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Fruta – Juá-de-queimada

Nome da fruta: Juá-de-queimada

Nome científico: Solanum balbisii var. purpureum Hook.

Família botânica: Solanaceae

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Arbusto de geralmente 2 metros de altura, muito ramificado, armados de espinhos em toda a planta. Folhas grandes, profundamente recortadas com pêlos sedosos e viscosos, também armadas de espinhos. Flores com pétalas alvo-arroxeadas, estames amarelos.

Fruto: Tipo baga, arrendondado, atingindo 2 cm de diâmetro, amarelo e avermelhado quando maduro, protegido pelo cálice armado de espinhos que dificultam sua colheita.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

Quando a terra preta, coberta de fuligem após uma queimada, parece completamente carente de vida, quando já não resta resquício algum de verde ou mínima cor de pétala de flor esquecida no chão, quando o agricultor acredita já ser hora de revolver a terra para iniciar a plantação, eis que surgem as primeiras folhinhas, pronunciando o arbusto. É o juá-de-queimada, despontando para restabelecer a vida espontânea em qualquer espaço que o homem teime em destruir.

Nas lavouras, nas roças, nas capoeiras, dentro das matas e nas áreas desmatadas, sobretudo na região Sudeste do Brasil, o juá-de-queimada sempre surge primeiro do que as outras plantas e, por um tempo, reina sozinho.

Se o deixarem crescer, o arbusto de folhas crespas poderá atingir até 2 metros de altura, ramificando-se o quanto seus galhos conseguirem, despejando frutas e sementes pelo solo, germinando facilmente e propagando-se com astuta habilidade. Por isso, o juá-de-queimada é fácil de ser encontrado, independentemente do clima e do solo.

Para abrigar as sementes, o fruto fica protegido por uma capa de espinhos, bravos como a cor sanguínea que adquirirá quando maduro, dispostos a espantar aquele que queira provar de sua polpa. Basta esquivar-se dos espinhos e atravessar a fina casca da fruta para encontrar uma polpa amarela, levemente azeda e agradável ao paladar.

Se alguma outra fruta puder fazer companhia ao juá-de-queimada, certamente será o camapu (Physalis angulata), seu parente próximo mais valorizado comercialmente, ambos pertencentes à mesma família das Solonáceas. Este também, como o juá-de-queimada, apresenta igual destreza para ressurgir do nada.

Quanto ao juá propriamente dito, o fruto do juazeiro, que é uma Ramanácea típica da Caatinga, não pertence sequer à mesma família botânica do juá-de-queimada, apesar da semelhança do nome.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas


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