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Frutas – Família das Palmáceas

Frutas – Família das Palmáceas

A grande família das palmeiras

As palmeiras são plantas carregadas de graça e beleza: um único estipe lenhoso ou falso tronco, em geral retilíneo, às vezes liso e às vezes repleto de espinhos, é finalizado por palmas e folhas abertas em leque, espalmadas ou espalhadas, mas sempre orientadas para o alto. Elas têm o céu como sentido e guardam uma aparência altiva.

Algumas variedades de palmeiras nascem em touceiras – como o açaí – que nada mais são do que ramificações que ocorrem na base da planta, gerando distintas palmeiras.

O Brasil é pródigo em palmeiras, possuindo um ambiente nativo repleto de vasta variedade de exemplares da família das Palmáceas. São milhares de palmeiras com suas folhagens em leque, a maioria delas descrita pelo cientista botânico F. C. Hoehne no capítulo denominado “Da inocência das palmeiras” , parte da obra Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinas.

Para o cientista é fácil explicar por que, para os nativos, esta é a terra das palmeiras ou Pindorama, em língua indígena. “O nome Pindorama fica bem a um país onde os palmares abundam. O aborígene assim apelidava o nordeste e o norte do Brasil, porque é nessa parte que sorriem as carnaubeiras, babaçus, coqueiros, piaçavas, licurizeiros.”

Para muitos outros, no entanto, fica difícil opinar se as maiores qualidades das palmeiras consistem na exuberância e na beleza da estrutura de porte elegante e ornamental, ou na importância das infinitas utilidades que oferecem para a vida da humanidade.

As palmeiras estão por toda a parte. De maneira geral, são rapidamente reconhecidas em meio à mata fechada das florestas tropicais, seja na Amazônia, seja nas áreas remanescentes da Mata Atlântica; e, mais ainda, quando despontam pelas planícies das regiões abertas do Cerrado. Podem ser encontradas nas praias e nos terrenos brejosos, nas beiras dos rios, lagoas e igarapés, isoladas ou em agrupamentos, confundindo-se umas com as outras. Destacam-se, também, nas paisagens secas do semi-árido nordestino, na Caatinga.

Embora sejam nativas das regiões tropicais e subtropicais, “no decorrer de milhões de anos as palmeiras adaptaram-se às condições as mais variadas do clima e do solo“, como afirma Gregório Bondar no seu elogio às palmeiras. Essa adaptabilidade das palmeiras faz com que possam ser encontradas, hoje, em todas as regiões do globo.

Lembra o botânico, também, que, embora “a maioria delas tenha prosperado no clima equatorial quente e úmido (…) várias outras suportam prolongados estios dando-se bem no clima árido, semidesértico; e outras ainda saíram do cinturão tropical, suportando temperatura abaixo de zero“.

Quanto ao solo, ainda segundo o autor, as palmeiras também demonstram grande flexibilidade e adaptabilidade, crescendo tanto em solos bons, próprios para agricultura, como em “solos ácidos, silicosos, estéreis, nos quais nenhuma planta econômica cultivada poderia medrar” e “nos brejos ou nos rochedos secos, sem solo decomposto algum”.

Entre as 2650 espécies de plantas da família das Palmáceas existentes, distribuídas entre cerca de 200 gêneros distintos, mais de 400 ocorrem no Brasil e menos de 100 produzem frutos comestíveis. E apenas algumas delas são apreciadas por tais frutos, alcançando alguma importância econômica. Apesar disso, em geral os frutos das palmeiras, ou melhor, suas amêndoas, fazem parte da dieta alimentar das populações nativas onde quer que ocorram.

Entre as numerosas palmeiras utilíssimas ao homem brasileiro, umas são, de fato, mais importante do que outras – tais como o coqueiro-da-baía, o buriti, o dendê, a carnaúba, a juçara e o açaí, por exemplo – que superam em qualidades as demais. Porém, pode-se dizer com segurança que, na maioria das vezes, entre todas as plantas da família das Palmáceas, quase nada se perde.

Fonte: Livro frutas Brasil Frutas