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A banana e os benefícios do seu consumo para a saúde

A banana não dispensa apresentações. Apesar de estar no seu cardápio há anos – provavelmente desde sua infância -, a banana ainda tem a má fama de não ser a melhor amiga da dieta e boa forma. Como a banana  tem 22% de carboidratos, ela é mais calórica do que algumas outras frutas que consumimos: apenas uma unidade de 70 gramas de banana-prata fornece 62 calorias. Porém, a banana tem alto valor nutricional, provoca  uma sensação de saciedade e, se consumida com moderação, não contribui para o aumento de peso.

A banana tem baixo teor de gordura, possui as vitaminas A, B1, B2, B6, C, D e E e os minerais, cálcio, fósforo, ferro e potássio, sua melhor arma, que ajuda a evitar cãibras e dores nos músculos.

Comprando a banana no ponto certo

Quando for comprar bananas, elas não devem estar totalmente  maduras. Escolha as bananas com casca amarela, um pouco esverdeada, e com pequenas manchas marrons. Não compre as bananas com partes que estejam moles ou machucadas. Na sua casa, deixe as bananas amadurecerem na fruteira ou em algum  lugar arejado e fresco. A banana estará no ponto de ser consumida, com todo seu suculento sabor, quando sua casca estiver totalmente amarela, inclusive suas pontas. Depois que a banana estiver amadurecida, ela pode ser conservada na geladeira de três a cinco dias.

Como consumir certo a banana verde e usufruir de todos os seus benefícios

A maneira correta de consumir a banana verde é na forma de biomassa: para isso, cozinhe seis bananas com casca na panela de pressão, por cerca de 15 minutos, e bata no liquidificador até virar uma pasta. Você pode colocar essa mistura em sopas, caldos, molhos ou no feijão e ganhar muito mais saúde.

Confira abaixo os benefícios que o consumo de banana traz para a sua saúde:

  • Apesar de uma unidade conter cerca de 90 calorias, a banana é amiga da dieta, pois garante saciedade por mais tempo, segurando a fome.
  • A banana ajuda a prevenir a depressão e doenças cardíacas.
  • O potássio presente na banana ajuda no controle arterial, evita cãibras e também dores musculares.
  • O triptofano presente na banana previne e também trata da depressão, atuando na produção de serotonina, o hormônio responsável pela sensação de bem-estar.
  • A banana verde é classificada como um alimento funcional, que além de nutrir  ainda previne doenças. A polpa da banana verde é abundante em amido resistente, molécula muito parecida com a fibra. A banana verde, além de ajudar no bom funcionamento do intestino, assim como a banana madura, aumenta a saciedade, evitando que você tenha picos de fome.
  • A banana verde contém uma substância chamada inulina, que é capaz de controlar a diarreia e que também funciona como alimento para bactérias boas do nosso organismo.
  • Estudos indicam que o consumo de amido resistente presente na banana verde ajuda na diminuição do colesterol, o que afasta para longe doenças do coração.
  • A banana alivia os sintomas da TPM.
  • O potássio e a vitamina B6, presentes na banana, auxiliam a diminuir as cólicas menstruais.
  • As vitaminas A, C e do complexo B contribuem para a saúde dos cabelos, da pele e das unhas.
  • Segundo uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology, o potássio presente na banana melhora a fluidez do sangue, evitando a formação de coágulos – pessoas que comem três bananas ao dia tem risco até 21% mais baixo de sofrer um acidente vascular cerebral.

A história da castanha portuguesa

Nome da fruta: Castanha portuguesa

Nome científico: Castanea sativa Mill.

Família botânica: Fagaceae

Categoria:

Origem: Europa, norte da África e China

Características da planta: Árvore geralmente com 30 m de altura, tronco com casca apresentando pequenas fissuras, de coloração castanho-escura. Folhas grandes com bordos serreados, rígidas e brilhantes. Flores pequenas, agrupadas em uma longa haste, de coloração esbranquiçada.

Fruto: Tipo cápsula de casca armada de espinhos, firmes e pontiagudos, que se abre libertando uma semente grande, lisa, comestível, de coloração castanha e conteúdo macilento, adocicado.

Frutificação: Verão

Propagação: Semente

A castanheira, castanheira portuguesa, castanheira verdadeira ou, ainda, castanheira européia, como também é chamada em terras brasileiras, é uma árvore proveniente da Europa. De acordo com Eurico Teixeira, a castanha deve seu nome à cidade de Castana, localizada na antiga Tessália, na Grécia, onde até os nossos dias é cultivada em escala comercial.

Pimentel Gomes afirma que a castanha veio para o Brasil, provavelmente, da Península Ibérica ou Itálica, onde também é muito cultivada e apreciada. Ali, em tempos que já se perdem na história, pode ter sido introduzida a partir da Ásia e da própria Grécia.

Espinhos protetores

O fruto da castanheira contém uma amêndoa comestível e deliciosa, que fica coberta, externamente, por uma cápsula de aparência agressiva repleta de espinhos finos e penetrantes, uma espécie de ouriço. Quando o fruto amadurece, o ouriço abre-se, oferecendo a castanha; mas esta não se solta sozinha, demandando um certo cuidado na manipulação.

De acordo com o engenheiro agrônomo Takanoli Tokunaga, em entrevista concedida ao jornal digital ValeParaibano de dezembro de 2004, as primeiras mudas da castanheira foram trazidas do Japão apenas por volta de 1960, embora tenham sido desenvolvidas em Portugal.

A partir dessas plantas, segundo Tokunaga, iniciou-se a seleção e a melhoria das árvores e variedades com mais condições de se adaptar às características climáticas do país. E essas árvores deram-se muito bem quando começaram a ser plantadas na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e nas altitudes da região serrana entre os dois estados, onde o clima é temperado-quente com verões suaves. Árvore de notáveis dimensões, a castanheira portuguesa possui grande longevidade. Segundo Pimentel Gomes, ela se desenvolve aceleradamente por volta dos 10 anos de idade, atingindo altura máxima em torno dos 60 anos para viver, em média, 150 anos.

Outra característica importante para quem se interessa pelo culitvo da castanheira – especialmente para os pequenos produtores de estrutura familiar – é o baixo custo da produção da castanha e sua alta produtividade. Isto sem falar no elevado preço que o fruto, ao natural, atinge nos mercados e casas especializadas das grandes cidades do Sudeste brasileiro durante as festas de final de ano, quando são mais procuradas, e das inúmeras possibilidades de aproveitamento industrial no fabrico de doces.

Transformação radical

As pequenas e claras flores da castanheira portuguesa ficam agrupadas em torno de uma longa e fina haste. Quem observa a sua interessante forma com cuidado, no entanto, costuma ficar intrigado pensando como será o processo engendrado pela natureza para transformar aquelas compridas e delicadas hastes nos ouriços, que são como bolas e cheios de espinhos.

Apesar do crescente interesse em sua produção, o Brasil ainda precisa importar a maior parte da castanha que consome.

Embora até bem pouco tempo atrás se atribuísse o nome científico de Castanea vesca à castanheira portuguesa, sabe-se hoje que a variedade comumente cultivada e que produz as tão famosas e apreciadas castanhas portuguesas é, na verdade, a Castanea sativa.

Com um ou outro nome, as castanhas portuguesas, abundantes na Europa, costumam ser consumidas cozidas, assadas, torradas ou reduzidas a uma nutritiva farinha. Ricas em amido e açúcares, por muitos séculos elas constituíram parte importante da dieta alimentar das classes populares e camponesas do continente europeu. São incontáveis as receitas de pratos salgados que levam castanhas como ingredientes: farofas, purês, recheios e molhos servidos como acompanhamento para carnes vermelhas, peixes e aves.

Mas, fundamentalmente, com a castanha inteira ou em pedaços desenvolveu-se, no Velho Mundo, uma série de receitas e de técnicas para a confecção de doces de fino paladar. Secas, açúcaradas, em calda, cristalizadas ou ainda na forma de purês, cremes e pudins, as castanhas, com seu nome francês de “marron”, transformaram-se em iguarias para apreciadores da boa mesa. Dizem, até mesmo, que o sabor do “marron-glacé” (doce feito com a castanha inteira, levemente açúcarada) é o mais delicado e melhor do mundo.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Caraguatá

Nome da fruta: Caraguatá

Nome científico: Bromelia antiacantha Bertol.

Família Botânica: Bromeliaceae

Categoria: Ácida

Origem: Brasil

Características da planta: Herbácea, terrestre, que forma estolões. Folhas numerosas, acuminadas, com bordas providas de espinhos rijos. Flores com pétalas alvas e sépalas roxas.

Fruto: Tipo baga, grande, oval. Polpa comestível de coloração amarelada, ácida.

Frutificação: Quase o ano todo.

Propagação: Semente e propagação vegetativa.

Composição por 100 g de parte comestível: Calorias, nutrimentos e minerais:

Calorias 51, Proteínas 0,6(g), Lipídios 0,1(g), Glicídios 13,5(g), Fibra 1,3(g), Cálcio 18(mg), Fósforo 16(mg), Ferro 2,6(mg)

Composição por 100 g de parte comestível: Vitaminas:

Vitamina B1 0,04(mg), Vitamina B2 0,04(mg), Niacina 0,5(mg), Vitamina C 33(mg)

O caraguatá vislumbra-se um espetáculo único de transformação, em que, de cor em cor, lenta e pacientemente, a bromélia vai-se metamorfoseando para criar belas flores e, logo mais, frutos.

O processo inicia-se com a planta inteiramente verde, uma moita quase sem caule e cheia de espinhos. Como ela se reproduz em touceiras que vão se multiplicando uma ao lado da outra, em geral forma-se um aglomerado verde que se torna intransponível.

Então, a primeira surpresa para aqueles que pensam tratar-se apenas de uma moita espinhenta qualquer: as folhas internas da planta começam a alaranjar-se e, depois, a avermelhar-se. Nesse momento começam a dar as caras as belas flores do caraguatá. Aos poucos, elas vão se revelando brancas como flocos de neve, em pequenos cálices; em seguida, começam a surgir algumas pétalas roxas, que logo tomam todo o cacho. Em breve, tem-se um belíssimo buquê, localizado exatamente no centro da planta. Enquanto isso, as folhas avermelhan-se cada vez mais, atraindo nuvens de insetos polinizadores.

À medida que cada uma das florzinhas vai-se transformando em fruto, chegando a mais de 100 por cacho, que vão se inchando e se espremendo, a planta volta a ficar verde. O espectador pode pensar que o espetáculo está terminado, mas engana-se novamente.

O ato final, a maturação do fruto, ainda reserva mais uma surpresa: a sua casca, de verde que era vai se amarelando para dar seguimento à sua última transformação e chegar à coloração laranja, viva e brilhante dos caraguatás maduros.

Será praticamente impossível que o espectador não se sinta tentado a provar do fruto, o que, entretanto, será uma decepção. Ácido, ele queimará impiedosamente a boca incauta, como se avisasse que os prazeres chegaram ao fim. Talvez seja dessa característica que derive o nome “caruá-atã”, palavra que, em língua indígena tupi, significa duro, forte.

Mas não é preciso se render: com paciência e coragem para retirar os frutos do meio dos espinhos, o caraguatá poderá ser tranquilamente apreciado na forma de suco, doce ou licor. Também, por outros motivos, o esforço terá sido válido, pois o fruto é bastante prezado na medicina popular, sendo utilizado como base para xaropes contra tosse, asma e bronquite.

O caraguatá é apenas uma das cerca de 1,5 mil espécies de bromélias que, estima-se, existem no Brasil. Dessas, mais de mil são nativas, espalhando-se por toda a área de ocorrência de Mata Atlântica, além de outras regiões de vegetação tropical semelhante.

Seu parente mais famoso talvez seja o abacaxi, que provém de uma moita muito semelhante à do caraguatá, porém sem apresentar o espetáculo festivo das cores em transformação.

Os espinhos existentes nas folhas de caraguatá, assim como em outras plantas da mesma família, têm também outros usos. Os indígenas nativos costumavam utilizá-los como agulhas ou alfinetes, Com os quais costuravam redes, bolsas e vestes.

Hoje em dia, dando-se mais valor à beleza da planta aproveitando-se da força de seus espinhos, utilizam-se conjuntos de caraguatá alinhados no paisagismo de jardins e parques, com o objetivo de formar cercas vivas.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas