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Sapoti

Nome da fruta: Sapoti

Nome científico: Manilkara zapota (L) P. Royen

Família botânica: Sapotaceae

Categoria: Doce

Origem: América Central e sul do México

Características da planta: Árvore geralmente com 15 m de altura, copa frondosa, lactescente. Folhas de coloração verde brilhante, duras. Flores pequenas, de coloração alva ou rosada.

Fruto: Tipo baga, geralmente de forma arredondada ou oval, casca castanho-ferrugínea. Polpa mole, adocicada, de coloração amarelo-esbranquiçada, transparente, sem fibras, envolvendo de duas a doze sementes.

Frutificação: Durante o ano todo, principalmente no verão.

Propagação: Semente, enxertia por garfagem ou borbulhia

Esta fruta, semelhante ao caqui em sabor e nutrientes, é cultivada no Brasil principalmente no Nordeste.

O seu fruto, quando verde, é rico em tanino, porém quando amadurece essa substância desaparece por completo.

Seu fruto é muito saboroso, doce e não possui substâncias ácidas. Em virtude da presença de fibras, é um laxante suave e eficaz. Facilita a produção de bílis (ação colerética) como sua eliminação (ação colagoga). Excelente no combate às doenças do fígado e da vesícula biliar, tem ainda ação diurética e anti-inflamatória.

As vitaminas do sapoti são a A, B1, B2, B5, e C. Sais minerais: cálcio, fósforo, ferro, magnésio, silício, potássio e sódio.

O látex produzido por essa árvore é extraído e utilizado para fabricar a goma de mascar (chiclete). Hoje existem chicletes artificiais com seivas de outras árvores, inclusive a partir dos derivados de petróleo, às quais são adicionados corantes, conservantes, açúcares, fragrâncias e essências de sabor.

As sementes do sapoti trituradas e diluídas em água são diuréticas e usadas também contra cálculos renais.

O fruto pode ser ingerido ao natural ou em forma de suco.

Os maias, que costumavam ter grande precisão e elegância na linguagem relacionada a natureza, chamavam de “zapote” todas as frutas de polpa cremosa e de sabor doce, segundo conta Clara Inês Olaya. Hoje existem mais de 400 espécies de saponáceas americanas, entre elas o sapoti, fruto também conhecido no México e em outras partes da América Latina como “níspero”.

Embora muito apreciados, os sapotis devem ser consumidos apenas quando estiverem maduros, pois, quando verdes, possuem látex e tanino de sabor desagradável.

Mas nem só o fruto, a fruta, que como já vimos é rico em vitaminas e sais minerais, principalmente ferro, era e permanece sendo muito apreciado. A árvore como um todo, frondosa e elegante, era grande amiga de maias e astecas. Sua madeira, forte e elástica, era matéria-prima para boa parte de suas construções, inclusive algumas que ainda fazem história, ruínas turísticas resistindo ao tempo.

Arredondado ou oval, de casca amarronzada, por vezes esverdeada, o miolo do sapoti apresenta uma curiosa forma de estrela, delineada pelas sementes negras distribuídas pela polpa quase translúcida. Esta polpa, de coloração marron-amarelada e farinhenta, apresenta um sabor incomparável, atraindo legiões de admiradores.

Indicações

Desnutrição, convalescença

Ingerir naturalmente de 3 a 6 frutos durante o dia.

Diarreia, estados febris e verminose

Usar a casca da árvore, fazer chá sob a forma de decocção, ingerir de 1 a 3 xícaras durante o dia. Não adoçar.

Fontes: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais, Frutas Brasil Frutas