Pesquisa personalizada

 

Fruta – Jabuticaba

Nome da fruta: Jabuticaba

Nome científico: Myrciaria cauliflora (Mart) O. Berg

Família botânica: Myrtaceae

Categoria: Semiácida

Origem: Brasil – Mata Atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com até 8 metros de altura, ramos com casca que se descama em placas. Folhas vermelhas, quando jovens, verdes posteriormente. Flores alvas que surgem diretamente no caule.

Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração roxo escura. Polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de uma a quatro sementes.

Frutificação: A partir do final do inverno, durante a primavera e até o verão.

Propagação: Semente e enxertia

A jabuticaba possui as vitaminas B1 - 60 mg, B2 - 160 mg, B5 - 6 mg e C - 13 mg. Sais minerais: fósforo - 60 mg, potássio - 15 mg, cálcio - 10 mg, sódio - 8 mg, ferro - 2 mg, além de carboidratos - 11 gramas e proteínas - 0,60 gramas. Cada 100 gramas possui 45 calorias.
Só devemos lavá-las no momento de consumi-las, pois azedam facilmente. Toda fruta de cor arroxeada tem antocianinas, um antioxidante cuja função é ajudar a varrer as moléculas instáveis de radicais livres, o que contribui para diminuir a incidência de tumores e problemas cardíacos. Retarda o envelhecimento entre os consumidores dessa substância, como também auxilia a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos. A maior concentração das antocianinas está na casca; para termos um aproveitamento melhor e total dela, devemos ingerir o fruto sempre em forma de suco, batendo no liquidificador com a casca. Ingerir o suco imediatamente, pois depois de três minutos seus nutrientes vão se dissipando, porque luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras. Além de o suco perder nutrientes, a cor e o sabor ficam alterados. A jabuticaba tem as propriedades modificadas tão logo são arrancadas da árvore, isso porque ela possui bastante açúcar, daí a fermentação ocorrer no dia da sua colheita. O melhor é chupá-las no , ou então guardá-las em plásticos e na geladeira.
Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.
Na polpa da jabuticaba (parte branca) estão os minerais e as vitaminas; na casca encontram-se as antocianinas e grandes teores de pectina (fibras), que combatem o colesterol. Portanto, a jabuticaba é uma fruta de grande valor; ao mesmo tempo protege o coração e combate o colesterol. Em forma de suco aconselha-se ingerir 2 a 3 copos por dia, ou chupá-las. Outra opção é consumi-las em forma de geleia. As antocianinas perdem-se quando recebem calorias acima de 100 graus.

Quem nunca provou um “beijo de jabuticaba“, roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco. Homens de todas as idades, animais, pássaros e insetos de todo tipo disputam seus frutos com voracidade.

Árvore de grande longevidade, a magnífica jabuticabeira demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais e, quanto mais velha, melhor e mais produtiva.

Protagonizando verdadeiros espetáculos de beleza e fartura, na floração a árvore cobre-se de pequenas flores brancas e muito perfumadas. Depois, na frutificação, o exagero de frutos costuma espantar os desavisados.

Com as primeiras chuvas, as jabuticabeiras ficam carregadas de tentadoras bolinhas pretas: são milhares e milhares de flores e de frutas que nascem e crescem grudadinhas em toda a superfície dos galhos e, até mesmo, do tronco até o rés-do-chão.

Nessa ocasiões, as jabuticabeiras estão sempre repletas de frutos em todas as fases de maturação, colorindo toda a árvore de tonalidades que variam entre o verde e o roxo quase negro.

Quando madura, a casca resistente e escura rompe-se facilmente com uma leve mordida, deixando escapar a polpa esbranquiçada e sumarenta. Na maioria das vezes, de sabor agradavelmente doce, a polpa da jabuticaba envolve no máximo quatro pequenas sementes em cada fruto.

Inconfundível é o sonoro estalo característico da casca grossa se rompendo entre os dentes, seguido do gesto de lançar o bagaço e o caroço para fora.

Todas as jabuticabeiras são árvores nativas do Brasil e podem ser encontradas espontâneas na maior parte do país. São, no entanto, mais frequentes em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná. Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, formando extensas capoeiras e matas repletas e árvores, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo.

Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante frequente – e seria bom que continuasse a sê-lo – o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabais quem sem nenhuma pretensão comercial, nas safras proviam fartamente de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados. Estes, muitas vezes, não davam conta de aproveitar toda a produção e, pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, era comum o hábito de se alugar um “pé de jabuticaba“: o “inquilino” tinha o direto de passar ali o dia inteiro chupando as frutas, até o quanto pudesse aguentar!

Além do consumo ao natural, todas as variedades de jabuticabas se prestam à produção de doces e geléias: o suco de qualquer uma delas obtido por maceração, levado ao fogo com pouco açúcar, com ou sem as cascas, resulta em uma esplêndida geléia que pode ser servida como sobremesa ou doce e, até mesmo, como acompanhamento para pratos salgados como aves e carnes bovinas. A partir da fermentação dos frutos com casca, costuma-se também produzir um licor caseiro bastante apreciado no interior do país. Em Goiás, aproveita-se ainda a casca da jabuticaba semi-amadurecida, um pouco esverdeada, para a produção de um delicado doce em calda.

Apesar de todas as sua qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações.

Além disso, com a crescente urbanização e a redução das áreas destinadas a pomares e árvores frutíferas nos quintais das residências, as jabuticabeiras são cada vez mais raras e a degustação de seus frutos vai se tornando experiência para poucos privilegiados.

Ou seja, ainda não se encontram muitos pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas. Em alguns supermercados sofisticados nos grandes centros do Sudeste, no entanto, começam a aparecer à venda caixas contendo jabuticabas especiais a altos preços.

Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura comercial são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação dos frutos, uma vez que eles devem ser colhidos no momento do consumo, pois sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.

No entanto, quem viveu plenamente a infância, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, e já enlouqueceu ao descobrir uma jabuticabeira repleta de frutos, sabe que “jabuticaba se chupa no pé“.

Saudosos da infância, dizem que a jabuticaba comprada na feira e servida na mesa ficou burguesa, lembrando que no da fruta tem outro sabor: o sabor da aventura de entrar escondido num quintal qualquer para se deliciar com as jabuticabas no ponto.

Elenco de jabuticabeiras

Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança cerca de 15 variedades diferentes. Entre elas, cerca de metade é bem produtiva; a outra metade, nem tanto. Algumas jabuticabeiras apresentam frutos desenhados por finas estrias de cor carmim; outras produzem jabuticabas de tom oliváceo e listras escuras. A maioria apresenta frutos redondos, escuros e brilhantes como bolinhas de gude e de seu tamanho. Às vezes, são um pouco maiores: dependendo da variedade, algumas jabuticabas aproximam-se da forma e do diâmetro de uma grande ameixa. A variedade Sábara, entre todas a mais cultivada e famosa, tem também o fruto mais apreciado e mais doce. A Paulista, árvore de grande porte se comparada as outras, tem tudo grande: os frutos roxos e a produção. A Rajada oferece frutos grandes de cor esverdeada e muito doces. A Ponhema é a melhor para a produção de geléias e doces.

Medicina popular, indicações para a jabuticaba

Inflamação da garganta

É resolvida com chá das folhas de jabuticaba, fazendo gargarejos de 2 a 3 vezes ao dia.

1 colher (sopa) das folhas para 2 xícaras de água, deixar ferver por 3 minutos. Em seguida deixar amornar e fazer os gargarejos.

Fontes: Livros As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais e Frutas Brasil Frutas


Artigos relacionados:


 


 

Deixe uma resposta

Design © 2006 por the undersigned | Patrocinador: Weber Poker Tables| Tradução por: BlogueIsso!