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Fruta – Bacupari

Nome da fruta: Bacupari

Nome científico: Rheedia gardneriana Planch. & Triana

Família botânica: Clusiaceae (Guttiferae)

Categoria:

Origem: Brasil – floresta pluvial atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com 6 metros de altura, tronco reto com casca amarelo-esverdeada, estriada e copa piramidal. Folhas rígidas, verdes e brilhantes. Flores pequenas, esverdeadas, reunidas em inflorescências.

Fruto: Tipo baga de forma elíptica, amarelo-alaranjado quando maduro. Polpa comestível, mucilaginosa, alva, de sabor adocicado.

Frutificação: Janeiro a março

Propagação: Semente

Sempre à sombra de árvores mais frondosas, recebendo humildemente apenas a luz que atravessa as copas dos estratos superiores da mata, de norte a sul deste país-continente, esconde-se discretamente o  bacupari. Ou melhor, escondia-se quando a costa era recoberta pela Mata Atlântica.

Trata-se de uma árvore baixa, em geral com pouco mais de 5 metros de altura. Suas folhas e suas flores miúdas, branco-esverdeadas, fazem brilhar um verde diferente dos outros verdes da mata. O fruto, no entanto, é o que o bacupari tem de mais distinto.

Sustentada com igual discrição por um longo e fino pedicelo, a fruta apresenta uma casca de cor laranja manchada por marcas cinzentas e amarronzadas que salta aos olhos, envolvendo uma polpa esbranquiçada saborosamente doce. Refrescante e de sabor suave, essa polpa, que envolve duas grandes sementes, pode ser consumida ao natural e também produzir deliciosos preparados, na forma de sucos, sorvetes e doces.

O bacupari, entretanto, não é muito aproveitado, não sendo encontrado em feiras. Diferentemente do bacuri, seu parente próximo mais famoso, o aproveitamento comercial do bacupari é insignificante. Já teve maior importância, sendo ainda abundante no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina e muito mencionado pelos que estudam as plantas nesses estados.

Essa planta, cuja fruta é também conhecido como mangostão-amarelo e sacopari, pertence à família das Gutíferas e tem seu nome frequentemente confundido com o de seus parentes bacuri e bacuripari, mesmo em livros especializados.

Quanto à árvore, de porte elegante, sobretudo quando carregada de frutas, é de fácil adaptação a ambientes sobrios, fazendo com que tenha grande potencial para ser utilizada na ornamentação urbana.

O bacupari foi uma das tantas vítimas da destruição da Mata Atlântica. Atualmente, é cada vez maior a dificuldade de encontrá-lo, apesar dos esforços dos seus apreciadores, que o têm plantado em quintais e jardins públicos. Plantam-no à beira de rios ou lagos pois, embora prescinda do sol direto, o bacupari exige solo úmido. Em tempos menos poluídos, inclusive, povoou com destaque as margens do rio Tietê, que corta as terras paulistas rumo oeste.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas


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2 comentários

  1. Pâmela 15 Jan

    Boa tarde!!! Acho que possuo essa fruta no jardim da minha casa. Ela é pequena, amarela, redonda e azeda. Se quiser envio a foto.

  2. Tel 9 Jun

    Eu acho que tenho aqui no Rio de Janeiro, Comprei a muda como se fosse mangostao roxo e depois de sete anos me decepcionei descobrindo uma fruta amarela e mais azeda que limao

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