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Fruta – Nêspera-brasileira

Nome da fruta: Nêspera-brasileira

Nome científico: Eriobotrya japonica (Thumb.) Lindl.

Família botânica: Rosaceae

Categoria:

Origem: China e Japão

Características da planta: Árvore geralmente de até 8 metros de altura. folhas densamente pilosas na face inferior, verdes brilhantes na face superior. Flores pequenas, alvas e aromáticas.

Fruto: Tipo baga, piriforme, amarelo. Polpa comestível, carnosa, de coloração alaranjada, suculenta.

Frutificação: Inverno

Propagação: Semente

Não é fácil entender por que a ameixa-do-japão tem sido chamada, a cada dia, de nêspera-brasileira pois, além do fato incontestável de sua origem asiática, ela ainda não se encontra tão difundida no país.

De qualquer maneira, a história dessa fruta parece estar marcada por contradições. Exemplo disso é o fato de ela não ser propriamente nativa do Japão, e sim da China. Consta que o Japão ganhou o direito de carregar seu nome na fruta por ter sido o primeiro país a dar-lhe usos, tornando seu consumo popular desde tempos imemoriais, enquanto a China ainda a encarava com sutil indiferença.

Nêspera-brasileira, ameixa-do-japão ou ameixa-amarela, trata-se de uma planta da família das Rosáceas, a mesma à qual pertence a ameixa comum ou européia (Prumus domestica L.) e outras frutas igualmente famosas e apreciadas, como o morango e o pêssego.

Fruta do tipo pomo – como a maçã, a pêra e o marmelo -, a nêspera, hoje, encontra-se amplamente disseminada no planeta. Porém, são poucos os países que se dedicam à sua exploração econômica, como o Japão, a Espanha, Israel e, pouco a pouco, o Brasil.

Aqui, a cada dia, a ameixa-do-japão tem aparecido com mais frequência em feiras e mercados, especialmente no período de safra, que, por aqui, ocorre entre maio e outubro, quando a oferta de outros tipos de frutas é pequena. No entanto, quando comparada com outros países e com outras frutas aqui cultivadas, a produção de nêspera não chega a ser verdadeiramente significativa, apesar de estar crescendo.

Em 2003, foram produzidas apenas mil toneladas de nêsperas. Desse total, 85% foram provenientes da região de Mogi das Cruzes, em São Paulo. Ali, também tem-se iniciado a produção de derivados da fruta, como licores e geléias, a forma encontrada para não se desperdiçarem frutos pouco atraentes ao consumidor direto.

Trata-se de uma fruta que se adapta melhor a temperaturas amenas, nem muito altas, nem muito baixas; o mesmo ocorre em relação à necessidade de chuvas. É, sem dúvida, um fruto equilibrado.

De cor amarela e casca aveludada, fácil de se desprender, sua polpa amarelo-alaranjada, simultaneamente carnosa e suculenta, tem sabor suavemente adocicado e boa aceitação no mercado. Há quem diga ser a nêspera-brasileira, ou melhor, a ameixa-do-japão, a melhor entre todas as ameixas, por ser menos ácida. Gostos e sabores à parte, é uma fruta rica em vitamina C, cálcio e fósforo, podendo ser consumida ao natural ou misturada com outras frutas.

Além disso, a árvore como um todo tem valor que faz jus a seus frutos: de porte médio, alcançando 8 metros de altura, copa arredondada e densa, presta-se perfeitamente à ornamentação urbana, em parques, quintais e jardins. Nos campos japoneses, aliás, sempre verdes e elegantes, a fruta pouco perde em beleza para os demais elementos da peculiar paisagem, com seus pessegueiros em flor.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas