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Fruta – Cambucá

Nome da fruta: Cambucá

Nome científico: Marlierea edulis Nied.

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil – Mata Atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com 10 metros de altura, caule tortuoso, ramificado próximo à base. Folhas lanceoladas, glabras na face superior e pilosas na parte inferior. Flores alvas, aglomeradas nos nós dos ramos ou pelo caule.

Fruto: Tipo baga, casca de coloração amarela ou vermelho-amarelada, com sulcos longitudinais. Polpa comestível, abundante, adocicada, muito saborosa.

Frutificação: Final do verão

Propagação: Semente

O cambucá é mais uma fruta nativa que nós, brasileiros, teimamos em desperdiçar. Antigamente abundante por vasta área da região da Mata Atlântica, sobretudo nas zonas litorâneas dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, hoje não é fácil encontrar alguém que já tenha ouvido falar do cambucá, muito menos alguém que o tenha de fato provado. E, não bastasse o fato de nos privar-mos do sabor peculiar e altamente apreciável da fruta, também estamos impedindo os pássaros de comê-la, justamente eles que são os seus primeiros e mais ávidos consumidores.

Da família das Mirtáceas, à qual pertencem outras frutas igualmente esquecidas, como o cambuci e a jabuticaba branca, e outras frutas ainda famosas, como a goiaba e a própria jabuticaba, o cambucá talvez seja a mais gostosa de todas elas. Há quem diga, inclusive, ser uma das frutas mais saborosas que há no Brasil e no mundo. Para o compositor Vicente Paiva, autor da música Olhos Verdes, imortalizada nas vozes de Ângela Maria e Gal Costa, o sabor dos cambucás “conserva o cravo do pecado”, sendo comparado ao “beijo ardente e perfumado” da mulher brasileira.

Então, apesar de tantas qualidades, por que o cambucá deixou de ser cultivado? Por que deixaram de lhe dirigir olhares e atenções? Talvez por impaciência. A bela árvore do cambucazeiro, com sua copa frondosa e bem- proporcionada, só começa a gerar seus frutos quando se sente confortável e elegante o bastante para isso, o que pode requerer muitos anos. E não é fácil conter a ansiedade quando se conhece o fruto por que se espera.

Quanto a outros usos para a árvore, ela se presta admiravelmente bem ao paisagismo em quintais e parques. Mas também nisso é necessário paciência, pois ela leva o seu tempo para crescer. Com lascas de sua resistente madeira, os indígenas construíam lanças e outros objetos utilitários.

A árvore agora exige esforço para ser encontrada, sendo considerada rara mesmo nas zonas em que era comuníssima, como na Baixada Fluminense.

Outrora eram raras as residências litorâneas sem o seu pé de cambucá. Alguns exemplares centenários e gigantes ainda podem ser avistados nas matas próximas às praias mais desertas do litoral norte do estado de São Paulo e sul do Rio de Janeiro.

O cambucá

Aos poucos, os pequenos globos verdes, amontoados em grupos reduzidos no início da frutificação, vão se disseminando pelo caule e pelos ramos de toda a árvore e inchando. Presos por um pedúnculo muito curto, quase imperceptível, é bem fácil colher os frutos do cambucazeiro. Alcançando bom tamanho quando maduro, o cambucá pode variar entre o amarelo e o laranja forte, sendo sua casca esculpida por sulcos longitudinais. A fruta tem uma polpa abundante, suculenta e adocicada, ideal para consumo ao natural, embora seja também adequada para sucos, geléias e compotas.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas


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