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Fruto – Ingá-cipó

Nome do fruto: Ingá-cipó

Nome científico: Inga edulis Mart.

Família botânica: Fabaceaea (leguminosae – Mimosoideae)

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Árvore geralmente de até 15 metros de altura. Folhas compostas, divididas em folíolos presos a uma haste folhosa com pêlos de coloração ferrugíneo-tomentosa. Flores de coloração alvo-esverdeadas, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo legume, linear, alongado, podendo atingir até 1 metro de comprimento, coloração castanho-esverdeada quando maduro. Polpa branca, fibrosa, envolvendo as sementes pretas.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

Perfumes inebriantes, magia e silêncios quebrados apenas pelas revoadas ruidosas dos pássaros: em meio à densa e rica floresta, por onde serpenteiam as águas dos riachos e igapós, nasce uma infinidade de árvores conhecidas como ingás.

E elas podem ser encontradas de norte a sul do Brasil, desde a floresta amazônica até as áreas remanescentes de Mata Atlântica, nas matas inundáveis ou nas terras firmes, em meio a árvores gigantescas habitadas por uma infinidade de pássaros, insetos e animais variados, intrincadas por um emaranhado de cipós e de raízes aparentes.

De acordo com Pio Corrêa, pelo nome de ingá são conhecidas mais de 200 espécies do gênero Inga, da família das leguminosas. Palavra de origem indígena, ingá significa “embebido, empapado, ensopado“, devido talvez à consistência da polpa aquosa que envolve as sementes do fruto do ingazeiro.

Nem todos eles são nativos das florestas amazônicas, como o ingá-cipó, que é também a espécie mais conhecida entre os muitos ingás do Brasil.

De crescimento rápido, assim como os demais, o ingá-cipó prefere nascer às margens dos igapós, embrenhando-se pelas matas marginais dos rios amazônicos. Árvore que prefere a proximidade com a água, quando ocorrem em outras regiões, os ingás também são característicos das matas de galeria que seguem os cursos de água por onde passam.

As vagens do ingá-cipó são facilmente encontradas à venda nos mercados das cidades amazônicas, podendo ser transportadas da floresta e das áreas de cultivo com facilidade sem se estragarem.

Bastante apreciado em toda a Amazônia, o ingá-cipó é muito cultivado nos arredores das habitações e por toda parte, sendo frequente na mata, em estado subespontâneo. É muito comum, também, utilizar-se a árvore do ingá-cipó para o sombreamento dos cafezais plantados na região.

Os frutos dos ingás são vagens. No caso do ingá-cipó, vagens grandes e verdes. Sua principal característica – e que faz com que ele se destaque dos demais – é o fato de que a vagem do ingá-cipó consegue atingir até 1 metro de comprimento sem se partir. E é provavelmente por ser tão comprido e ficar meio espiralado, à semelhança dos cipós da mata, que ele leva esse nome.

Dentro da vagem do ingá-cipó encontram-se sementes negras e brilhantes. Envoltas pelo arilo – de cor branca, levemente fibroso, de consistência macia e sabor adocicado – essas sementes são chupadas e depois botadas fora. Apesar de o conteúdo dessa polpa ter propriedades nutritivas, esse fruto costuma ser consumido pela população da Amazônia como uma espécie de passatempo e não como alimento.

Ingá-açu

Nome científico: Inga cinnamomea Spruce ex Benth

Nativo da floresta amazônica, na região Norte do país, o ingá-açu é maior do que o ingá comum ou ferradura, e seus frutos alcançam até 15 cm de comprimento.

Ingá-feijão

Nome científico: Ingá marginata Willd.

Também conhecido com ingaí, o ingá-feijão (uma referência à fava mais consumida na região) é planta nativa da Mata Atlântica.

Ingá-ferradura

Nome científico: Inga sessilis (Vell) Mart.

É o ingá mais comum em todo Brasil. Nativo da Mata Atlântica pode ser encontrado com frequência nas beiras na estradas e em parques urbanos nas regiões Sul e Sudeste do país.

Ingá-curumim

Nome científico: Inga fagifolia (L.) Willd.

Planta nativa da Mata Atlântica, o fruto do ingá-curumim, que significa criança na língua indígena, é um dos menores entre todos os ingás.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Mutamba

Nome da fruta: Mutamba

Nome científico: Guazuma ulmifolia Lam.

Família botânica: Sterculiaceae

Categoria:

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore de até 15 metros de altura, tronco reto. Folhas simples, bordo serreado. Flores pequenas, creme-amareladas, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo cápsula, arroxeado e também apreciado por muitas espécies de animais silvestres.

Frutificação: Primavera

Propagação: Semente

Encontrada no Brasil, da Amazônia ao Paraná, a mutamba é planta originária da América tropical, podendo ser encontrada em toda região da floresta amazônica, úmida e quente.

Hoje, cientistas e pesquisadores de todo mundo têm seus olhos voltados para a mutamba, nela depositando grandes esperanças na área farmacológica: acredita-se que a planta seja uma rica fonte natural de substâncias como o tanino e antioxidantes químicos, capazes de contribuir para a dissolução de dois males que há muito tempo assolam a humanidade: o câncer e a calvície.

Se realmente forem confirmadas essas propriedades, será mais uma vitória da medicina popular, que há séculos a vem utilizando para variados fins, como o tratamento de males gastrintestinais, diabetes, pressão alta e até doenças venéreas. No México, na Guatemala, no Belize e na Amazônia como um todo, diferentes partes da planta têm sido utilizadas com finalidades medicinais desde os tempos dos maias. Estes foram, provavelmente, os pioneiros no aproveitamento da mutamba, tendo desenvolvido várias técnicas específicas para isso.

Ao que tudo indica, tais propriedades só são encontradas significativamente na casca do tronco da árvore e nas folhas, não nos pequenos e comestíveis frutos. A casca arroxeada, quase negra da mutamba tem um aspecto que, de qualquer maneira, não é dos mais atraentes. Em seu interior, encontra-se uma polpa esbranquiçada e seca, pouco convidativa para que o fruto seja provado.

Diante disso, não surpreende que macacos e outros animais aproveitem muito mais e melhor do que os seres humanos as virtudes alimentares dos frutos da mutamba.

Resta, entretanto, a possibilidade de aproveitar-se a sombra. Árvore que, com frequência, alcança 15 metros de altura, a mutamba tem copa densa e bela que, não só concebe uma sombra densa e fresca, como também se presta perfeitamente ao paisagismo, em sítios e parques urbanos. Além disso, de acordo com Harri Lorenzi, ela é considerada planta indispensável para a recomposição de áreas florestais degradadas.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas