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A história do coco-da-baía

Nome da fruta – Coco-da-baía

Nome científico – Cocos nucífera L.

Família botânica – Arecaceae (Palmae)

Categoria –

Origem – Ásia

Características do coqueiro – Palmeira geralmente com até 30 metros de altura, estipe solitário, curvo ou ereto. Folhas grandes, podendo atingir até 3 metros de comprimento, pêndulas com folíolos de coloração verde-amarelada. Flores numerosas, de coloração alva, reunidas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto do coqueiro – Tipo drupa, ovóide quase globoso. A parte mais externa do fruto, chamada epicarpo, possui casca lisa de coloração esverdeada quando jovem. Durante seu desenvolvimento, o epicarpo torna-se castanho e desprende-se da porção mediana do fruto, chamada mesocarpo, que é fibrosa. Quando o fruto seca, o mesocarpo desprende-se quase totalmente, restando sobre a parte mais interna do fruto, muito duro, chamada endocarpo, apenas algumas fibras. No interior o endocarpo, o líquido levemente adocicado (água-de-coco), vai se tornando gelatinoso e adere ao endocarpo. O conhecido coco comestível, duro, branco, oleoso e saboroso é denominado de albúmen.

Frutificação do coqueiro – Durante o ano todo, porém mais intensamente no final do inverno até o verão.

Propagação do coqueiro – Coco-semente, ou seja, o fruto inteiro.

A origem do coqueiro – a palmeira que dá o famoso coco-da-praia, coco-da-índia, coco-da-baía ou, simplesmente, coco – é bastante controversa. Uns dizem que ele é oriundo da Índia, outros afirmam que ele é proveniente das ilhas do Pacífico. Alguns, ainda, o julgam africano. E, para completar, muitos ousam afirmar que ele já existia, em tempos pré-colombianos, na América Central. Na verdade, sua origem exata ainda é desconhecida, perdeu-se no tempo, pois há muitos séculos já é encontrado em quase todas as regiões litorâneas tropicais e subtropicais do planeta.

O certo é que, no Brasil, ou melhor, na Bahia, o Cocos nucifera chegou em 1553, a bordo das embarcações portuguesas, provenientes das ilhas de Cabo Verde, para onde, por sua vez, havia sido levado pelos mesmos portugueses, como nos dá notícia o viajante Gabriel Soares de Souza. Dali, da região do Recôncavo Baiano, espalhou-se por toda a costa do Brasil, provavelmente levado por dispersão natural, através das correntes marítimas.

Coqueirais

Hoje, por toda a faixa litorânea do país, em especial na região Nordeste, encontram-se diferentes paisagens cobertas por extensos coqueirais, muitos deles constituindo grandes plantações exploradas comercialmente.

Segundo Câmara Cascudo, pouco mais de 50 anos após a sua introdução no país, Frei Vicente do Salvador já observava que as grandes palmeiras eram cultivadas em quantidade. Na nossa terra, o coqueiro não revelou todas as suas potencialidades alimentares imediatamente ao indígena que habitava a área: dos coqueiros o habitante da terra aproveitava apenas a água doce e a fina polpa, nutritivas e refrescantes, de seu fruto verde. Ainda segundo o mesmo autor, foi apenas com a chegada dos escravos africanos, especialmente os originários de Moçambique – onde a extração e o aproveitamento do leite de coco já eram práticas comuns, herdadas da longínqua Índia – que se iniciou a perfeita alquimia que culminou com a criação dos deliciosos e únicos pratos da original culinária afro-brasileira.

Que pratos dessa culinária podem levar leite de coco ou coco puro? Muitos, ou quase todos! Entre os salgados, o vatapá, o caruru de folha, o efó, as frigideiras de maturi, todos os peixes e frutos do mar, as moquecas (de arraia, ostra e siri-mole), o xinxim de galinha, o arroz-de-huaçá e tantos outros. Entre os doces, a baba-de-moça, as cocadas (branca, queimada ou de coco-verde, de cortar ou de colher, a cocada-puxa), o quindim, o “creme do homem”, o beiju molhado, o cuscuz de tapioca, os bolos todos (de aipim, fubá de milho, milho verde, tapioca, massa puba, farinha de trigo), os mingaus de milho, de puba e de tapioca, a canjica, a pamonha, o xerém, o munguzá, a paçoca de banana, entre tantas outras invenções possíveis.

Água-de-coco verde

Na orla de quase todas as praias do Brasil é costume a venda do coco para o consumo de água-de-coco verde. Nos quiosques, o único instrumento do vendedor é o enorme facão de que se utiliza para, em dois ou três golpes, tirar a tampa da parte externa no coco e fazer-lhe uma pequena incisão, de onde se suga a água doce e refrescante.

Apesar de se tratarem de pratos bastante específicos e típicos, muitos dos princípios contidos em seu receituário foram incorporados às outras culinárias regionais, tendo sido transformados e adaptados de acordo com os ingredientes e costumes locais, mantendo, é claro, o precioso sabor do coco-da-baía, em leite ou pedaços.

Para Pio Corrêa, “sem dúvida alguma, entre as numerosas palmeiras utilíssimas ao homem, esta é a mais importante de todas”. De fato, como nas demais plantas da família das Palmáceas, do coqueiro nada se perde. Porém, neste caso, o fruto é, essencial e fundamentalmente, a parte mais valiosa.

Antes de atingir a perfeita maturação, quando está ainda verde, o coco-da-baía contém um líquido de cor clara, de sabor adocicado, conhecido como água-de-coco. Refrigerante, nutritiva e terapêutica, a água-de-coco tem inúmeras aplicações e o melhor dela é o seu próprio e delicioso sabor. É também eficiente como soro hidratador, podendo ser utilizado como auxiliar no tratamento das doenças infantis e dos organismos debilitados.

Subindo no coqueiro

A altura do coqueiro-da-baía dificulta bastante  a coleta de seus frutos, tornando-a uma atividade arriscada que exige do apanhador grande destreza e prática, uma vez que os cocos devem ser colhidos ainda verdes, no alto da palmeira. Em geral, a apanha é feita com o auxílio da “peia” constituída por tiras com alças que ficam envoltas no estipe da palmeira. O coletor vai subindo ou descendo as alças alternadamente, fazendo com que funcionem como degraus de uma escada móvel. Por outro lado, apesar de exigir tamanha ginástica, com toda a sua altura, elegância e porte, o coqueiro transforma-se em uma das mais belas e ornamentais plantas existentes.

Com a idade, em seu processo de maturação, diminui a quantidade de água no interior do fruto, aumentando, ao mesmo tempo, a espessura e a consistência de sua polpa. Dessa polpa branca, carnuda e oleosa, “extrai-se o leite de coco, de uso culinário por excelência.

O bagaço, acrescido da polpa integral e de outras matérias, é também utilizado na fabricação de azeite, de sabão, de velas e de margarina. A fibra do coco, que envolve essa parte carnosa, tem ampla utilização no fabrico de capachos, passadeiras, sacos, broxas, escovas, redes, esteiras, enfim, uma infinidade de artefatos.

Coqueiro anão

No Brasil, os coqueiros são encontrados em duas variedades: a gigante e a anã. Os frutos obtidos, tanto numa variedade como na outra, têm as mesmas características e utilidades. O coqueiro anão – introduzido no Brasil em 1925, vindo da Malásia – não alcança mais do que 10 metros de altura, o que facilita bastante a coleta dos frutos. É mais precoce do que a variedade gigante, iniciando a frutificação no segundo ano após o plantio, também apresentando maior produtividade, cerca de 200 frutos por pé ao ano. Em compensação, vive apenas 20 anos, ou seja, bem menos tempo do que o centenário coqueiro comum.

Hoje, o coqueiro e seus frutos estão presentes em mais de 80 países ao redor do globo – na Indonésia, na África, na América central e do Sul e no Caribe -, tendo grande importância na vida e na economia de várias populações regionais.

O coqueiro comum é uma planta de grande longevidade, podendo viver além dos 150 anos, quando chega a atingir 35 m de altura. É esta a  variedade comum em todo o Nordeste brasileiro, região responsável por cerca de 85% da produção nacional e mais de 90% da área plantada.

Além da Bahia (o maior produtor de coco do país), destacam-se os estados do Pará, Ceará, Espírito Santo e Pernambuco. No ano de 2002, segundo dados do IBGE, o Brasil produziu cerca de 1,92 milhão de frutos, cultivados em cerca de 280 mil ha. Com todo esse volume de produção, em 2003 o Brasil ficou na sétima posição entre os principais exportadores do mundo.

Ele vive bem na praia, perto do mar e do sal, mas esta não é uma condição necessária para que seja cultivado com sucesso, preferindo as terras arenosas de regiões de clima quente. Atualmente, por exemplo, estão em andamento projetos de cultivo do coqueiro-da-baía em áreas irrigadas do sertão nordestino com bons rendimentos.

A propagação do coqueiro é feita por meio de coco-semente, provenientes das plantas matrizes ou mães. Entre os 6  e os 9 anos de idade, ele inicia a produção dos frutos, que se estabiliza quando chega aos 12 anos, alcançando uma média anual de 70 cocos por pé.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

A história do açaí

 

Nome da fruta – Açaí

Nome científico – Euterpe oleracea Mart.

Família botânica – Arecaceae (Palmae)

Categoria

Origem do açaizeiro – Brasil – Região Amazônica, Colômbia, Venezuela, Equador e Guianas.

Características do açaizeiro – Palmeira de estipe  delgado e elegante, geralmente com até 25 metros de altura. O açaizeiro forma touceiras, o que a difere do palmito-doce, Euterpe edulis Mart., da Mata Atlântica, que apresenta estipe simples. Folhas finamente recortadas, de coloração verde-escura, atingindo cerca de dois metros de comprimento. Flores pequenas, amareladas, agrupadas em cachos pendentes.

Fruto do açaizeiro – O açaí é um fruto tipo baga, arredondado ou oval, de coloração violácea quase negra, quando maduro, reunidos em cachos. O açaí tem uma polpa comestível, envolvendo a semente.

Frutificação do açaizeiro – Praticamente o ano inteiro, mais intensamente de outubro a janeiro.

Propagação do açaizeiro – Semente

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A história do açaí

As populações ribeirinhas do baixo Amazonas, desde Santarém até a ilha de Marajó, sabem que podem contar com essa palmeira alta e  esguia para o sustento e a nutrição de suas famílias praticamente ao longo de todo o ano, rareando apenas entre dezembro e janeiro, no auge do verão.

Do açaizeiro tudo se aproveita: frutos, folhas, raízes, palmito, tronco e cachos frutíferos. As folhas do açaizeiro são usados na cobertura das casas; suas fibras, na arte de tecer chapéus, esteiras, sacolas e rasas – cestas usadas como medida padrão na atividade extrativista em praticamente toda a Amazônia. A madeira de seu estipe, quando seca, transforma-se em toras bastante duráveis e resistentes às pragas e aos insetos, sendo muito utilizada na construção de casas, pontes e trapiches. Até mesmo os cachos secos do açaizeiro, após a extração dos frutos, são aproveitados como vassouras.

A coleta do açaí

Apesar do açaizeiro frutificar praticamente o ano todo, sabe o nativo que, quando a cigarra – “a mãe do Sol” – canta na boca do verão anunciando a estação seca, começa a melhor safra do açaí. E é ele quem vai subir no alto das delgadas palmeiras, que chegam a 20 metros de altura, para extrair os cachos maduros inteiros e carregados dos coquinhos negros.

Com muita destreza, força e equilíbrio, o apanhador escala a palmeira do açaí até atingir o alto, auxiliado apenas pela peconha – espécie de alça feita com palhas do próprio açaizeiro – que lhe prende os pés e lhe serve de apoio na subida. Lá em cima, após cortar apenas os cachos no ponto ideal – fala-se tuirá, quando as frutas estão pretinhas com a casca esbranquiçada -, o coletador começa a balançar o fino estipe em pêndulo até alcançar outra palmeira próxima. Ali mesmo ou na embarcação à espera na beira do Igarapé, os cachos são esbagoados e os frutos armazenados em cestos denominados rasas e paneiros, cuidadosamente fechados com as folhas da própria palmeira.

O açaizeiro é também fonte generosa na medicina popular: os frutos novos são utilizados no combate aos distúrbios intestinais; as raízes, empregadas como vermífugos; o palmito, em forma de pasta, atua como anti-hemorrágico quando aplicado após extrações dentárias.

Mas do açaizeiro aproveita-se, especialmente, o açaí, um coquinho arroxeado, quase negro quando maduro. É desse pequeno coco que se extrai, por maceração, o tradicional e bastante apreciado “vinho ou suco de açaí”. Transformado em suco ou vinho, o coco do açaizeiro, o açaí, possui um grande mercado em toda a região amazônica, alcançando uma cifra de consumo fabulosa, estimada entre 200 toneladas de açaí por dia apenas no Estado do Pará.

Touceiras ou reboladas de açaí

O açaizeiro, palmeira típica da região tropical brasileira, é parte indissociável da paisagem florestal amazônica.

O açaí desenvolve-se bem tanto em terras firmes como em várzeas sujeitas a inundações periódicas, desde que haja renovação constante das águas. Cultura perene e ribeirinha, o açaizeiro torna-se importante, também, na proteção do solo em condições tropicais de grande pluviosidade.

Uma das características principais da palmeira açaí é o fato de seu crescimento ocorrer em touceiras ou reboladas, na linguagem popular, que podem chegar a agrupar na mesma moita uma média de 20 palmeiras de idades e vigor diversos.

O açaí tem de ser processado diariamente em virtude de sua rápida fermentação, uma vez que não resiste mais do que 48 horas mesmo quando bem refrigerado. Assim, todos os dias, sete dias por semana, antes de clarear completamente  a manhã, os calçadões próximos ao Mercado Ver-o-Peso, na capital paraense, ficam tomados por cestos, sacos e latas repletos de açaí, provenientes das regiões interioranas. É a Feira do Açaí.

Depois de vendido no mercado, o açaí vai ser transformado em suco. Postos em água morna para amolecer e desgrudar a polpa dos caroços, os frutos são amassados à mão ou em máquinas apropriadas.

Polpa do açaí

Então, como bem descreve Câmara Cascudo, “da massa sanguineo-arroxeada, passada em peneira, se amassada à mão, dissolvida em várias águas, forma-se o vinho – a bebida chamada açaí”. Além do processamento comercial, é costume de inúmeras famílias do Pará produzir o “vinho de açaí” para seu consumo diário, vendendo o excedente na própria residência, que é identificada por uma pequena bandeirola vermelha colocada à porta de entrada.

Tradição provavelmente herdada dos grupos indígenas amazônicos, o açaí ocupa, atualmente, um papel básico na alimentação da população regional. O açaí é consumido a qualquer hora, sob a forma de refrescos e sorvetes, com ou sem açúcar, pela manhã, em substituição ao leite, sendo, inclusive, oferecido às crianças pequenas; em todas as refeições, engrossado com farinha-d’água ou tapioca, acompanhando peixes e camarão seco, carnes e arroz com feijão, ou ainda puro, quando não há outra mistura.

Se na região Norte o açaí é usado no dia-a-dia da população não como sobremesa, mas como prato principal, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e também no exterior, o uso da polpa de açaí tornou-se um hábito de grupos de jovens, da chamada “geração saúde”, que preferem consumir o suco de açaí misturado com outras frutas e cereais, entre as refeições, antes ou depois de práticas esportivas, como fonte de reposição de energia.

Paneiros com açaí

De fato, sabe-se que o açaí é alimento essencialmente energético, com elevado valor calórico, apresentando 2,37% de teor de proteína e 5,96% de gordura.

Apesar de tudo isso e da inegável importância na dieta alimentar amazônica, os açaizais nativos quase foram dizimados, a partir dos anos 1980, com a sua exploração para a extração de palmito, cuja produção era basicamente voltada para o mercado externo.

Nessa década e na seguinte, cerca de 95% de toda a produção nacional de palmito chegou a ser obtida através da derrubada dos açaizais, uma vez que praticamente se esgotaram as reservas nativas do palmito-doce da palmeira juçara, nativa da Mata Atlântica. A destruição dos açaizais de forma sistemática, ilegal, desordenada e clandestina provocou sérios danos ao meio ambiente, comprometendo a sobrevivência das populações extrativistas.

A partir de experiências realizadas por técnicos da Embrapa de Belém do Pará, desenvolveram-se novas técnicas de manejo para açaizais nativos. O desbaste racional das touceiras e brotações, bem como a seleção das plantas mais adequadas para a produção de frutos ou de palmito, tem permitido a duplicação da produção de açaí e o aumento da produtividade das palmeiras, tornando o aproveitamento comercial da planta bastante lucrativo.

Plantação de açaí – Açaizeiros

Segundo Maria Lúcia Bahia Lopes, da Universidade da Amazônia (UNAMA), estima-se que as áreas voltadas para a produção de açaí que estão sendo tratadas de acordo com as técnicas de manejo sustentáveis já alcançam 12 mil hectares, podendo ser expandidas para toda a região do estuário amazônico (Pará e Amapá), onde existe uma área de açaizais nativos de cerca de 1 milhão de hectares.

A partir dos anos 1990, com a expansão do consumo da polpa do açaí em outras regiões do país e também no exterior, ocorreu um crescente interesse dos frutos em detrimento do palmito. Assim, os extratores passaram a buscar alternativas de manejo para a exploração sustentável da palmeira, evitando a sua derrubada. O mesmo estudo da Unama informa que, até pouco tempo atrás, os frutos do açaizeiro eram destinados apenas ao consumo de subsistência, passando no início do século 21 a representar 80% da renda dos caboclos que se dedicam a essa ocupação.

Atualmente, o Pará exporta cerca de 80% da polpa de açaí comercializada no país – por volta de 500 toneladas por mês – para todas as regiões do Brasil e para o exterior (Japão, Estados Unidos, Itália, Argentina, entre outros).

Trata-se, certamente, de um mercado em franca expansão, que está beneficiando desde os pequenos coletadores e produtores locais até as grandes empresas exportadoras.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Tâmara

Fruta – Tâmara

Vantagens no consumo da tâmara:

  • Excelente fonte de potássio
  • Boa fonte de ferro, de niacina e de vitamina B6
  • Alto teor de fibras

Desvantagem no consumo de tâmara:

  • Alto teor de açúcar e, por aderir aos dentes, pode provocar cáries

Apreciada por seus frutos doces, a tamareira é uma das árvores mais antigas que conhecemos. São cultivadas no norte da África há pelo menos 8000 anos. Estas árvores do deserto são extremamente férteis e produzem mais de 200 tâmaras por cacho.

As tâmaras frescas são classificadas em três categorias de acordo com a umidade de seu conteúdo: macia, semimacia e seca. A maioria das tâmaras existentes é semimacia e vendida fresca; as secas, depois que parte de sua umidade foi evaporada, também são vendidas.

Com 60 a 70% do seu peso proveniente de açúcar, as tâmaras são umas das frutas mais doces que existem. Meia xícara (que corresponde a aproximadamente 12 tâmaras de tamanho médio) tem cerca de 275 calorias – muito mais que a maioria das frutas. As tâmaras são ricas em potássio: 12 tâmaras fornecem 650 mg, muito mais do que a mesma quantidade de outros alimentos ricos em potássio, como a banana e a laranja. Doze tâmaras também fornecem quase 10% da Ingestão Diária Recomendada (IDR) de ferro, niacina e vitamina B6, bem como 6 g de fibras. Entretanto, as tâmaras praticamente não têm vitamina C.

A tâmara contém tiramina, um composto orgânico encontrado em queijos envelhecidos, algumas carnes processadas, vinho tinto e outros produtos. As pessoas que estiverem tomando inibidores de monoaminoxidase (MAO) para tratar de depressão devem evitar tâmaras, por que a tiramina pode interagir com essas drogas e produzir um aumento perigoso da pressão arterial. Em algumas pessoas, a tiramina também pode desencadear crises de enxaqueca.

Após comer tâmaras, é muito importante escovar os dentes. Tanto as frutas frescas como secas são grudentas e, devido ao seu alto teor de açúcar, podem provocar cáries. Portanto, é muito importante eliminar todos os resíduos que possam ficar grudados nos dentes.

Fonte: Livro Alimentos Saudáveis Alimentos Perigosos