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Fruta – Lima-da-pérsia

Nome da fruta: Lima-da-pérsia

Nome científico: Citrus aurantium subsp. bergamia (Risso) Wight & Arn.

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: Índia e sul da Ásia

Características da planta: Árvore de pequeno porte, de ramos espinhosos, sendo os espinhos pequenos, agrupados e numerosos; casca de cor pardo-acinzentada; brotos verde-claros, tornando-se depois mais escuros. Folhas ovais, verdes e brilhantes, com as margens denteadas. Flores pequenas, axilares, dispostas em cachos com corola alva.

Fruto: Tipo hesperídio, arredondado ou oblongo, geralmente provido de mamilo, de coloração amarelo-clara, casca fina. Polpa esverdeada, doce, ligeiramente amarga envolvendo as sementes pequenas, ovais, pontudas.

Frutificação: Inverno

Propagação: Enxertia, alporquia

Não devem ser raros os casos de pessoas que abrem a fruta acreditando trata-se de uma laranja e que, surpresas após atravessar a fina casca, encontram uma polpa esbranquiçada, de textura entre macia e firme. Ao decidirem prová-la, no entanto, sentem logo um sabor diferente, nem doce nem ácido, porém mais amargo do que o da familiar laranja. Logo descobrem que não se trata de uma laranja propriamente, mas que estão diante de uma autêntica lima-da-pérsia.

Se por fora a fruta é bastante semelhante a uma laranja, as características distintivas da lima-da-pérsia são justamente a palidez e o amargor, sobretudo na carne de gomos esbranquiçados que separa a polpa da casca, também mais clara do que a da laranja.

Embora pouco frequente no Brasil, concentrando-se a produção da fruta no norte do estado de São Paulo, a lima-da-pérsia, conhecida ainda como de lima-doce – em oposição à lima ácida, que corresponde ao nosso limão-taiti – é bastante conhecida dos brasileiros.

O suco de lima é prezado por suas diversas qualidades, sendo muito apreciado e utilizado na medicina popular como auxiliar da digestão. Tendo propriedades diuréticas, acredita-se que esse suco seja bom, também, no tratamento de feridas gástricas, além de ter a reputação de combater o raquitismo. Diz-se, ainda, que o chá feito a partir da casca fervida, quando tomado regularmente após as refeições, ajuda a prevenir as palpitações cardíacas. Pode-se dizer, assim, que palidez e amargor encontram-se apenas em seu aspecto e sabor, não em seu espírito saudável.

Com a lima-da-pérsia, de sabor bastante apreciável e delicado, além do suco, preparam-se doces e geléias, sem falar das cada vez mais apreciadas caipirinhas de cachaça ou de vodca, em que a fruta aos pedaços é esmagada com açúcar branco.

Sempre com grande aproveitamento do fruto, já que mais de 50% do seu peso é constituído de puro suco fresco.

E a limeira-da-pérsia, árvore de porte médio, semelhante a uma laranjeira de flores maiores, ainda esbanja beleza e alta produtividade: em época de frutificação, geralmente no inverno, a copa da árvore fica carregadíssimo de frutos de tom amarelo pálido, arredondados e brilhantes. Resistente, a árvore onde frutifica a lima-da-pérsia está entre as mais rústicas da família das Rutáceas, sucumbindo apenas ao frio e às geadas.

Quanto à origem, o próprio nome já diz. No entanto, chama a atenção o fato de que, embora boa parte dos frutos cítricos seja proveniente da região do sul da Ásia, onde se localiza a Pérsia, tenha sido ela a única fruta a receber um qualificativo de origem: lima-da-pérsia.

Fruta – Cubiu

Nome da fruta: Cubiu

Nome científico: Solanum sessiliflorum  Dunal

Família botânica: Solanaceae

Categoria:

Origem: Amazônia ocidental

Características da planta: Arbusto escandente de até 2 metros de altura. Folhas grandes, de forma muito variável, podendo atingir mais de 20 cm de comprimento. Flores grandes e amareladas.

Fruto: Tipo hesperídio, globoso a alongado, de 7 a 10 cm de diâmetro, de coloração amarelo-alanjado até avermelhado quando maduro. Polpa amarelada, aquosa, ácida, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Verão, porém o ano todo quando cultivado

Propagação: Semente ou propagação vegetativa

Não se assuste o observador com a aparência agressiva das folhas deste arbusto: seus espinhos longos, se bem esquivados, não hão de impingir riscos a quem quiser alcançar a fruta, o que certamente vale o esforço.

Se não pelo sabor, pouco especial talvez, mas agradável, ao memos pela riqueza nutritiva que o cubiu oferece. Sabe-se que é fruta muito rica em ferro, sendo fonte de vitamina B e pectina. Hoje, o cubiu é, inclusive, muito cobiçado por laboratórios farmacêuticos de diversas partes do mundo, para a extração de diverasas partes ativas na produção de medicamentos para o controle do colesterol.

É preciso, no entanto, cuidado para que não seja confundido, pois o cubiu, cobió ou cúbio varia muito de forma – redonda, achatada, quinada, cilíndrica ou cordiforme – e no tamnaho.

O cubiu é fruto da família das Solanáceas, à qual pertencem também o camapu, o tomate-de-árvore e a “naranjilla”, entre outros. Inicialmente verde, passando a amarelo quando maduro até se tornar marrom-avermelhado, o cubiu é originário da Amazônia e frequente nos estados do Amazonas e do Pará. Geralmente, nessas localidades, é produzido em escala doméstica.

No entanto, já é comum mencionarem-se as potencialidades da fruta no cenário da agricultura moderna, considerando-se tanto a rusticidade e a boa capacidade de produção desse arbusto como a gama de usos que a fruta possibilita. No interior de São Paulo, por exemplo, começam a se constituir plantios comerciais de cubiu, que, por ali, vem sendo identificado com o nome de maná.

Além do potencial de suas propriedades medicinais, o cubiu pode ser consumido ao natural ou na forma de sucos, doces e geléia, esta última utilizada em pratos sofisticados, como acompanhamento para carnes vermelhas, frango ou peixes. Por tudo isso, trata-se, seguramente, de uma fruta que pode contribuir para a melhoria da dieta alimentar das populações de baixa renda no país.