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A história do kiwi

 

Nome da fruta – Kiwi

Nome científico – Actinidia chinensis Planch

Família botânica – Actinidiaceae

Categoria

Origem da fruta – China

Características do kiwizeiro – Trepadeira que necessita de tutoragem. Planta dióica, isto é, flores masculinas e femininas em indivíduos diferentes.

Fruto do kiwizeiro – O kiwi é um fruto tipo baga, alongado, com casca de coloração marrom, recoberta de pelos. O kiwi tem a polpa carnosa, verde, ácida, envolvendo muitas sementes pretas.

Frutificação do kiwizeiro – Durante o ano todo.

Propagação do kiwizeiro – Semente, estaca, mergulhia e enxertia.

A história do kiwi

Temos muito a agradecer à Nova Zelândia por ter apresentado o kiwi ao mundo, ainda que tardiamente, o que ocorreu apenas na década de 1970. Até então, planta e fruta permaneceram esquecidos em seu país de origem, a China. Por séculos, os chineses conviveram lado a lado com as trepadeiras onde nasciam os kiwis sem lhes dar nenhuma importância. Não se sabe exatamente porque, mas consta que nos livros tradicionais de culinária da China, mesmo nos de botânica, muito raramente a planta ou seu fruto são mencionados.

Foi preciso que um neozelandês fosse buscar a fruta, levando-a ao seu país. Ali, começou a tratar o kiwi, melhorando-o através de cruzamentos de diferentes variedades silvestres, até torná-la a fruta tão apreciada como merece. A Nova Zelândia ganhou, assim, o direito de nomeá-lo: kiwi é o nome de uma ave estranha, de plumagem do tipo penugem parecida com a casca do kiwi, simbolo daquele país.

Polpa do kiwi e suas sementes

Por baixo de sua casca fina e amarronzada, áspera e peluda, esconde-se uma polpa levemente ácida e também adocicada, de sabor bastante equilibrado. Seu aspecto é invejável: o resistente miolo central da fruta, que tem uma límpida coloração creme de desenho raiado, pontilhado de pequeninas sementes negras, é circundado por uma carne suculenta e verde, das mais refrescantes.

A partir de então, ocorreu uma trajetória de sucesso quase fulminante: a fruta vem encantando todos os povos onde se apresentou, disseminando-se pelos recantos do planeta. Rapidamente, o cultivo do kiwi assumiu importância comercial em vários países, tanto pelo movimento de importação e exportação como pelos altos lucros que tem proporcionado a  seus produtores. E foi justamente o aproveitamento culinário da fruta que comandou esse alastramento: de um dia para o outro, o kiwi tornou-se um requisitado ingrediente nos mais variados pratos, salgados ou doces, como protagonista ou coadjuvante, como elemento decorativo ou mesclado a outros ingredientes, dando-lhes refresco e sabor.

Kiwizeiros carregados

No Brasil, em particular, além de consumido ao natural, o kiwi vem ganhando tradição como fruta própria para a caipirinha – a bebida-símbolo nacional – e para a confecção de doces e tortas. Esse sucesso certamente não foi por acaso, pois a fruta de fato merece todos os louvores.

Equilíbrio em qualidade, eis o segredo do kiwi. A casca, apesar de não ser tão bonita quanto o interior da fruta, é fundamental para a manutenção desse equilíbrio: ela é responsável pela longa durabilidade do kiwi, que consegue manter as suas características por até oito semanas em local fresco e até por seis meses, se perfeitamente refrigerado e ensacado.

Símbolo da Nova Zelândia, o Kiwi deu nome a fruta

Certamente, essa enorme constância e a semelhança entre todos os kiwis – às vezes apenas um pouco mais arredondados ou mais alongados – são realmente surpreendentes. Mas nem sempre foi assim, o que talvez explique por que os chineses nunca se interessaram por seu cultivo. Quase todos os kiwis comercializados no mundo pertencem a uma única variedade e, mais surpreendentemente, a um único cultivar, conhecido como Haywards. Um monopólio raro de ser encontrado em outras frutas comerciais.

No Brasil, o kiwi geralmente é cultivado lado a lado com a uva, dividindo espaço com as parreiras. Sendo fruta que se adapta melhor a climas subtropicais e temperados, o kiwi vem ganhando cada vez mais espaço em plantios de pequenos proprietários da região Sul do país. Na pequena cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, inclusive, já se realiza anualmente a Festa Nacional do Kiwi.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Uvaia

Nome da fruta: Uvaia

Nome científico: Eugenia pyriformis var. uvalha (Cambess.) D. Legrand

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Arbusto geralmente com 4 metros de altura. Folhas pequenas, aromáticas quando maceradas. Flores de coloração alva, pequenas, isoladas ou em grupos.

Fruto: Tipo baga, de forma variável, casca amarela ou alaranjada. Polpa aquosa e ácida, envolvendo de uma a duas sementes.

Frutificação: Primavera e início do verão

Propagação: Semente

Uvaias, na realidade, são muitas. Quase tantas quanto a quantidade de formatos que o fruto chega a ter. Mas o que se costuma chamar habitualmente de uvaia, ou ubaia, é o fruto amarelo de formato irregular de uma árvore de porte médio que ocorre com frequência em toda a região da Mata Atlântica, de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul, passando com destaque por São Paulo.

Dependendo da variedade, a polpa da uvaia pode ter sabor e textura parecidos com os da jabuticaba, que pertence à mesma maravilhosa família das Mirtáceas, tão brasileiras.

Fruta boa de comer, embora azeda, mesmo quando madura, a uvaia traz um inconveniente aos olhos que porventura queiram transformá-la em produto comercial: sua boas propriedades são mantidas no máximo por algumas horas depois que o fruto é retirado do pé. A olhos menos ambiciosos, entretanto, essa pode ser considerada uma vantagem e, mais do que isso, um charme: ao natural, o fruto tem que ser consumido ali mesmo no pomar, ao pé da planta.

E não se trata apenas de uma apreciação gustativa, mas também visual. Em época de frutificação, a encantadora arvoreta fica completamente tomada por pontos amarelos de formas e tamanhos irregulares. Somados às flores brancas, pequenas, solitárias ou agrupadas, sob os raios do sol de fim de primavera e início de verão, constitui um magnífico espetáculo de focos brilhantes.

Há algumas décadas, a uvaia talvez tivesse mais atenção do que tem em nossos dias. A fruta, frequente em pomares e quintais do Sudeste, era extremamente apreciada como aditivo à cachaça, dando-lhe um sabor mais suave; até vinagre se fazia dela. Conta o escritor Hernâni Donato que foram os índios dos campos e cerrados de São Paulo e Minas Gerais que inventaram e aprimoraram tal uso da fruta. De resto, além do consumo ao natural, a uvaia pode resultar em refrescos saborosos, geléias finas e sorvetes muito apreciáveis, além de um gostoso doce em compota.

Fruto pequeno, por vezes mirrado, outras vezes alcançando 5 ou 6 cm de diâmetro, tem a casca suavemente aveludada de uma coloração amarela que beira o dourado; por esse motivo, em algumas localidades é conhecido como pêssego do campo. Aliás, nome é o que não falta para a uvaia, provavelmente em virtude de sua vasta dispersão pelo país: uvalha, uvaia-muchana, cambuí-da-índia e ubapeba são apenas alguns.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Pomelo ou Grapefruit

Nome da fruta: Pomelo ou Grapefruit

Nome científico: Citrus paradisii Macfad.

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: Sudeste Asiático

Características da planta: Árvore geralmente de 4 a 5 metros de altura, ramificada desde a base, ramos castanhos. Folhas grandes, de coloração verde intenso, aromáticas quando maceradas. Flores vistosas, alvas, aromáticas e melíferas.

Fruto: Tipo hesperídio, globoso, podendo atingir de 15 a 20 cm de diâmetro, casca de coloração esverdeada, amarela ou avermelhada. Polpa aquosa, amarga, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Durante o ano todo, preferencialmente no inverno.

Propagação: Estaca e enxertia

Uma laranja maior e mais amarga do que aquela que diariamente conhecemos: eis o pomelo, palavra que, em português e espanhol, designa a fruta também conhecida, em inglês, como “grapefruit”.

Trata-se em tudo de um laranjão, legítimo representante do gênero citrus: não apenas na textura e na coloração da casca, na organização em gomos da polpa, na suculência azeda que toma conta da boca, mas também nas propriedades do alimento. É rico exatamente nas mesmas vitaminas e, não bastasse isso, também das folhas são extraídos os mesmos óleos utilizados na medicina caseira. As árvores onde nascem os pomelos também são extremamente semelhantes às laranjeiras e a flor também pode ser comparada a uma flor de laranjeira, apenas maior e menos perfumada.

Das frutas de sua famosa família – que é a mesma de todas as laranjas – o pomelo ou “grapefruit” é talvez a menos conhecida e menos apreciada pelos brasileiros. E não é fácil encontrar uma explicação para isso. Em outros recantos do planeta, nos dois hemisférios, da Índia aos Estados Unidos, passando por Israel, e mesmo em países vizinhos, como a Argentina, a fruta é extremamente valorizada, sobretudo no preparo de sucos e refrescos em geral, naturais ou industrializados.

Sendo o Brasil o principal produtor mundial de laranjas, surpreende a pouca atenção que seus habitantes dedicam ao pomelo. É indubitável o fato de ser uma fruta que dá lucros: a indústria de sucos e refrigerantes sabe aproveitá-la talvez como nenhuma outra fruta. Concordando com a maioria dos brasileiros, entretanto, costumam estar os mestres-cucas, que pouco o empregam na culinária.

O pomelo é uma fruta aproveitada, sobretudo, para o preparo de bebidas; em todas as variedades, é pouco consumido ao natural, pois possui sabor demasiado amargo e adstringente. No entanto, para aqueles que quiserem comê-lo dessa forma, recomenda-se cortá-lo transversalmente, separando-lhe os gomos e adicionando açúcar. Dessa forma, a polpa da fruta pode ser totalmente aproveitada. Seu gosto único e refrescante é muito adequado para o desjejum, por exemplo, como costuma ser mais consumido nos Estados Unidos.

A Flórida, aliás, na costa oriental dos EUA, é responsável por metade da produção mundial da fruta, arrebanhando também a maior parcela dos lucros provenientes da comercialização, além de ser o principal consumidor. Naquele país, a produção de pomelo iniciou-se nos idos de 1880, muito antes, portanto, dos poucos brasileiros, que apenas recentemente começaram a se atrever em seu cultivo.

Quanto à origem da planta, acredita-se que seja a mesma das demais laranjas, ou seja, proveniente da Ásia, mais especificamente do arquipélago malaio.

Grandes laranjas

Chegando aos 20 cm de diâmetro, o pomelo é um dos maiores frutos cítricos que existem, se não o maior. A coloração da casca varia entre perfeitamente amarela e um amerelo um pouco mais róseo. Neste último caso, a polpa é mais escura e avermelhada, um pouco mais doce.

Fonte: Livro Futas Brasil Frutas