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A história do tucumã

Nome da fruta: Tucumã

Nome científico: Astrocaryum aculeatum G.F.W Meyer

Família botânica: Arecaceae (Palmae)

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Origem: Brasil – região amazônica

Características da planta: Palmeira que geralmente atinge até 15 metros de altura, estipe isolado, com anéis de espinhos longos, finos e pontiagudos que se adensam na parte superior da planta. Folhas com bainhas dilatadas. Flores reunidas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto: Tipo drupa, oval, casca alaranjada. Polpa comestível, amarela, oleaginosa, com sabor semelhante ao damasco.

Frutificação: Verão a outono

Propagação: Semente

Conta uma lenda amazônica que, há muitos anos, um cacique resolveu oferecer a noite como presente de núpcias para sua filha. Para isso, prendeu-a dentro de um coco da palmeira do tucumã, entregando-a à moça, que seguiria de canoa ao encontro do noivo.

Durante o trajeto, entretanto, embora a noite se encontrasse bem presa dentro da casca grossa e dura do tucumã, os índios que conduziam a canoa podiam escutar os ruídos misteriosos que ela fazia. Um deles, tomado pela curiosidade, não pôde conter-se e abriu o coco, deixando ela escapar e fugir velozmente. Esta, então, estabeleceu-se confortavelmente no firmamento celeste.

Agora que a noite já tomou o seu lugar no céu, o fruto da palmeira tucumã só esconde a polpa. Bastante oleosa e amarelada, a polpa de tucumã tem um sabor que lembra do damasco.

Este tucumã de que estamos falando é mais frequente em descampados ou locais de vegetação de porte baixo e menos densa. Encontra-se por todo o Amazonas, Acre e Rondônia e espalha-se por outros países amazônicos. É frequentemente consumido ao natural, podendo ser acompanhado de pão e tapioca. Também é conhecido como tucumã-do-amazonas, em oposição ao tucumã-do-pará (Astrocaryum vulgare). Este último é bem mais avermelhado e fibroso, sendo menos agradável de se consumir ao natural do que o outro. É, porém, utilizado com maior aproveitamento na produção de vinhos, licores e sorvetes.

Ambos são muito nutritivos e extremamente ricos em vitamina A. Durante a década de 1970, inclusive, dizia-se que o tucumã era o fruto encontrado na natureza que mais dispunha de vitamina A.

Os cocos de tucumã têm ainda outra utilidade: depois de descascados, os mais vistosos, com ranhuras bem definidas e bonitas, dependendo da vontade e da criatividade do artesão, servem para enfeitar cabaças, bilros e até calçados.

Sempre disponível nas feiras das cidades amazônicas, sobretudo entre os meses de janeiro e abril, é comum verem-se homens carregando às costas grandes cestas repletas de tucumãs, presas por uma cinta à testa.

Fonte: Livro Frutas Brasil frutas