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Fruta – Araçá

Nome da fruta: Araçá

Nome científico: Psidium araca Raddi

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Árvore geralmente com 10 metros de altura, tronco com casca lisa que se descama em placas. Folhas geralmente avermelhadas quando jovens. Flores pequenas alvo-esverdeadas.

Fruto: Tipo baga, globoso, de coloração verde, amarela ou avermelhada. Polpa comestível, adocicada, branco-amarelada ou avermelhada, mucilaginosa, aromática, contendo muitas sementes.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente e enxertia

Um dos primeiros relatos existentes sobre as terras americanas e brasileiras foi escrito por Gabriel Soares de Souza, em 1587, no texto Notícia do Brasil. Ali se encontra descrita e registrada uma grande variedade de frutas e plantas que, na ocasião, já eram conhecidas e utilizadas pelos indígenas nativos e pelos colonizadores europeus que começavam a se instalar nas novas terras. Entre eles encontravam-se os araçazeiros.

O relato do século 16 informa-nos que as pequenas árvores onde nasciam os araçás preferiam “terras fracas na vizinhança do mar” e que sua flor branca cheirava muito bem. Para descrever o fruto, “a que os nativos chamam araçazes”, o viajante dizia que eram “da feição das nêsperas”, sendo, alguns, porém, muito maiores. Sobre o seu sabor, dizia que era fruta para se comer inteira, “tendo uma ponta azeda mui saboroso”. Nota também que os araçás eram próprios para se fazer “muito boa marmelada”.

Porém, fica uma dúvida: falava o viajante sobre qual deles, entre os muitos araçás do Brasil? Estava ele, propriamente, fazendo referência a algum araçá ou a alguma goiaba silvestre? Ou não seria um araçá-goiaba, como é até hoje conhecida a goiaba em algumas regiões da Bahia?

O fato é que os araçás e goiabas, em estado silvestre, assim como as feijoas, são bastante semelhantes e pertencem à mesma família das Mirtáceas.

O araçá é, em geral, fruta mais ácida do que a goiaba; tem, também como a goiaba, a polpa macia e cheia de sementes, sendo, porém, a maioria de suas variedades comuns menos carnuda e menos valiosa economicamente. Paulo Cavalcante afirma que o araçazeiro tem variedades dispersas pelo país, podendo ser encontrado “tanto cultivado como silvestre, em áreas campestres ou de vegetação rala e baixa, variando extremamente no porte, desde um arbustinho de 70 cm até uma pequena árvore de 4 a 6 metros de altura”.

Algumas espécies de araçazeiros dão frutas muito saborosas e apreciadas para se comer “no pé e no tempo”, logo quando amadurecem. Outras, de frutos adstringentes ou ácidos demais, apenas se prestam ao fabrico de doces que, justamente por concentrarem um sabor azedinho ou agridoce especial, são ótimos ao paladar.

Além disso, dependendo da variedade, os araçás prestam-se à produção de sucos, refrescos, licores, sorvetes, geléias e doces. Destacam-se como especialidades produzidas com a fruta os doces em calda, de pasta e de corte – este último, também chamado de “marmelada de araçá” -, que são de sabor semelhante aos doces de goiaba e as goiabadas.

Araçá-boi

Nome científico: Eugenia stipitata Mc Vaugh

Origem: Peru – região amazônica

Entre os araçás, umas das espécies que mais se destacam é o araçá-boi. Apesar de ser fruta típica da Amazônia peruana, onde é muito conhecida e utilizada pela população regional, a sua distribuição alcança também o Acre, no Brasil. O araçá-boi ocorre em árvores pequenas, quase arbustivas, que atingem no máximo 3 metros de altura. Seus frutos, de cor amarelo-canário, podem ter dimensões variáveis, mas são sempre grandes, maiores do que as goiabas cultivadas, chegando a pesar até 400 gramas. A polpa é suculente e saborosa, apesar de bastante ácida e, por esse motivo, presta-se bem mais ao consumo na forma de sorvetes, doces ou bebidas do que ao natural.

Variedades de araçás

Existem araçás de quase tantos tipos quanto são as praias do Brasil. São de cores, aspectos, formas e tamanhos variados, mas são todos araçás: araçá-branco, araçá-cinzento, araçá-rosa, araçá-vermelho, araçá-verde, araçá-amarelo; araçá-do-mato, araçá-da-praia, araçá-do-campo, araçá-de-festa; araçá-de-minas, araçá-de-pernambuco, araçá-do-pará; araçá-de-coroa, araçá-pêra, araçá-manteiga; araçá de folha grande, araçá de flor grande, araçá-miúdo, araçá-mirim; araçá-guaçu, araçá-boi, araçá-peba, araçá-piranga, araçanduba, araçá-sete-capote; araçá-comum, araçá-verdadeiro ou, simplesmente, araçá. Esses muitos araçás encontram-se espalhados por todo o Brasil, dos campos sulinos até a floresta amazônica, de preferência onde haja umidade e calor.

Araçá-do-campo

Nome científico: Campomanesia pubescens (D.C.) O. Berg

Origem: Brasil

Araçá-do cerrado

Nome científico: Campomanesia rufa (O. Berg.) Nied.

Origem: Brasil

Araçá-da-amazônia

Nome científico: Campomanesia lineatifolia (Ruiz & Pav.) Pers.

Origem: Brasil – região amazônica

Araçá-sete-capote

Nome científico: Campomanesia guazumifolia (Cambess.) O. Berg

Origem: Brasil

Araçá-do-pará

Nome científico: Psidium littoral Raddi

Origem: Brasil

Araçá-do-mato

Nome científico: Myrcianthes gigantea (D. Legrand) D. Legrand

Origem: Brasil

Araçá-da-praia

Nome científico: Psidium acutangulum DC.

Origem: Brasil

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas


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1 comentário

  1. grama batatais 6 Nov

    Mas que incrível qualidade achei nos posts muito bem elaborados desse blog. Sem firulas, você foi certo ao X da questão e sanou todas minhas questões sobre esse assunto. Não admita que a qualidade desse blog diminua, está simplesmente estupendo!

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