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A história da framboesa

Nome da fruta – Framboesa

Nome científico – Rubus idaeus L.

Família botânica – Rosaceae

Categoria –

Origem – Europa

Características do framboeseiro – Arbusto pequeno, atingindo cerca de 1,5 de altura, muito ramificado, ramos alongados, armados com esparsos acúleos. Folhas de bordo serreado. Inflorescência com flores alvas, dispostas nas axilas das folhas.

Fruto do framboeseiro – A framboesa é um fruto tipo composto, infrutescência formada por pequenas drupas, vermelhas. Polpa adocicada.

Frutificação do framboeseiro – Inverno

Propagação do framboeseiro – Propagação vegetativa, por estruturas especializadas chamadas rebentos.

Não há quem possa afirmar que a framboesa tenha a cara do Brasil. Delicada, de uma fragilidade avessa ao calor e ao Sol forte, e também ao manuseio descuidado, não se pode deixar de pensar na framboesa no seu ambiente nativo: as terras temperadas do norte da Europa.

Não por acaso a Escócia é seu principal produtor e exportador. Nesse país, até o calendário escolar pode girar em torno da framboesa: em algumas cidades, segundo Jane Grigson, as férias escolares são programadas para coincidir com a colheita da framboesa, concedendo às crianças o grande prazer de colhe-las antes dos passarinhos e de esmagá-las com a língua contra o céu da boca.

Mas também são pouquíssimos, no Brasil, os que nunca ouviram falar da framboesa ou os que nunca provaram de seu sabor fresco e refinado. A não ser artificialmente, pois a essência que imita o aroma da framboesa é uma das preferidas no mercado de balas e guloseimas em geral.

Além disso, tornou-se ingrediente indispensável no menu de sobremesas de restaurantes requintados, sobretudo na forma de caldas, geleias ou musses de framboesa. Junto a outras das chamadas “frutas vermelhas” – morangos, amoras-pretas, também da família das Rosáceas como a própria framboesa -, ela pode servir de recheio para tortas ou ingrediente para as famosas caipirinhas de vodca com framboesa. E, não fosse fruta de tão difícil conservação, é certo que, ao natural, coberta de creme ou açúcar, a framboesa seria aqui também uma especiária culinária muito valorizada, como ocorre em outros países.

Planta de frutos exigentes, seu ideal climático são os dias longos e pouco quentes próprios do verão das regiões mais próximas do Pólo Ártico. Há de se surpreender, entretanto, aquele que percorrer os campos da região Sul do Brasil e mesmo certas partes do interior paulista. Ali encontra-se, sem muita dificuldade, plantações significativas do pequeno arbusto, com seu metro e meio carregado dessas frutinhas avermelhadas e arredondadas que são as framboesas, cada uma composta por cerca de 80 pequenos gomos.

Se a produção brasileira não é, de fato, significativa no quadro mundial, raramente dá prejuízo a seus dedicados produtores. Dedicados porque a planta assim exige: em determinadas épocas, é preciso colher as framboesas até duas vezes ao dia, cautelosamente embalá-las e enviá-las imediatamente para a venda em feiras e supermercados. Uma alternativa é processá-las, o que deve ser feito também logo após a colheita, transformando-as em algum de seus subprodutos deliciosos e mais duradouros, como polpas ou geleias. Uma terceira opção, ainda, é o congelamento das framboesas, pois assim resistem mais. Todavia, não se iludam produtores e consumidores de framboesas, pois dessa forma, ela perderá parte do sabor e do encanto naturais.

Amora-do-mato

Nome científico – Rubus rosifolius Sm.

Origem – Brasil – região Sul e Sudeste

Fruta de nasce espontaneamente nas bordas da mata, de preferência em regiões altas e frias, é muito frequente nas áreas preservadas da Serra da Mantiqueira. Na aparência, essa fritinha é muitas vezes confundida com a amora (da família das Moráceas); no entanto, como se vê, ambas nem sequer pertencem à mesma família. A amora-do-mato é, na verdade, uma Rosácea, parente da framboesa e do morango. Arbusto que alcança até 3 metros de altura, com ramos armados de espinhos, a fruta constitui-se num conjunto de drupas reunidas em infrutescência, cuja polpa consistente é adocicada e comestível.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Os benefícios no consumo de romã

 Os benefícios no consumo de romã

  • A romã é boa fonte de fibras, de vitamina C, prolina, valina, serotonina, metionina, niacina, vitamina A e vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6). Sais minerais: cloro, cálcio, cromo, magnésio, potássio, selênio e zinco.
  • A romã é rica em fitoquímicos.
  • A romã e seu suco são ricos em antocianinas e ácido elágico, que tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
  • O suco de romã consumido todos os dias pode melhorar a saúde cardiovascular.
  • O extrato de romã contém taninos hidrolisáveis, que reduzem o colesterol ruim (LDL), retarda o envelhecimento e são aliados na prevenção do câncer.
  • Fonte de sais minerais, a fruta ajuda a combater a fraqueza e a anemia, a falta de memória e proporciona um ótimo reforço as defesas de nosso organismo, garantindo o bom funcionamento do sistema imunológico. Além disso, a romã mantém os ossos fortes, protegendo contra a osteoporose, a artrite e a artrose.
  • O suco da romã funciona como um viagra natural, aumentando o nível de testosterona no corpo.

A palavra pomegranate (romã em inglês) é o termo em francês arcaico para “maçã cheia de sementes”, um nome apropriado para esta fruta do tamanho de uma maçã cheia de sementes vermelhas, que se parecem com jóias. Existem muitos tipos de romã cultivados no mundo todo. A colheita da fruta é realizada no verão, a partir de novembro, tendo como pico da safra o mês de janeiro.

A romã tem uma casca vermelho-arroxeada escura, semelhante ao couro. O interior da fruta é repleto de centenas de diminutas sementes comestíveis, envoltas em compartimentos chamados de arilos e separadas por membranas cor de creme. A romã pode ser comida diretamente da árvore, puxando-a para cima e quebrando a casca. Os sacos de sementes da romã são então retirados e comidos.

Geralmente a romã é mais consumida em sucos preparados de diversas maneiras. Os sacos podem ser removidos e colocados em uma peneira ou o suco pode ser extraído espremendo a fruta em um espremedor de suco comum. Outra forma de fazer o suco de romã é cortar o talo e colocá-lo sobre um copo, deixando o suco escorrer e apertando a fruta de vez em quando. Uma romã rende cerca de 1/3 de xícara de suco. O suco da fruta pode ser usado para fazer geleia de romã, sorbet, molhos ou para dar sabor a bolos e a maçãs assadas.

A romã é uma boa fonte de potássio. Uma fruta contém cerca de 400 mg, mais do que a maioria das laranjas. Também contém vitamina C e fibras.

A romã e seu suco são ricos em antocianinas e ácido elágico, que têm propriedades antioxidantes. Pesquisas mostraram  que o suco de romã tem de duas a três vezes mais capacidade antioxidante que a mesma quantidade de vinho tinto ou de chá verde, e as antocianinas dão uma importante contribuição para o poder antioxidante da romã. Um estudo recente sugere que pessoas que bebem suco de romã todos os dias podem melhorar a saúde cardiovascular. Isso porque a romã tem a capacidade de reduzir significativamente a oxidação do LDL-colesterol.

Fontes: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos, Site grzero

Fruta – Camu-camu

Nome da fruta: Camu-camu

Nome científico: Myrciaria dubia (Kunth) McVaugh

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil – região amazônica

Características da planta: Arbusto geralmente com 3 metros de altura, caule de casca lisa. Folhas lisas, avermelhadas quando jovens e verdes posteriormente. Flores alvas, aromáticas, reunidas em inflorescências.

Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração avermelhada quando jovem  e roxo-escura quando maduro. Polpa aquosa envolvendo a semente de coloração esverdeada.

Frutificação: Janeiro a março

Propagação: Semente

Fruto de planta nativa da Amazônia, o camu-camu cresce em arbustos ou pequenas árvores, estando disperso por quase toda a região. Pode ser encontrado, invariavelmente, nas várzeas amazônicas, à beira dos igarapés, rios ou em regiões permanentemente alagadas, onde a parte inferior de seu caule pode ficar imersa.

A área de distribuição natural do camu-camu estende-se pelos estados do Pará, parte do Amazonas, Rondônia, Roraima e Maranhão. As maiores ocorrências da fruta, no entanto, encontram-se na Amazônia peruana.

Aliás, camu-camu é a denominação da fruta no Peru, enquanto nas proximidades de Manaus e na Amazônia brasileira ela é conhecida como caçari. Em Rondônia, é também chamada de araça-d’água e, no Maranhão, de crista-de-galo.

Os frutos do camu-camu são pequenas esferas do tamanho de cerejas, de casca mais resistente do que a da acerola, lembrando a jabuticaba, a cuja família também pertence. Sua casca, ao se romper na boca, deixa escapar o caldo da polpa ácida, que envolve as sementes. Os frutos do camu-camu têm uma cor avermelhada que, à medida que vão amadurecendo, passam a um roxo enegrecido.

Muitas vezes, as frutinhas são encontradas em tamanha quantidade que o colorido que dão à margem das águas amazônicas chama a atenção de qualquer pessoa. Em Roraima, onde ela pode ser encontrada em profusão, há até mesmo um bairro da cidade de Boa Vista que tomou emprestado da fruta o nome Caçari.

Desde 1980, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) vem estudando o camu-camu ou caçari. De acordo com os resultados obtidos nesses experimentos, a fruta apresenta grande valor nutritivo e, em especial, possui uma altíssima concentração de vitamina C, ou ácido ascórbico. Sua polpa posui vitamina C em quantidade 65 vezes maior que a polpa do limão, 13 vezes a do caju e 1 vez e meia a da acerola.

Atulmente, os estudas do INPA já apresentam resultados concretos que permitem orientar comercialmente o cultivo da planta, tornando-a mais produtiva e resistente.

Apesar de tanta abundância, o caboclo amazônico ainda não aprendeu a aproveitar toda generosidade do camu-camu. Quando muito, o camu-camu continua sendo utilizado como tira-gosto pelos pescadores nas longas horas em que permanecem à beira do rio, próximos aos arbustos repletos. Na pescaria, a fruta é também usada como isca para o tambaqui, um dos melhores e mais comuns peixes amazônicos. Consta, justamente, que são os peixes os principais dispersores das sementes do camu-camu.

Atualmente, ainda é na Amazônia peruana que a fruta é mais utilizada. Pouco consumido ao natural, por ser bastante ácido, apesar de doce, o camu-camu é a fruta preferida para o preparo de sucos, refrescos, sorvetes, picolés, geléias, doces ou licores, além de acrescentar sabor e cor a diferentes tipos de tortas e sobremesas à base de outras frutas.

Em todos os casos, a casca deve ser acrescentada com a polpa suculenta da fruta, pois é ela que concentra a maior parte de seus teores nutritivos e carrega sua bonita e atraente coloração vermelho-arroxeada. De fato, o suco do camu-camu tem a bonita cor vermelho-sanguíneo, bem mais encarnada e forte que de qualquer outra fruta.

O camu-camu é uma espécie tipicamente silvestre, mas com um grande potencial econômico capaz de colocá-lo no mesmo nível de importância de outras frutíferas tradicionais da região amazônica, tais como o açaí e o cupuaçu.

Mas não é apenas ali que o camu-camu tem futuro: em São Paulo, no Vale do Ribeira, região de mangues e de clima quente e úmido, semelhante ao da Amazônia, a planta já começou a ser cultivada com sucesso. O mercado consumidor externo também já está de olho nas propriedades vitamínicas da planta, cuja polpa de pura vitamina C natural pode ser utilizada na produção de suplementos alimentares em tabletes.