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Fruta – Mangaba

Nome da fruta: Mangaba

Nome científico: Hancornia speciosa Gomes

Família botânica: Apocynaceae

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Árvore que atinge cerca de 5 metros de altura, caule com casca rugosa e áspera. Folhas verdes com manchas que lembram ferrugem. Flores de coloração alva, aromáticas.

Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração amarelada, estriada de vermelho quando maduro. Polpa branca, viscosa e ácida, envolvendo numerosas sementes.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

Segundo dizem por aí, pelas pequenas cidades dos interiores brasileiros, no tempo certo para se apreciar o “espetáculo da mangabeira” basta sentar próximo à árvore e esperar os frutos maduros começarem a chuviscar no chão. Depois de iniciada a festa, é só recolher a safra e se deliciar.

A mangaba, que cai naturalmente quando madura, pode ser consumida por inteiro. A polpa da fruta é branco-esverdeada, contrastando com a casca amarela com estrias vermelhas, é impossível de separar-se dela. A fruta está boa para o consumo quando fica macia e se desfaz, produzindo um suco leitoso de sabor adocicado, prazer maior para seus muitos apreciadores.

A árvore, por si só, de copa ampla e arredondada, às vezes mais larga do que alta, tem também uma beleza a ser observada em detalhes. Seus ramos abundantes sustentam folhas avermelhadas, bem desenhadas por nervuras; as flores brancas e perfumadas, de cinco pétalas, têm a forma de delicados cata-ventos.

Trata-se de uma beleza nativa do Brasil, capaz de crescer não só nos terrenos arenosos e de baixa fertilidade da faixa litorânea quente e úmida como também em todo tipo de vegetação rala e clima árido, pelos cerrados, sertões, tabuleiros, caatingas e chapadas interioranos.

Bastante conhecida pelos nativos desde antes da chegada dos europeus, durante muito tempo o principal uso da mangabeira foi a extração de um látex de cor branca, encontrado em todas as partes da planta, inclusive na raiz. Era e continua sendo utilizado na fabricação de borracha e, na medicina popular, no tratamento auxiliar de doenças como tuberculose e  úlceras.

Hoje em dia, entretanto, difundida por quase toda a América do Sul, o fruto é o que mais se aproveita. No Brasil, é encontrado de setembro a março nas feiras das cidades do Nordeste e do Centro-Oeste. Além de prazerosamente consumida na forma de sucos, a mangaba também se presta a um amplo rol de preparos e receitas: sorvetes, doces, compotas, geléias, vinagre, licores, vinho. Um único inconveniente: o pegajoso látex que a fruta desprende ao ser batido em liquidificador exige técnicas especiais na hora da limpeza.

Tendo o sabor da mangaba tão boa aprovação entre os consumidores, tanto os brasileiros como estrangeiros, pode-se afirmar que é fruto sub-aproveitado em termos econômicos, visto que não existe produção comercial significativa. Tampouco a produção do látex ganhou magnitude com o passar do tempo, embora tenha sido importante durante a Segunda Guerra Mundial, devido à escassez do látex de seringueira.

Impossível não recomendar: que abram os olhos para a mangaba agricultores e comerciantes e também aqueles que nunca tiveram o privilégio de provar o seu sabor tão especial. Não se arrependerão!

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas