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Fruta – Sorva

Nome da fruta: Sorva

Nome científico: Couma utilis (Mart) Mull. Arg.

Família botânica: Apocynaceae

Categoria:

Origem: Região amazônica

Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura, copa ampla e densa. Possui látex abundante, leitoso e potável ao longo de toda a planta. Folhas rígidas, de coloração verde  e brilhante. Flores pequenas, reunidas em inflorescência, de coloração rósea.

Fruto: Tipo baga, globoso de coloração verde, passando a castanho-escura quando maduro, casca fina contendo suco leitoso e viscoso. Polpa mucilaginosa e coloração amarelada.

Frutificação: Dezembro a março

Propagação: Semente

As sorveiras são diversas e bastante comuns em toda a região amazônica, onde são frequentes, especialmente em terras dos estados do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Rondônia, chegando até às Guianas, à Colômbia e ao Peru.

Encontram-se sorvas silvestres em meio à floresta densa de matas virgens, em terrenos alagados ou de terras firmes. Algumas variedades são espontâneas nos campos e campinas e em matas secundárias, sendo também cultivadas nos arredores de Manaus, Amazonas.

Os frutos das sorveiras, em todas as suas variedades, são do tamanho de limões e, no princípio, verdes, passando a uma cor parda e escura. Apesar de apresentarem um sabor adocicado e de se constituírem em alimento para as populações regionais, sendo consumidos ao natural ou como bebida refrigerante, os frutos da soveira não são os produtos que mais se aproveitam dessa árvore.

Retirado do pé por um processo semelhante ao da extração da seringueira, o látex da sorveira tem grande utilidade como matéria-prima industrial, em especial na fabricação de goma de mascar. Segundo Paulo Cavalcante, a exploração da sorva com essa finalidade e o seu comércio já foram muito intensos na floresta, tendo se reduzido bastante nas últimas décadas do século 20.

O látex da soveira pode, ainda, ser utilizado industrialmente na produção de outras gomas e de vernizes. Desde tempos longínquos, os povos indígenas da Amazônia sabem que, além das utilidades alimentícias, o látex da sorveira tem propriedades isolantes, sendo bastante resistente ao tempo e à umidade. Coagulado e misturado com outras substâncias, por exemplo, esse látex é muito empregado na calafetação das embarcações e caiação das paredes das habitações locais.

Leite vegetal

Do tronco das sorveiras é possível extrair boas quantidades de um látex espesso, branco e viscoso, que é comestível e de paladar adocicado. Esse látex pode ser ingerido puro ou misturado à farinha de mandioca. É costume, porém, utilizá-lo sempre diluído em água. Dessa forma, é usado como bebida em substituição ao leite da vaca, acrescido de café ou, ainda, como ingrediente no preparo de mingaus. Na floresta, por exemplo, o caboclo ou o seringueiro saem para a jornada de trabalho sem precisar levar qualquer alimento: sabem que ali encontraram as sorveiras com seu látex consistente, fornecendo alimento puro e natural. E é ali que o trabalhador local, habitante da terra, encontra parte importante de seu sustento diário.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

O poder do damasco

Nome da fruta: Damasco

Nome científico: Prunus Armeniaca

Família: Rosaceae

Categoria: Oleaginosa

Contém 0,2% de proteínas, 15% de hidratos de carbono. Vitaminas A, B1, B2, B3, B5, C e ácido fólico. Possui os sais minerais sódio, potássio, fósforo, cálcio, magnésio, enxofre, além de traços dos minerais: cobre, zinco e ferro. Por causa da vitamina A (betacaroteno), o damasco é muito saudável para a pele, todas as membranas, mucosas, e para a visão.

Existem cerca de 50 variedades da fruta e seu sabor doce provém da sua elevada proporção de hidratos de carbono e sacarose. É recomendado para tratar doenças pulmonares, como a asma, para prevenir a cegueira noturna e para diminuir o risco de cancro do estômago e do pulmão.

É um fruto de fácil digestão, com propriedades mineralizantes e laxantes.

Embora com mais calorias que os damascos frescos, os damascos secos são considerados um dos melhores frutos para a saúde, pois constituem fonte concentrada e prática de nutrientes. Até fazem parte da dieta de astronautas.

100 gramas de damasco fresco possuem 35 calorias.

Fonte: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais

O poder do cupuaçu

Nome da fruta: Cupuaçu

Nome científico: Theobroma Grandiflorum

Família: Sterculiaceae

Categoria: Ácida

O cupuaçu possui as vitaminas C, A, B1 e B2. Sais minerais presentes na fruta: potássio, selênio, cálcio, fósforo, ferro, além de proteínas.

Seu fruto possui pectina, dois aminoácidos em média, 316 mg de lisina e 60 mg de triptofano. O triptofano no nosso estômago se transforma em serotonina, que é o hormônio da alegria e do bem-estar.

Fruta muito saborosa e de cor marrom, o cupuaçu tem a casca dura. Os índios a utilizam como adubo e ela corresponde a cerca de 40% do seu peso. O fruto pesa em média 2 quilos; existem frutos que chegam a pesar em torno de 4 quilos. Cada um tem em média 35 sementes.

Da sua polpa (encontramos no mercado brasileiro e estrangeiro) são feitos sucos, por sinal de ótima qualidade, e cremes, bastante utilizados na culinária amazônica e na paraense. Também é empregada na elaboração de sorvetes, geleias, bombons, iogurtes etc. e tem vasta utilização como cosmético.

Essa fruta brasileira que poucos conhecem é mais uma dádiva da natureza, considerado – assim como a uva (extrato), o pêssego e a maçã – um alimento dos deuses. Atualmente é pesquisado em vários países do mundo, sendo dissecado à procura de seus nutrientes para logo o fazerem sintético. E lamentavelmente os estrangeiros descobriram suas propriedades medicinais antes de nós.

Essa fruta, nativa da Floresta Amazônica, muito consumida pelas tribos indígenas, é encontrada com facilidade na Alemanha, Inglaterra, Japão e França.

O cupuaçu apresenta baixo valor calórico, inclusive 4 vezes menos do que o açaí. Em 100 gramas de cupuaçu há 60 calorias.

As suas sementes são ricas em gorduras e proteínas (presentes mais nas sementes do que na polpa) e possuem uma substância, o cupulate, que é uma espécie de chocolate, que já vem sendo utilizado em substituição ao cacau, assim como a alfarroba. As sementes são transformadas também em pó e utilizadas para fazer leite e manteiga.

Fonte: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais