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Os benefícios no consumo de romã

 Os benefícios no consumo de romã

  • A romã é boa fonte de fibras, de vitamina C, prolina, valina, serotonina, metionina, niacina, vitamina A e vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6). Sais minerais: cloro, cálcio, cromo, magnésio, potássio, selênio e zinco.
  • A romã é rica em fitoquímicos.
  • A romã e seu suco são ricos em antocianinas e ácido elágico, que tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
  • O suco de romã consumido todos os dias pode melhorar a saúde cardiovascular.
  • O extrato de romã contém taninos hidrolisáveis, que reduzem o colesterol ruim (LDL), retarda o envelhecimento e são aliados na prevenção do câncer.
  • Fonte de sais minerais, a fruta ajuda a combater a fraqueza e a anemia, a falta de memória e proporciona um ótimo reforço as defesas de nosso organismo, garantindo o bom funcionamento do sistema imunológico. Além disso, a romã mantém os ossos fortes, protegendo contra a osteoporose, a artrite e a artrose.
  • O suco da romã funciona como um viagra natural, aumentando o nível de testosterona no corpo.

A palavra pomegranate (romã em inglês) é o termo em francês arcaico para “maçã cheia de sementes”, um nome apropriado para esta fruta do tamanho de uma maçã cheia de sementes vermelhas, que se parecem com jóias. Existem muitos tipos de romã cultivados no mundo todo. A colheita da fruta é realizada no verão, a partir de novembro, tendo como pico da safra o mês de janeiro.

A romã tem uma casca vermelho-arroxeada escura, semelhante ao couro. O interior da fruta é repleto de centenas de diminutas sementes comestíveis, envoltas em compartimentos chamados de arilos e separadas por membranas cor de creme. A romã pode ser comida diretamente da árvore, puxando-a para cima e quebrando a casca. Os sacos de sementes da romã são então retirados e comidos.

Geralmente a romã é mais consumida em sucos preparados de diversas maneiras. Os sacos podem ser removidos e colocados em uma peneira ou o suco pode ser extraído espremendo a fruta em um espremedor de suco comum. Outra forma de fazer o suco de romã é cortar o talo e colocá-lo sobre um copo, deixando o suco escorrer e apertando a fruta de vez em quando. Uma romã rende cerca de 1/3 de xícara de suco. O suco da fruta pode ser usado para fazer geleia de romã, sorbet, molhos ou para dar sabor a bolos e a maçãs assadas.

A romã é uma boa fonte de potássio. Uma fruta contém cerca de 400 mg, mais do que a maioria das laranjas. Também contém vitamina C e fibras.

A romã e seu suco são ricos em antocianinas e ácido elágico, que têm propriedades antioxidantes. Pesquisas mostraram  que o suco de romã tem de duas a três vezes mais capacidade antioxidante que a mesma quantidade de vinho tinto ou de chá verde, e as antocianinas dão uma importante contribuição para o poder antioxidante da romã. Um estudo recente sugere que pessoas que bebem suco de romã todos os dias podem melhorar a saúde cardiovascular. Isso porque a romã tem a capacidade de reduzir significativamente a oxidação do LDL-colesterol.

Fontes: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos, Site grzero

A história da romã

Nome do fruto: Romã

Nome científico: Punica granatum L.

Família botânica: Rosaceae

Categoria: Ácida

Origem: Região mediterrânea

Características da planta: Arbusto, a romãzeira geralmente com 2,5 m de altura, tronco reto, muito ramificado, casca acinzentada, avermelhada nos ramos jovens. Folhas glabras, verdes e brilhantes. Flores de coloração vermelho-alaranjada, isoladas ou formando grupos.

Fruto: Pseudofruto do tipo balaústa, onde o receptáculo tem grande desenvolvimento, mas o pericarpo é seco. A casca da romã é coriácea, amarela ou avermelhada, manchada de escuro, rompendo-se no ápice quando o fruto está maduro, expondo sementes angulosas de coloração rosa ou carmim, com tegumento doce e de sabor adstringente.

Frutificação da romãzeira: Primavera e verão.

Propagação da romãzeira: Semente e enxertia

A história da romã

Julgando-se pela aparência externa, seria difícil presumir que estamos diante de mais um fruto da família das Rosáceas. Aliás, até há bem pouco tempo, a romã era classificada botanicamente como pertencente à família das Punicáceas, hoje não mais existente.

De fato, ainda que seja bela a romã, a casca dura, rústica e resistente, de coloração amarelo-avermelhada com manchas escuras, com um ápice que se rompe em forma de coroa, é bastante diversa da forma de seus parentes, os belos morangos, as globosas framboesas e os delicados pêssegos.

No século 19, uma romã fresca cortada ao meio costumava ser utilizada como enfeite de centro de mesa, como uma das protagonistas dos cestos de frutas da aristocracia européia. Não apenas pelo visual que o vermelho brilhante que a romã aportava, enfeitando pratos e bandejas de prata, mas também pela crença, de que a romã é fruta que traz abundância e fertilidade.

No passado, prezava-se a romã pelo sabor agridoce da película ou tegumento que envolve as sementes. Apesar da pouca quantidade, seu sabor é agradável e refrescante, mas pode se tornar de sabor amargo se não for separado de forma adequada da parte amarela da polpa do fruto – na realidade, um pseudofruto.

Assim come-se habitualmente as sementes da romã, ao natural, às colheradas, sorvendo aquilo que as envolve juntamente com elas mesmas. As sementes da romã são também muito usadas como ingrediente em saladas e pratos tradicionais da culinária do Oriente Médio.

No Brasil, para poder desfrutar do sabor da romã, é muito comum que as casas tenham uma romãzeira no quintal ou jardim, pois acredita-se que ela traga sorte e fortuna para a família. Hoje em dia, a romã é cultivada até em vasos, como ornamento de interiores ou apartamentos.

Comercialmente, no entanto, a fruta começa a ser oferecida à venda em feiras e supermercados. Embora não existam cultivos intensivos do elegante arbusto da romãzeira, que pode viver até 100 anos, a planta encontra-se difundida por todo o Brasil, sobretudo no Vale do São Francisco e no interior de São Paulo, mas sempre em pequenas quantidades.

Basta abrir a romã para encontrar o lugar onde se esconde sua beleza tão própria: uma gelatina fina, de um vermelho brilhante e translúcido, que envolve graciosamente um aglomerado de sementes que se parecem com ovas, separadas em lóculos formados por uma polpa amarela. Essa beleza interna é sem dúvida o seu grande encanto. 

Aqui, raramente se produzem derivados da romã. Em outras partes do mundo, no entanto, seu suco é historicamente muito apreciado. Na Pérsia, (em terras do atual Irã), por exemplo, de onde supostamente se originou, a romã é transformada em suco ácido, de cor púrpura, que incrementa pratos quentes e sopas, podendo ser consumido diretamente como refresco. Famosa também é a “grenadine”, uma espécie de licor produzido na França que serve como ingrediente em diversos coquetéis.

Sabe-se que estas são apenas algumas das formas pelas quais os povos do Mediterrâneo e do Oriente Médio vêm consumindo as romãs há mais de 5 mil anos, havendo, inclusive, menções à fruta nas Sagradas Escrituras. Suspeita-se, sem precisão, que a romã seja a mais antiga entre todos os frutos conhecidos.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas