamento do suco, também podem ser consumidas ao natural, combinando deliciosamente com alguns pratos salgados.

As laranjas Baía e Baianinha, assim como as demais laranjas-de-umbigo, são mais adocicadas e melhores para o consumo ao natural. Muito procurada nos mercados europeus, ali a Baía é considerada laranja de mesa por excelência, pois sua consistência e sua firmeza a tornam fruta própria para o consumo elegante e sofisticado, com garfo e faca.

As laranjas mais azedas são bastante utilizadas na culinária de nível internacional, no preparo de molhos para o cozimento e para acompanhamento de carne bovina e suína, aves e peixes, tais como o famoso “canard aux oranges” ou pato com laranja.

Abaixo do Equador, no entanto, as qualidades das várias laranjas são aproveitadas sem tanta cerimônia, a qualquer hora do dia: no desjejum, na sobremesa, no lanche da tarde, à noite e para repor as energias perdidas. Qualquer hora é boa para aproveitar o suco doce, refrescante e vitaminado de uma laranja. Brincadeira de criança, no verão, no quintal da casa da avó, é lambuzar-se ao chupar laranjas descascadas pacientemente pelo avô e, depois, tomar um bom banho de esguicho.

A laranja Lima ou Serra D’água, de menor expressão comercial, é também a mais difícil de ser encontrada. Pouco ácida, muito doce e saborosa, principalmente quando colhida de velhas laranjeiras cultivadas com todo o carinho em pomares bem tratados, é indicada para o suco dos bebês e para o consumo de todos aqueles que sofram com problemas digestivos.

Em todas as suas variedades, trata-se de uma das mais saudáveis frutas do pomar disponível para o consumo dos seres vivos do planeta, fornecendo energia, carboidratos, fibras, proteínas, potássio e muita vitamina C.

Variedades comerciais de laranja

Baía, Pêra, Natal, Valência, Hamlin, Rubi, Seleta e Lima: são essas as principais variedades de laranjas produzidas hoje no Brasil. Muitas vezes, uma mesma variedade pode apresentar grandes diferenças de coloração e sabor, em virtude das condições do clima e do solo da região em que foi cultivada. De maneira geral, as laranjas podem ser separadas em basicamente três grupos: as laranjas-de-umbigo, como a Baía, Baianinha, a Monte Parnaso e as Navelinas em geral; as laranjas comuns, sem umbigo e de suco mais ácido, como a Pêra e a Seleta, entre outras; e as laranjas de baixa acidez, que têm uma relação entre açúcares e ácidos mais elevada, como a Lima, também conhecida como Laranja do Céu, Serra D’água ou Mimo.

Laranjais em flor

As flores da laranjeira, beleza perfumada e branca, tradicional símbolo de pureza virginal, constituem importante especiária aromatizante. A delicada fragrância dessas flores, transformada em essência, é muito utilizada na doçaria. Nas receitas de origem árabe, praticamente todos os doces e caldas levam algumas gotas de essência de flor de laranjeira em sua composição.

Na paisagem do interior paulista, chamam a atenção as enormes extensões de terra repletas de laranjeiras, especialmente nas proximidades das estradas que interligam os municípios de Campinas, São Carlos, São José do Rio Preto, Barretos, Limeira, Bebedouro e Araraquara. Ainda mais quando o perfume próprio das árvores em floração toma e inebria por completo o ar da região.

Fruta gostosa, refrescante, energética e nutritiva, diurética, depurativa: o “elogio da laranja”, como diz Lúcia C. Santos em seu livro sobre boas maneiras e culinária, “já está feito pelo consumo formidável que ela vem alcançando no mundo”. Seus gomos, envoltos pela fina película, são, segundo definição do escritor Fernando Sabino, a melhor, mais prática e duradoura embalagem que a natureza poderia ter criado para o delicioso suco que a fruta encerra.

Feijoada completa

Na feijoada, umas das mais típicas refeições brasileiras, a laranja, em gomos ou em pedaços, é servida à vontade juntamente com feijão, arroz, carnes e couve, sendo indispensável para “cortar a gordura” e atenuar a pimenta, refrescando o paladar.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

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O que é melhor, laranjas ou cápsulas de vitamina C?

O que faz das frutas alimentos tão saudáveis não é apenas um composto ou outro, mas a combinação de vários deles. Por isso, nutricionistas da Universidade Brigham Young, nos EUA, alertam que é melhor para a saúde chupar laranjas regularmente do que tomar cápsulas de vitamina C.

“Há algo em uma laranja que é melhor do que tomar cápsulas de vitamina C, e isso é o que realmente estamos tentando descobrir”, escreveu o pesquisador Tory Parker, em artigo recentemente publicado no Journal of Food Science. Na publicação, ele destaca que, apesar de a vitamina C ser indicada, muitas vezes, como a principal responsável pelos benefícios da fruta, a combinação de diversos compostos, principalmente a hesperidina e a naringenina, contribui para a saúde.

“Os carboidratos e as gorduras aumentam os radicais livres, e as frutas e antioxidantes internos neutralizam isso – o que significa que as frutas deveriam ser sua sobremesa”, escreveu o pesquisador. “Acreditamos que é a particular mistura de antioxidantes na laranja que faz com que ela seja tão boa pra você”, concluiu o especialista.

Fonte: boaSAÚDE blog

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O poder da laranja

Nome da fruta: Laranja

Nome científico: Citrus Sinensis

Família: Rutaceae

Categoria: Ácida

A laranja é uma fruta conhecida no mundo inteiro como auxiliar no combate a uma série de doenças. Suas folhas e flores também possuem qualidades e benefícios importantes.

Suas vitaminas são: A, B1, B2, B5 e C. Sais minerais: cálcio, potássio, fósforo, sódio, enxofre, magnésio, cloro, silício e ferro.

A vitamina C é o elemento mais importante da laranja, o qual oxida e se perde facilmente. Para que isso não ocorra e que se possa aproveitar melhor suas qualidades nutritivas, devemos tomar alguns cuidados: consumi-la sempre no ponto certo de maturação, isto é, só descasque no momento de consumi-la. Ao cortá-la, utilizar faca com lâmina de aço inoxidável, pois outros metais agem sobre a vitamina, eliminado-a. A laranja, quando consumida como sobremesa, pode causar perturbações digestivas.

A laranja corrige a excessiva acidez do organismo, estimula o sistema circulatório, combate inflamações das veias e ativa o trabalho das glândulas segregadoras de suco gástrico, facilitando, desta maneira, a digestão e funções intestinais. O bagaço deve ser muito bem mastigado antes de ser ingerido. É aconselhado o consumo dela para diabéticos e quem tem gota, por sua riqueza em minerais e substâncias neutralizantes, que agem eliminando o ácido úrico. É eficaz no combate ao escorbuto (falta de vitamina C), gripes, resfriados, febres, benéfica para as vias respiratórias, estimulante do sistema digestivo e calmante do sistema nervoso.

Podemos fazer uso da fruta chupando-a ou em forma de suco. O suco deve ser feito e ingerido imediatamente, depois de três minutos seus nutrientes têm uma perda acentuada. Evitar também adoça-lo.

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