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A história da cidra

Nome da fruta: Cidra

Nome científico: Citrus medica L.

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: Sudoeste Asiático

Características da planta: Arbusto de até 4 metros de altura, ramos com espinhos rujos. Folhas alongadas, com bordas denteadas. Flores grandes, róseas.

Fruto: Tipo hesperídio, globoso a alongado, de 6 a 20 cm de comprimento, de coloração amarelo-esverdeada a amarelo intenso, casca grossa e rugosa. Polpa comestível, esverdeada, amarga, envolvendo sementes pequenas brancas.

Frutificação: Inverno

Propagação: Semente e enxertia

Acredita-se que a cidra não esteja entre os primeiros cítricos introduzidos na Europa, ponto a partir do qual todos eles ganharam o mundo. Quanto ao século, há divergências: a versão mais aceita é que a cidra tenha chegado ao chamado velho continente no século 12, levada pelos árabes muçulmanos à região do Mediterrâneo. A cidra, sem dúvida, presta-se com perfeição à feitura de variados doces, sobretudo quando em calda, em pasta ou cristalizada. Além disso, a cidra possui inúmeros usos medicinais, como bem indica o seu nome científico, Citrus medica.

O fruto, de coloração que varia de amarelo-esverdeado a intenso, tem casca grossa e rugosa e nasce em arbusto que chega a atingir os 4 metros de altura, cujos ramos apresentam muitos espinhos rijos.

Uma das variedades de cidra existentes é a chamada mão-de-buda, que recebe esse nome por ter o formato de mão, com quatro a sete gomos que se afastam do eixo principal do fruto como se fossem dedos. É maior do que a cidra comum, chegando a atingir quase 30 cm de diâmetro, mas os seus usos são praticamente iguais.

Fonte: Livro Frutas Brasil frutas

Fruta – Lima-da-pérsia

Nome da fruta: Lima-da-pérsia

Nome científico: Citrus aurantium subsp. bergamia (Risso) Wight & Arn.

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: Índia e sul da Ásia

Características da planta: Árvore de pequeno porte, de ramos espinhosos, sendo os espinhos pequenos, agrupados e numerosos; casca de cor pardo-acinzentada; brotos verde-claros, tornando-se depois mais escuros. Folhas ovais, verdes e brilhantes, com as margens denteadas. Flores pequenas, axilares, dispostas em cachos com corola alva.

Fruto: Tipo hesperídio, arredondado ou oblongo, geralmente provido de mamilo, de coloração amarelo-clara, casca fina. Polpa esverdeada, doce, ligeiramente amarga envolvendo as sementes pequenas, ovais, pontudas.

Frutificação: Inverno

Propagação: Enxertia, alporquia

Não devem ser raros os casos de pessoas que abrem a fruta acreditando trata-se de uma laranja e que, surpresas após atravessar a fina casca, encontram uma polpa esbranquiçada, de textura entre macia e firme. Ao decidirem prová-la, no entanto, sentem logo um sabor diferente, nem doce nem ácido, porém mais amargo do que o da familiar laranja. Logo descobrem que não se trata de uma laranja propriamente, mas que estão diante de uma autêntica lima-da-pérsia.

Se por fora a fruta é bastante semelhante a uma laranja, as características distintivas da lima-da-pérsia são justamente a palidez e o amargor, sobretudo na carne de gomos esbranquiçados que separa a polpa da casca, também mais clara do que a da laranja.

Embora pouco frequente no Brasil, concentrando-se a produção da fruta no norte do estado de São Paulo, a lima-da-pérsia, conhecida ainda como de lima-doce – em oposição à lima ácida, que corresponde ao nosso limão-taiti – é bastante conhecida dos brasileiros.

O suco de lima é prezado por suas diversas qualidades, sendo muito apreciado e utilizado na medicina popular como auxiliar da digestão. Tendo propriedades diuréticas, acredita-se que esse suco seja bom, também, no tratamento de feridas gástricas, além de ter a reputação de combater o raquitismo. Diz-se, ainda, que o chá feito a partir da casca fervida, quando tomado regularmente após as refeições, ajuda a prevenir as palpitações cardíacas. Pode-se dizer, assim, que palidez e amargor encontram-se apenas em seu aspecto e sabor, não em seu espírito saudável.

Com a lima-da-pérsia, de sabor bastante apreciável e delicado, além do suco, preparam-se doces e geléias, sem falar das cada vez mais apreciadas caipirinhas de cachaça ou de vodca, em que a fruta aos pedaços é esmagada com açúcar branco.

Sempre com grande aproveitamento do fruto, já que mais de 50% do seu peso é constituído de puro suco fresco.

E a limeira-da-pérsia, árvore de porte médio, semelhante a uma laranjeira de flores maiores, ainda esbanja beleza e alta produtividade: em época de frutificação, geralmente no inverno, a copa da árvore fica carregadíssimo de frutos de tom amarelo pálido, arredondados e brilhantes. Resistente, a árvore onde frutifica a lima-da-pérsia está entre as mais rústicas da família das Rutáceas, sucumbindo apenas ao frio e às geadas.

Quanto à origem, o próprio nome já diz. No entanto, chama a atenção o fato de que, embora boa parte dos frutos cítricos seja proveniente da região do sul da Ásia, onde se localiza a Pérsia, tenha sido ela a única fruta a receber um qualificativo de origem: lima-da-pérsia.