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Fruta – Lichia

Nome da fruta: Lichia

Nome científico: Litchi chinensis Sonn.

Família botânica: Sapindaceae

Categoria: Doce

Origem: China

Características da planta: Árvore geralmente de até 12 metros de altura e grande longevidade, porte frondoso e copa densa. Folhas grandes de coloração verde-escura. Flores pequenas reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo drupa, infrutescência em cachos, casca rugosa, de coloração vermelha, fácil de ser destacada. Polpa gelatinosa, translúcida, aquosa, não aderente à semente.

Frutificação: Verão

Propagação: Semente e alporquia

Fruta originária da China, a lichia é um fruto pequeno, de casca fina, mas rugosa e dura, com uma cor vermelha rosada intensa. A polpa é gelatinosa, translúcida, rica em suco e de excelente sabor. Abundante em vitamina C, com pequenas quantidades das vitaminas do complexo B e de minerais. É responsável por instigar o apetite, proporcionar efeitos reconstituintes para o organismo e favorecer a digestão.

Em virtude da grande quantidade de água que a lichia possui, a polpa da fruta repõe o líquido perdido pelo organismo nos dias mais quentes.
É muito eficaz quando utilizada em conjunto com a semente de linhaça para os problemas ligados à visão, evitando-os e agilizando o restabelecimento.

Da família das Sapindáceas e, portanto, parente da pitomba, a lichia é um fruto encantador aos olhos que procuram doçura.

A fina casca vermelho-rosada e um tanto rugosa quebra-se ou rasga-se com facilidade quando pressionada por mãos ou dentes: um verdadeiro chamariz para ir ao encontro do sabor da fruta. Ultrapassando-se a casca, que é completamente retirada, o encanto não se desfaz. Uma polpa translúcida permite entrever o caroço, que passa a ser o alvo das intenções: é preciso um pouco mais para conhecer a fruta por inteiro, descobrir seus segredos.

O prazer maior realiza-se no momento da degustação da massa gelatinosa, doce e refrescante, que constitui sua polpa, cujo sabor e aspecto são algo semelhantes aos da uva, porém bem mais perfumado e adocicado.

Se há ainda brasileiro que nunca ouviu falar da lichia, este está fadado a desaparecer em breve. A partir da década de 1990, a cada ano que passa, o consumo da pequena fruta aumenta vertiginosamente, em especial no Estado de São Paulo. Sua produção, que tem como centro a pequena cidade de Tupã (SP), está se expandindo, tornando-se mais e mais lucrativa.

Isso porque, sendo considerada fruta exótica e sofisticada, a lichia é muito apreciada por um mercado consumidor exigente, podendo ser comercializada a preços muito convenientes, tanto para produtores como para vendedores. verdadeiro negócio da China!

Porém, trata-se de uma descoberta tardia. Muitos países do mundo há tempos a produzem comercialmente, como a África do Sul, a Austrália, a Birmânia e o Camboja, que têm na lichia um importante produto de exportação.

Sem mencionar a China, principal produtor mundial da fruta e país onde a história da reverenciada lichia teve origem. Uma origem longínqua, que remonta a mais de 4 mil anos, tendo sido durante todo esse tempo cultivada com entusiasmo.

Embora sua difusão e comercialização pelo Brasil seja recente, as primeiras árvores foram trazidas em 1810, quando alguns exemplares foram plantados no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Desde seu aparecimento no mercado brasileiro, multiplicaram-se os usos dados à fruta: a lichia passou a ser ingrediente de batidas e caipirinhas, refrescos, geléias, sorvetes, entre outras iguarias. Destaca-se, porém, o doce em calda finíssima, geralmente importado da China, feito com a polpa da fruta sem caroço, servido como sobremesa tradicional e típica em restaurantes chineses. Nada disso, porém, impede que a lichia permaneça sendo prazerosamente consumida ao natural.

Medicina popular, indicações para a lichia

Suco preventivo para a visão

Bater no liquidificador 100 gramas da polpa com 1 colher (sopa) de semente de linhaça, ingerir imediatamente, consumir um copo por dia.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais

O poder da uva

Nome da fruta: Uva

Nome científico: Vitis Vinifera

Família: Vitaceae

Categoria: Ácida

A uva possui as vitaminas A, C, D, E, K e todas as vitaminas do complexo B, inclusive a vitamina B12 (que é rara nos vegetais); essas vitaminas são chamadas de lipossolúveis.

Encontramos também minerais como: potássio, enxofre, silício, ferro, fósforo, magnésio, cálcio, cloro, sódio e proteínas. Possui também ácido fólico, ácido pantotênico (fortalece o sangue), ácido paraminobenzoico, mesoinosital, biotina, colina e nicotinamida, além de substâncias como: flavanoides, polifenóis, resveratrol e leucoantocianidinas.

Flavanoides – Estão pesentes nas cascas da uva. São um poderoso hidratante natural da pele, evitam a oxidação das células e que as lipoproteínas, moléculas que reúnem gorduras e proteínas, causem o entupimento das artérias (arteriosclerose). São também anti-inflamatórios. Principal componente do própolis, melhoram a qualidade do sangue, aumentam a taxa do colesterol bom (HDL) e ajudam a inibir a produção de substâncias responsáveis pelo enrijecimento das artérias.

Polifenóis – são substâncias obtidas das sementes da uva, que possuem fenóis em sua estrutura molecular, contribuem para a firmeza e mantêm a elasticidade da pele (dessa forma evitam o rompimento de fibras elásticas da pele, o que causa as estrias), mantendo-a jovem. Isso porque contêm agentes antioxidantes.

Evitam e combatem a gordura localizada e previnem o surgimento da celulite.

Resveratol – evita o enfarte e o derrame em 70% a 80%, também retarda o envelhecimento e previne doenças do sistema circulatório. É um grande aliado no combate ao câncer e à herpes.

leucoantocianidinas – substâncias encontradas somente na semente da uva preta (Santa Isabel). São o maior agente antioxidante do mundo; 60 vezes mais poderosas que a vitamina C.

Esse fruto e principalmente o seu extrato é considerado ideal na recuperação de casos de anemia, fadiga e stress, graças à sua capacidade de regeneração. Embora não esteja totalmente comprovado, pensa-se que o seu consumo diminui também as probabilidades de desenvolvimento de cancro. Certo é que o seu consumo melhora a função renal (indicada contra nefrite); é excelente ainda no combate aos males do fígado, mal de Alzheimer, deficiência mental, fortalece as funções cerebrais, combate doenças da bexiga e ajuda a eliminar o ácido úrico. O fruto é depurativo do sangue e ligeiramente diurético. O teor de açúcar é elevado, o que faz com que seja muito calórico.

A partir das uvas também se obtém um fruto seco: as uvas-passas, que ajudam no combate à labirintite (as de cor escura). As uvas aumentam a secreção biliar, estimulam os centros nervosos, fortalecem a circulação e proporcionam vigor e pureza ao sangue.

São insubstituíveis no tratamento de inflamações e desordens do aparelho digestivo (fígado e baço), afecções respiratórias e circulatórias, cálculos, enfermidades dos orgãos genitais e urinários, intoxicações. Também são cicatrizantes, um poderoso antioxidante natural.

Esse fruto é um alimento refrescante e energético, tradicionalmente usado para tratar problemas como artrite e o reumatismo. Pela sua variedade de fitonutrientes, isto é, pela grande quantidade de potássio, as uvas também são usadas para aliviar a reteção de líquidos e a micção dolorosa.

Vale lembrar que as mais escuras possuem maior quantidade desses fitonutrientes. Aliás, quanto mais escura a uva, melhor. Mas o poder medicinal dessa fruta, nomeadamente o seu extrato, produz efeitos positivos nos distúrbios hepáticos, com a hepatite, a ictéria e a hipoglicemia.

Aconselha-se ingerir a fruta ou o seu extrato longe das refeições, isto é, uma hora antes ou duas horas depois, uma vez que fermentam no estômago rapidamente. Já para quem tem pressão alta e diabetes, o consumo do extrato e da própria uva deve ser bastante moderado, evitando excessos.

Fonte: Livro As 50 frutas e Seus Benefícios Medicinais