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Fruta – Marmelo

Nome da fruta: Marmelo

Nome científico: Cydonia oblonga Mill.

Família botânica: Rosaceae

Categoria:

Origem: Ásia e Europa

Características da planta: Arbusto ou pequena árvore de 4 a 5 metros de altura. Folhas de coloração verde-clara a verde intenso, com pilosidade nas duas faces. Flores brancas ou róseas, com muitos estames.

Fruto: Globoso e alongado, casca lisa, verde quando jovem, amarela quando maduro. Polpa abundante e ácida, porém comestível e saborosa quando cozida.

Frutificação: Durante o outono e o inverno, mais frequentemente no início do inverno, principalmente no sul do Brasil.

Propagação: Estaca ou mais raramente por semente

Cultivo: Espécie aclimatada no Brasil, é muito cultivada para uso industrial ou doméstico.

O marmelo é fruto, por excelência, apropriado para doces. Tanto é assim que a palavra soa muito menos familiar à maioria dos ouvidos brasileiros do que a da própria marmelada. Em algumas localidades do país, a palavra marmelada tornou-se, inclusive, nome genérico para qualquer doce com consistência sólida, em pasta, feito à base de frutas.

O compositor Gilberto Gil cuidou de imortalizar essa curiosa característica de nossa cultura com sua poesia singela, na inesquecível letra da música Sítio do Pica-pau Amarelo quando mistura todos os ingredientes para dizer “marmelada de banana; bananada de goiaba, goiabada de marmelo”.

Em países de língua hispânica, a curiosidade se diferencia e aprofunda: “marmelada”, por exemplo, é termo mais usado para designar aquilo que por aqui conhecemos como geléia ou doce de fruta peneirado, para comer de colher.

Mas a história dessa fruta começa em tempos muito remotos, em lugares muito mais distantes. Dizem que a fruta é originária das proximidades dos mares Cáspio e Negro e que, dessas paragens, foi levada para a Cidônia, na ilha grega de Creta. E foi na Cidônia que a melhor variedade se desenvolveu e o cultivo do marmeleiro tomou dimensões comerciais. Dessa forma, a fruta ganhou grande apreço na cultura grega, sendo até mesmo respeitada como símbolo do amor e da fertilidade. Diz a mitologia grega, inclusive, que foi com marmelo que Páris premiou Afrodite, a deusa do amor.

Da Grécia, o marmelo expandiu-se pelo mundo, primeiramente pela Itália e pela França, chegando ao Brasil logo no início da colonização, por volta de 1530, trazido provavelmente por Martim Afonso de Souza com as laranjas.

A árvore, pequena, de pouco mais de 3 metros de altura e muito galhos, apesar de preferir climas temperados, adaptou-se bem no país. Disseminou-se facilmente por quase todo o território, em especial na região Sudeste. Encontram-se, até mesmo, espécies silvestres muito bem adaptadas crescendo de forma espontânea.

Pena que, na atualidade, o marmeleiro seja encontrado com muito menos frequência do que antigamente, embora venha ganhando força, com o estabelecimento de alguns cultivos no Sul do Brasil: eram famosas as plantações de marmelo no interior de São Paulo, destinadas à fabricação de doces.

O Troco do marmeleiro

Tronco tortuoso, ramos finos e numerosos, desenhando uma copa arredondada: a árvore onde nasce o marmelo é realmente bonita de se ver. As folhas verde-escuras do marmeleiro contrastam graciosamente com suas flores cor-de-rosa de cinco pétalas, grandes e solitárias. Para completar o quadro, encontram-se os marmelos, com a coloração amarelada, quase dourada, sendo um pouco maiores em tamanho do que as maçãs e muito semelhantes a estas.

Marmelo ou marmelada?

Quem, entretanto, diante do pé de marmelo, quiser provar a fruta crua viverá uma forte decepção: a polpa dura e azeda pouco se presta ao consumo natural. Não podendo ser aproveitado dessa forma, o marmelo, entretanto, entrou com força na confecção de doces, sobretudo em produções caseiras para venda informal. Assim, como marmelada, no Brasil, o fruto popularizou-se de tal forma que até ganhou um caráter lúdico, com a criação de brincadeiras e charadas: “O que é, o que é? Que nasce homem e, quando morre, vira mulher?”

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas