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Fruta – Camapu

Nome da fruta: Camapu

Nome científico: Physalis angulata L.

Família botânica: Solanaceae

Categoria:

Origem: Brasil; Colômbia – região andina

Características da planta: Arbusto geralmente de até 60 cm de altura, ramos angulosos e verdes. Folhas membranáceas, ovais, bordos recortados nas folhas mais velhas. Flores pequenas, de coloração alvo-amarelada.

Fruto: Tipo baga, globoso, amarelo-avermelhado na maturação. Polpa comestível, aquosa, adocicada, quando madura, envolvendo numerosas sementes. O fruto encontra-se inserido no interior do cálice desenvolvido em forma de vesícula. A vesícula é verde quando o fruto ainda é jovem e torna-se seca quando o fruto amadurece.

Frutificação: Inverno e verão

Propagação: Semente

Uma capa de cor clara, de tom esverdeado a cobre, com aspecto de folha e textura de papel, abre-se para revelar o camapu. Essa delicada envoltura dá à luz a uma fruta redonda, amarela e brilhante, quando madura, lubrificada por um azeite que mescla inusitadamente os sabores da mexerica e do tomate. Amarela somente nesse estágio, antes disso a fruta já foi verde e avermelhada.

Também conhecido como camapu, uchuva, curuputi ou physalis (nome do gênero botânico ao qual pertence), o camapu é mais um exemplo dos contrastes brasileiros. Considerada quase uma praga na Amazônia, terra de onde é originária, é vendida a preços altos em supermercados do Sul e do Sudeste: recoberta por uma camada de chocolate ou chantilly, pode ser encontrada como sobremesa em requintados restaurantes, – de São Paulo a Paris. Presta-se também como ingrediente para sucos, doces e geléias de delicado sabor.

Na região Norte, entretanto, agricultores surpreendem-se com o surgimento espontâneo da plantinha poucos dias após a limpeza do terreno para outros cultivos, e mesmo em roças abandonadas. Ali, são consumidas ao natural e vendidas nas feiras locais, mas não para outras partes do país. As frutas comercializadas mais ao sul geralmente são importadas da Colômbia. Nesse país, inclusive, o camapu representa quase a metade das receitas de exportação de frutas, excetuando-se a poderosa banana.

É no Peru, todavia, que o consumo da fruta tem mais tradição, tendo sido bastante aproveitado desde os tempos da civilização inca. Porém, nem tanto quanto aproveitaram algumas de suas parentes da família das Solanáceas, que inclui o tomate, a batata e a berinjela. Também da mesma família, mais parecidas com o camapu, mas igualmente pouco aproveitadas no Brasil, podem ser citadas a “naranjilla” e o “tamarillo” ou tomate-de-árvore.


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