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A história da carambola

Nome da fruta – Carambola

Nome científico – Averrhoa carambola L.

Família botânica – Oxalidaceae

Categoria

Origem – Ásia

Características da caramboleira – Árvore de até 8 metros de altura, tronco tortuoso com ramos flexíveis. Folhas formam copa densa. Flores pequenas, pétalas alvas e púrpuras no centro.

Fruto da caramboleira – A carambola é uma fruta tipo baga, alongada e oval, com cinco gomos salientes, de coloração amarelo-ouro, translúcido na maturação. Polpa comestível, carnosa, ácida, que envolve duas sementes pequenas em cada gomo.

Frutificação da caramboleira – Primavera e verão

Propagação da caramboleira – Semente

A carambola é originária da Ásia Tropical, da região da Malásia e parte da Indonésia. Segundo Pio Corrêa, apesar de nunca ter sido encontrada em estado silvestre, sua pátria deve ser, provavelmente, a Índia.

Atualmente, a caramboleira é cultivada nos trópicos em ambos os hemisférios. De acordo com Ivo Manica, além do Brasil, onde se destacam alguns municípios do interior de São Paulo (como Mirandópolis, Cendral e Guaiçara) e estados nordestinos (do Vale do Rio São Francisco), constam como grandes produtores de carambola no mundo a Guiana, a Malásia e os Estados Unidos (nos estados da Califórnia, Flórida e Havaí).

No Brasil, a caramboleira parece ter sido introduzida em 1817, na região do Nordeste, mais precisamente em Pernambuco. Dali, a árvore teria se espalhado por todo o litoral brasileiro, podendo ser encontrada produzindo desde o Pará até o Rio Grande do Sul, em locais onde não ocorram geadas.

No Brasil, no entanto, de maneira geral, a carambola permanece sendo considerada como uma fruta de quintais e pomares caseiros.

Apesar do seu potencial comercial – tanto para o consumo ao natural como para a produção industrial de geleias e compotas -, o cultivo da carambola em grande escala ainda é bem menor do que poderia ser. O que é um desperdício, dadas as qualidades nutritivas e a generosidade da fruta e da fruteira.

Hoje, existem muitos cultivares de carambola em produção no mundo, gerando frutos de qualidades e tamanhos diferentes. Alguns deles, mais doces, são apropriados para o consumo ao natural e outros, mais ácidos, destinam-se à produção industrial, variando também de acordo com o mercado consumidor ao qual se destinam. Segundo Ivo manica, os mercados asiáticos (especialmente Hong Kong e Cingapura), que são os maiores consumidores de  carambola do mundo, preferem os frutos maiores e maduros, enquanto os europeus escolhem as carambolas pequenas e levemente verdes.

A carambola tem muitos apreciadores cativos. Além do consumo ao natural, sozinha ou associada a outras frutas, presta-se à confecção de deliciosas geleias, doces (desidratados ou compotas), sucos, sorvetes e como ingrediente para coquetéis de sabor tropical e refrescante, sendo também ingrediente para saladas e molhos. Quando verde, elas podem ser conservas salgadas, do tipo picles, o que lhes confere um sabor exótico e uma aparência decorativa.

A fruta é bastante rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro), contendo ainda vitaminas A e C, além de ser, também, fonte natural de ácido oxálico. Por efeito desse ácido, o caldo da carambola é usado, popularmente, para eliminar ou atenuar manchas de ferrugem em panos e em objetos de metal.

Alimento em forma de flor

A caramboleira é árvore ornamental, sobretudo na época da floração e da frutificação. Tanto a árvore como as suas flores e frutos possuem o dom da beleza e do encantamento.

Quando a caramboleira cresce e ganha idade, ocorre, às vezes, de seus galhos – bastante flexíveis e de espessa folhagem – tocarem o chão, quase escondendo o tronco. Antes de se transformarem em belos frutos, as pequenas flores da caramboleira, de cor violeta no centro e esbranquiçadas nas bordas, cobrem toda a árvore, ajuntando-se aos montinhos. Essas flores, além de encantar os olhos, são também agradáveis ao paladar, sendo utilizadas, em alguns países, como ingredientes e tempero de saladas.

Carambola, a fruta estrela

A carambola é uma fruta bonita, curiosa e diferente. Desde muito pequenina, como miniatura de cera, ela mantém a forma delicada que lhe é peculiar. Sempre com cinco gomos longitudinais bastante pronunciados, o fruto da caramboleira, quando cortado no sentido transversal, adquire o aspecto de uma perfeita estrela de cinco pontas. A coloração da casca vai do verde-claro ao amarelo-gema, dependendo do grau de maturação da fruta, dando a impressão de que ela é translúcida. A polpa da carambola é, em geral, abundante e de consistência rígida. O sabor da carambola pode variar muito, de árvore para árvore e de fruto para fruto, mas costuma ser adocicado quando amadurece e um tanto ácido e adstringente quando ainda verde.

Bilimbi

Nome científico – Averrhoa bilimbi L.

Origem – Ásia

Bilimbi é uma fruta muito próxima da carambola, sendo fruto de plantas do mesmo gênero e família. Pouco menor do que a sua parente mais bonita e um pouco mais esverdeado, o bilimbi difere da outra basicamente pelo formato mais alongado e por não apresentar o conhecido aspecto de estrela tão definido.

Na verdade, tanto seu sabor como a aparência lembram os de um pequeno pepino. A polpa firme e o suco abundante do bilimbi contêm também altos teores de vitamina C e de ácido oxálico. Verde ou maduro, ao contrário da carambola, o bilimbi é muito ácido e amargo para ser comido cru. Processado, salgado ou doce, o bilimbi tem os mesmo usos que a carambola. Como a caramboleira, supõe-se que ele deva ser originário do Sudeste Asiático, das ilhas da região da Malásia, onde até hoje é bastante produzido e comercializado. O bilimbi se aclimatou-se muito bem na Amazônia. Acredita-se que tenha sido introduzido via Caiena, nas Guianas, explicando-se, por esse motivo, o nome “limão-de-caiena” pelo qual é conhecido por ali.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

A história do caqui

Nome da fruta – Caqui

Nome científico – Diospyros kaki L.

Família botânica – Ebenaceae

Categoria

Origem – Ásia

Características do caquizeiro – Árvore geralmente com 12 metros de altura, com copa arredondada e ramificada. Flores de coloração alvo-amarelada.

Fruto do caquizeiro – O caqui é um fruto tipo baga, arredondado, levemente achatado, de coloração alaranjada, amarelo-clara, amarelo-escura a vermelho-alaranjada. O caqui tem polpa viscosa, de coloração vermelho alaranjada, adocicada, envolvendo as sementes.

Frutificação do caquizeiro – Final de verão até o outono

Propagação do caquizeiro – Semente, estaca e enxertia

O caqui é fruta proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levada para a Índia e para o Japão. Nativo de climas subtropicais, segundo Eurico Teixeira, o caqui cresceu no seu habitat em estado silvestre desde épocas imemoriais. Com o passar do tempo, durante milênios, espalhou-se pelos cinco continentes, sendo hoje cultivado em quase todas as regiões de clima temperado e subtropical do mundo.

O caqui pertence à família botânica das Ebenáceas, cujas espécies que produzem frutos comestíveis pertencem ao gênero Diospyros, que em grego, quer dizer “alimento dos deuses”. Entre eles, o caqui é o fruto de maior importância econômica.

O caquizeiro foi introduzido no Brasil provavelmente ainda no final do século 19, em São Paulo, mas a expansão de seu cultivo só ocorreu a partir de 1920 com as grandes levas de imigrantes japoneses. Estes trouxeram a tradição do consumo e o conhecimento sobre a cultura da planta, além de diversas variedades e cultivares. Aqui, o caqui aclimatou-se muito bem e passou a frutificar ainda melhor do que nos países de origem, tendo se tornado produto de importante exploração comercial.

O caquizeiro perde as folhas completamente no inverno e, mesmo não sendo muito exigente com relação ao frio, sua produção melhora consideravelmente nos anos de inverno mais intenso. A árvore suporta bem o calor, desde que o inverno seja frio e ocorra na época certa. Por isso, ela se dá tão bem em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e nas regiões serranas de Minas Gerais e do Espírito Santo.

No Sul, Sudeste e em algumas regiões do Brasil Central, mais de 1 milhão de pés de caqui garantem uma safra grande e de boa qualidade para os produtores e amantes da fruta.

Mais da metade da produção nacional é proveniente dos grandes pomares existentes no Estado de São paulo, especialmente nas regiões do Vale do Paraíba, de Campinas, de Sorocaba e da Grande São Paulo, destinando-se, basicamente, ao mercado interno. São cerca de 87 mil toneladas por ano, principalmente dos municípios de Mogi das Cruzes, Ibiúna, Guararema e Morungaba.

No Brasil, são cultivados três grandes tipos ou variedades de caqui: os taninosos ou “sibugaki”, de coloração quase vermelha e que necessitam de tratamento após a colheita para se tornarem comestíveis, pois deixam na boca uma sensação adstringente em virtude do excesso de tanino que possuem; os “amagaki”, que são os caquis doces ou não taninosos, de polpa firme e mais amarelos quando maduros, e podem ser consumidos sem nenhum tratamento; e os variáveis, que apresentam polpa amarela e não possuem sementes e nem tanino, ou têm polpa escura e possuem sementes e tanino.

São muitos os tipos de caqui existentes. Pimentel Gomes afirma que, apenas no Japão, estão catalogados mais de 800 variedades de caqui. Para Eurico Teixeira, “nenhuma fruta varia mais do que o caqui em forma, tamanho, cor, polpa, sabor, cor da polpa, forma das sementes, textura e grossura da casca”.

Passa de caqui

Embora muito pouco conhecidas, existem receitas de sobremesas – Tais como bolos, biscoitos e musses – preparadas com a polpa do caqui. Iguaria muito apreciada pelos descendentes de japoneses que vivem no Brasil, a passa do caqui desidratado – que tem melhor qualidade se produzida com as variedades de caqui de polpa mais firme, quando estes não estão muito maduros nem verdes – é praticamente a única forma de se conservar a fruta na entressafra. Esse processo, assim como o de qualquer fruta passa, tem a grande vantagem de manter as qualidades nutritivas da fruta, sem que lhe sejam adicionados produtos químicos ou nocivos à saúde.

Qualquer que seja a variedade, o fruto do caquizeiro é quase só polpa. De aparência gelatinosa e fria, concentrando boas quantidades de caroteno e vitaminas do complexo B e C, a polpa do caqui é constituída basicamente de mucilagem e pectina, responsáveis por sua aparência. O seu teor de açúcar varia entre 14 e 18% e supera o da maioria das frutas de consumo popular.

Variedades de caqui

Os cultivares de caqui mais explorados comercialmente no Brasil variam de acordo com as regiões em que são produzidos. Em São Paulo prevalecem os tipos Taubaté e Rama Forte (macios ou moles) e Fuyu (crocantes ou duros) e, no Rio Grande do Sul, os caquis Fuyu e Kioto (macios ou moles). O cultivar Fuyu, do grupo dos caquis “amagaki”, é o mais importante no mercado internacional, sendo até mesmo exportado pelo Brasil para a Europa, ainda que em pequena escala.

Fruta elegante e delicada, o caqui é degustado basicamente ao natural, à mesa e com talheres.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

A história do abacaxi

Nome da fruta: Abacaxi

Nome científico: Ananas comosus (L.) Merril.

Família botânica: Bromeliaceae

Categoria:

Origem: América Tropical

Características da planta: Herbácea geralmente com até 80 centímetros de altura. Folhas longas  duras, dispostas em espiral, partindo da base, formando uma roseta. Flores pequenas, de coloração rósea e roxo púrpurea, reunidas em inflorescência do tipo espiga, que se desenvolverá originando a fruta do abacaxi.

Fruto: Tipo composto, o conjunto de pequenos frutos formam uma infrutescência, estrutura de forma ovóide, conhecida como abacaxi. Na porção superior forma-se uma “coroa” de folhas duras, de coloração verde intensa, denominadas brácteas. A haste interna do abacaxi é envolta pela suculenta polpa que é comestível.

Frutificação: Durante o ano todo

Propagação: Vegetativa por brotação

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A história do abacaxi

Quando Cristovão Colombo chegou à Ilha de Guadalupe, no Novo Mundo, o abacaxi foi oferecido aos invasores europeus num gesto de hospitalidade e boas-vindas. Em virtude de um julgamento um tanto forçado e bastante apressado, a fruta foi considerada semelhante ao fruto do pinheiro europeu, sendo então chamada de “piña”, como é até hoje conhecida nos países de língua espanhola.

Provavelmente nativo do sul da América do Sul, da região onde hoje fica o Paraguai, o abacaxi foi carregado por toda a América pelos guaranis, tornando-se espécie cultivada pelas populações autóctones até a região da América Central e do Caribe muito antes da chegada dos europeus.

Apenas depois de muito tempo de sua chegada a Europa, soube-se que aquilo que costumava ser considerado como uma fruta única não passava de uma ou duas centenas de pequenos frutos aglomerados em torno de um mesmo eixo central: cada “olho” ou “escama” da casca do abacaxi é um fruto que cresceu a partir de uma flor, fundindo-se todos os frutos em um grande corpo, chamado infrutescência, no topo do qual se forma a coroa.

O abacaxi, com o nome de “piña”, foi levado para a Europa como testemunho da exuberância exótica das terras existentes a oeste do Atlântico. Espécie de fruto de fácil dispersão e cultivo, o abacaxi cruzou os mares do mundo a bordo de galeões e caravelas, chegando para ficar na África, na China, em Java, na Índia e nas Filipinas. Nesses locais, o abacaxi propagou-se com facilidade e rapidez, tendo sido muito bem aproveitado nos últimos cinco séculos.

Na Inglaterra, a partir do século 17, iniciou-se o cultivo do abacaxi em estufas especialmente preparadas para manter a temperatura equivalente à temperatura tropical de que a planta necessita para crescer. Com sua coroa espinhenta, passou a ser chamado, no feminino, de a “rainha das frutas”. Transformado em iguaria de reis e rainhas, o abacaxi foi oferecido como símbolo de hospitalidade a convidados especiais da nobreza também nas cortes européias.

No transporte do Novo para o Velho Mundo, o abacaxi deixou de ser apenas uma fruta e passou a ser um verdadeiro modelo de beleza e exotismo, representado incansavelmente pelas belas artes, estudado e admirado pelas ciências da natureza. Uma imagem que permaneceu misteriosa por muito tempo, até que pudesse ser completamente desvendada pela ciência botânica.

De perfume forte e sabor variado, ora dulcíssimo, ora bastante ácido, a massa composta pelo conjunto do abacaxi constitui uma polpa refrescante e cheia de caldo. Além do consumo ao natural, tais virtudes o recomendam como fruta que se presta à produção de uma grande variedade de doces, tais como compotas, cristalizados, geléias, sucos, sorvetes, cremes, gelatinas, tortas e pudins.

No Brasil, faz-se também uma bebida, chamada aluá, bastante conhecida e apreciada no Nordeste: deixam-se as cascas do abacaxi imersas em água por alguns dias, até que se processe a sua fermentação.

O abacaxi é, seguramente, uma das frutas tropicais mais populares do mundo, sendo muito utilizada no preparo de coquetéis de espírito festivo, tais como a famosa “piña colada”, feita com suco de abacaxi e rum.

O abacaxi não é fruta calórica, mas seu conjunto contém altas porcentagens de vitaminas A, B e C, assim como carboidratos, sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e fibras. dos restos do abacaxizeiro também se pode extrair a bromelina, uma enzima nobre que ajuda a decompor proteínas, resultando dessa extração um bagaço consistente que pode ser utilizado como ração animal.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de abacaxi, com mais de 1400 mil toneladas anuais. As principais plantações brasileiras, responsáveis pela produção de cerca de 850 mil toneladas, estão concentradas na região do Triângulo Mineiro (Minas Gerias) e nos estados da Paraíba e do Pará. Outras regiões do país também são responsáveis pela produção de grandes quantidades de abacaxis: no Nordeste, destacam-se a Bahia, o Rio Grande do Norte e o Maranhão; no Sudeste, São Paulo (municípios de Araçatuba e Bauru), Rio de Janeiro e Espírito Santo; no Centro-Oeste, Goiás; e no Norte, o Estado de Tocantins.

No entanto, apesar de manter uma área de cultivo bem maior que os outros países produtores, o Brasil ainda não detém completamente as técnicas que permitem a alta produtividade obtida nos abacaxizais da Costa Rica, Bélgica, França, África (Costa do Marfim e Gana), dos Estados Unidos , Tailândia e Filipinas.

Ananás

Nome científico: Ananas ananassoides (Baker) L. B. Smith

Origem: Brasil

Botanicamente semelhante ao abacaxi, porém de menor tamanho, o ananás é uma infrutescência que alcança entre 6 e 12 centímetros de comprimento disposta no ápice de uma longa haste. Também utilizado como planta ornamental, ainda hoje algumas espécies silvestres de abacaxis são conhecidas pelo nome de ananás. Para os indígenas guaranis, a palavra ananás significa “fruta saborosa” ou “fruto excelente”. No entanto, foi outra de suas denominações indígenas que deu origem à palavra abacaxi em português: “iuaka’ti”, significando “fruta cheirosa”.

Variedades mais cultivadas

No Brasil, cultivam-se abacaxis das variedades Pérola e a Havaí ou Smooth Cayane. A primeira, de perfume forte e casca esverdeada mesmo quando madura, tem a polpa branco-pérola, refrescante e cheia de caldo, sendo a preferida pelo mercado de frutas secas. A segunda, de casca alaranjada e polpa de tom amarelo-pálido, é maior, mais ácida e resistente sendo, por isso mesmo, normalmente destinada às indústrias de compotas (frutas em calda, em pedaços ou rodelas) e de sucos concentrados, os dois principais produtos derivados do abacaxi destinados à exportação.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas