Fruta – Jenipapo

Nome da fruta: Jenipapo

Nome científico: Genipa americana L.

Família botânica: Rubiaceae

Categoria: Semiácida

Característiscas da planta: Árvore geralmente com 15 metros de altura. Folhas grandes, lisas. Flores vistosas, de coloração amarela, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo baga, globoso ou ovóide. Polpa doce e ácida, suculenta, de aroma forte, que envolve as numerosas sementes.

Frutificação: Quase o ano todo.

Propagação: Semente

O jenipapo possui as vitaminas B1, B2, B5 e C. Minerais: cálcio – 249 mg em 100 gramas e ferro.
O melhor uso do jenipapo é ao natural ou em forma de suco. Do jenipapo também se faz um ótimo licor, encontrado principalmente no Nordeste brasileiro. A quantidade do mineral ferro existente no fruto supre as nossas necessidades diárias se fizermos sempre uso dele.

O consumo do jenipapo é ótimo no combate à asma e contra os vômitos durante a gravidez, chegando mesmo a eliminá-los.

O seu suco é utilizado por algumas tribos indígenas brasileiras para enegrecer o rosto e o corpo.

O jenipapeiro traz na sua história uma contradição. Há quem diga se tratar de uma árvore doméstica, raramente encontrada no interior dos matos, uma árvore que “gosta de gente”. E há aqueles que temem sua proximidade, acreditando que a árvore guarda fantasmas, poderosos o bastante para impedir o crescimento dos rebanhos de gado.

Outros, ainda mais céticos e práticos, têm uma razão diferente para não indicar o plantio do jenipapeiro próximo às casas: quando maduros, os frutos de pouco mais de 10 cm de diâmetro caem do alto dos 15 metros da árvore com força suficiente para destruir telhas ou mesmo atravessar telhados.

Porém, o jenipapo oferece diversas compensações para esses melefícios eventuais. Além de ser largamente empregado na produção artesanal de xarope para tosse (conhecido no Nordeste pelo nome de “lambedor“) e da crença de que dá energia aos homens e maior poder de atração às mulheres, o jenipapo por si só, maduro ou verde, é muito apreciado pelas populações das regiões onde ocorre. Tanto na Amazônia, de onde é originário, como no Nordeste e Centro-Oeste, por onde se espalhou.

Atualmente o jenipapo está muito difundido, sendo encontrado com frequência por toda a América tropical e em outras regiões do planeta de clima semelhante, cultivado ou espontâneo.

Quando maduro, a polpa do jenipapo, simultaneamente adocicada e azeda, pode ser utilizada em refrescos, sucos, vinhos, vitaminas, compotas e doces cristalizados. Cozinhando-se o jenipapo e adicionando cachaça e mel, obtém-se um saboroso e apreciado licor. A polpa do jenipapo, cortada em pedaços e amassada, misturada com açúcar e deixada por algumas horas resfriando em geladeira, transforma-se na famosa jenipapada. A fruta também é comida diretamente com açúcar ou frita na manteiga e condimentada com açúcar e canela.

Quando verde, no entanto, o fruto tem uso bem distinto. A polpa oferece um líquido a princípio transparente que, em contato com o ar, oxida-se e ganha uma coloração entre azul-escura e preta, tornando-se uma boa tinta. Essa tinta era utilizada pelos índios desde antes da chegada dos europeus na América, para fazer pinturas corporais e para adornar objetos em geral. No corpo, só desaparece depois de uma semana ou mais, espontaneamente. Na madeira, é praticamente irremovível. O nome jenipapo originou-se justamente dessa sua qualidade, derivando do tupi-guaraninhandipab” ou “jandipab“, que significa “fruto que serve para pintar“.

O jenipapeiro, da família das Rubiáceas, ainda oferece madeira branca, fina, de fácil manejo a faca e apropriada para esculturas e tornos. A fruta, de fácil colheita e farta durante quase todos os meses do ano, embora encontrada pelas feiras do Norte e Nordeste e utilizada artesanalmente na produção de tintas, não é produzida em escala comercial.

Maduro e enrugado

Pode-se reconhecer que o fruto do jenipapeiro está maduro por sua consistência e coloração. O jenipapo torna-se mais agradável para o consumo ao natural quando amadurece e amolece no ; sua casca enruga-se e adquire uma coloração avermelhada ou amarelada, diferente da cinzenta e áspera do fruto verde.

Medicina popular, indicações para o jenipapo

Xarope de jenipapo contra bronquite

Cortar 3 jenipapos “de vez” em pedaços, adicionar um limão-galego com casca em pedaços e 2 litros de água. Deixar cozinhar por aproximadamente 40 minutos, deixar esfriar e adicionar mel. Adultos, ingerir uma colher (sopa) de 2 a 3 vezes por dia. Crianças, uma colher (chá) de 1 a 3 vezes por dia.

Suco de jenipapo afrodisíaco

Bater no liquidificador jenipapos, uma colher (chá) de Tribulus terrestris, uma colher (chá) de mel, adicionar água. Ingerir o conteúdo em seguida, 1 vez por dia.

Vômitos da gravidez e asma

Cozinhar o suco do jenipapo até que fique reduzido à metade. Tomar morno uma colher (sopa) a cada 2 horas.

Anemia

Ingerir um copo do suco do jenipapo várias vezes durante o dia. Se quiser pode adoçar com melado de cana.

Enterite crônica

Tomar o suco de jenipapo adoçado com mel, um copo várias vezes por dia.

Elefantíase

Suco natural do jenipapo, tomar 200 ml, 4 vezes durante o dia.

Fontes: Livro As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais e  Frutas Brasil Frutas

A história do jatobá

Nome científico: Hymenaea courbaril var. stilbocarpa (Hayne) Y.T. Lee & Langenh

Família botânica: Fabaceae (Leguminoseae – Caesalpinoideae)

Categoria: Doce

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura, tronco ereto, copa larga, folhas compostas, oblongas e acuminadas. Flores pequenas, reunidas em inflorescência terminal, de coloração esbranquiçada ou avermelhada.

Fruto: Tipo legume, alongado e arredondado, coriáceo, indeiscente, de coloração marrom-avermelhada e brilhante quando maduro. Sementes envoltas em polpa farinácea, de cor branco-amarelada e de sabor adocicado, aromática.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

 

O jatobá é um  fruto comestível. Apresenta-se sob a forma de uma baga. A polpa do jatobá possui minerais como o fósforo e o cálcio. Sua fonte de cálcio é três vezes maior que a do leite de vaca.
O jatobá contêm uma seiva (resina) que é obtida perfurando-se o tronco. Essa resina é também expelida pelo tronco e ramos, naturalmente, em grandes quantidades.
A seiva do jatobá pode ser utilizada na forma de suco, ingerindo um copo 1 ou 2 vezes por dia no caso de adulto. Para a criança basta um copo diluído durante o dia. Preparar o suco com a seiva do jatobá adicionando uma colher (café) da seiva para um copo de água. Pode adoçar o suco da seiva do jatobá com mel. Esse suco é ótimo contra a debilidade geral do organismo, fortalecendo-o nas afecções pulmonares. Nos casos de cistite aguda, essa resina produz efeitos maravilhosos nas crianças, age como tônico geral. E também nos adultos fortalece todo o sistema imunológico de maneira incrível.

Decepciona-se aquele que espera encontrar no jatobá um fruto que faça jus à sua importância e ao gigantismo da árvore que o produz. A dura casca marrom-avermelhada do fruto do jatobá esconde apenas uma polpa farinácea e amarelada, envolvendo cerca de 10 sementes pequenas. Doce, sim, e agradável ao paladar, é sem dúvida pouco apetitosa ou volumosa. O jeito, então, é aproveitar o jatobá no preparo de nutritiva farinha, com valor nutricional equivalente ao do fubá de milho.

Mas, obviamente, o jatobá não agrega tanta fama apenas por causa de seu fruto, uma fava semelhante ao ingá e ao tamarindo. A altura, o porte elegante e a largura de seu tronco (que chega a alcançar mais de 1 metro de diâmetro), são o que mais chama a atenção no jatobá. Sendo uma das maiores árvores por aqui existentes, o jatobá torna-se indispensável na arborização de parques e jardins e ainda na composição de áreas reflorestadas.

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O jatobá tem duas importantes qualidades somando-se a todas essas: a fácil germinação da sua semente, que permite sua rápida multiplicação, e a longevidade. Pelo interior do país, é comum ouvir-se dizer que alguém “é velho como um jatobazeiro“, numa referência àquele que se mantém vivo e lúcido, apesar da idade avançada.

Encontrado em diferentes variedades na extensa região que vai do Piauí ao norte do Paraná, infelizmente a madeira é o produto mais valorizado do jatobá. Pesada, dura e resistente, é usada habitualmente na construção civil, mas também para acabamentos internos de casas.

Mas quem derruba o jatobazeiro só para aproveitar sua madeira certamente desconhece os outros valores de que está abdicando. A resina que se retira do tronco do jatobá, além de apropriada para a fabricação de verniz, parece ter importantes propriedades curativas, sendo utilizada, na medicina popular, no auxílio do tratamento de bronquite, asma, laringite e deficiências pulmonares em geral.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais

Fruta – Jaca

Nome da fruta: Jaca

Nome científico: Artocarpus integrifolia L.

Família botânica: Moraceae

Categoria: Doce

Origem: Índia

Características da planta: Árvore geralmente com 20 metros de altura, copa densa com folhagem verde-escura e brilhante. Flores de sexo separado, a feminina imersa num receptáculo alongado, que originará a  infrutescência.

Fruto: Tipo composto, originado pelo espessamento da infrutescência, que se torna carnosa na maturação, casca espessa, mole, áspera, de coloração verde-amarelada quando maduro. Polpa branco-amarelada, constituída de bagos visguentos que envolvem as sementes.

Frutificação: Quase o ano todo.

Propagação: Semente

A jaca é originária do arquipélago malaio. Encontramos dois tipos de jaca: a dura, que produz frutos maiores, e a mole, em geral mais doce, o fruto é menor e a variedade manteiga é mais adocicada. É uma fruta muito energética, estimulante e considerada por alguns autores como afrodisíaca. Possui minerais como ferro, cálcio, fósforo, iodo e cobre. As vitaminas do complexo A, B e C estão presentes na polpa. É um importante alimento principalmente para as mulheres durante a gestação e a lactação. Consumida sempre ao natural ou em forma de suco, combate a TPM (tensão pré-menstrual). Seu caroço também é rico em nutrientes e pode ser comido assado ou cozido (no vapor).

A jaca tem a reputação de ser considerada uma fruta “indigesta ou pesada”. Evite ingeri-la à noite. Não misturar com outros alimentos, frutas ou bebidas. As orientações são: mastigar bem, não adicionar açúcar e nem pensar em sal. Sempre ingeri-la uma hora antes das refeições ou duas horas após, e você verá que maravilha é essa fruta, pois não causa problemas e oferece vários benefícios. Por ser rica em carboidratos, os diabéticos devem evitá-la. 100 gramas de polpa têm 51 calorias (em consequência do baixo valor calórico, é boa opção para quem deseja emagrecer), 3 gramas de proteínas, 20 mg de fósforo, 30 mg de cálcio, 45 mg de ferro, além de traços de cobre. Contêm ainda 10 mg de açúcar natural (glicosídeos) e 20 mg de vitamina C.

Pouco costumamos bendizer o fato de o físico Isaac Newton, por ocasião da formulação da Lei da Gravidade Universal, ter se sentado embaixo de uma macieira. Tivesse o físico parado para pensar ao pé de uma jaqueira e se recostado contra seu tronco, um fruto de mais de 15 kg poderia ter despencado de uma altura de 20 metros e a história seria outra: colidindo o fruto de casca espessa contra a cabeça do cientista, este poderia ter se ferido mortalmente ou ter sido privado de seus dotes intelectuais.

Mas, naquela época, a jaqueira não era encontrada na Europa. E ainda hoje não é, sendo somente a fruta importada para consumo.

Originária das montanhas da Índia e difundida em outras partes do Sudeste Asiático, a jaqueira foi introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses em meados do século 17, e foi plantada quase simultaneamente em todas as regiões do país.

Aclimatou-se e adaptou-se com extrema facilidade, assim como em muitos outros países de clima tropical. Atualmente, além de ser bastante aproveitada no Brasil, seus frutos são muito apreciados no México, Índia, Sri Lanka, Cuba e em parte da África.

Aqui, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, as populações locais consomem a jaca de preferência ao natural, enganchando com o dedo os bagos de sua polpa e levando-os à boca. Em certas regiões de Pernambuco, diz-se que o sertanejo já nasce com o dedo indicador curvado, preparado para essa função.

Como as jacas são, em geral, muito grandes para o consumo individual, nas feiras ou nas ruas nordestinas é comum juntar-se em grupo para dividir a tarefa de comer uma jaca inteira. Também por ali é costume rolar a fruta pelo chão de uma mão a outra, constituindo uma divertida brincadeira de crianças, conhecida, segundo o folclorista Mário Souto Maior, como “girar o carrossel”.

Fruta generosa, são muitas as receitas de doces e compotas inventadas para preservar pelos menos parte de sua gorda safra. Em todas as variedades de jaca, por trás da casca cheia de protuberâncias e fácil de se romper, o que se aproveita é a polpa branco-amarelada e viscosa que contorna e protege as mais de 500 sementes que cada fruto chega a abrigar.

Da família das moráceas, a que pertencem também a amora e a fruta-pão, a jaca tem como marcantes características a doçura e o forte aroma que exala quando madura. Há quem diga tratar-se de um dos alimentos naturais mais doces do planeta e há, obviamente, aqueles que consideram a jaca enjoativa demais exatamente por essa mesma peculiaridade. Outros reinvidicam que não vale a pena comê-la por ser pesada para o estômago, assim como sua parente, a fruta-pão.

De fato, a jaca é extremamente rica em açúcares, gorduras e proteínas, podendo ser consumida como substitutivo nutricional para a carne. Em Caruaru, Pernambuco, são famosas as receitas salgadas que levam a assim chamada “carne de jaca” moída. Bem temperada e preparada na forma de bifinhos, ela torna-se uma alternativa excelente e barata para a proteína animal, carne bovina, tanto pelo sabor quanto por suas qualidades nutritivas.

O peso médio de uma jaca, considerada o maior fruto existente que dá em árvores, é de cerca de 15 kg. Porém, especialistas como Ivo Manica afirmam que ela pode chegar a 42 kg. Dessa forma, por mais fortes que fossem os ramos de uma árvore com tamanhos frutos, eles não seriam ainda suficientes para sustentá-los. Porém – sabedoria da natureza! -, na jaqueira os frutos ficam ligados diretamente ao tronco da árvore por um grosso pedúnculo. Isso diminui consideravelmente o perigo de se permanecer sob uma jaqueira carregada de frutos, permitindo que se aproveite boa parte da sombra de sua frondosa copa.

Forma que nasce pronta

A consistência da polpa determina de que variedade é o fruto: jaca mole ou jaca dura. Há também a jaca-manteiga, um tipo de jaca-mole, de bagos um pouco mais consistentes e significativamente mais doces. Em todos os casos, a aparência externa da fruta, no entanto, é a mesma que adquire desde muito pequenina, quando ainda está em formação.

Medicina popular, indicações para a jaca

Anemia

Comida ao natural ou em forma de suco: bater no liquidificador 100 gramas de polpa em um copo de água e adicione uma colher (sopa) de melado de cana. Ingerir imediatamente, de 2 a 3 vezes durante o dia. Inutilizar as sobras. Outra boa opção é cozer o caroço da jaca (pode ser no vapor), triturá-lo e ingerir uma colher (sopa) por dia. Neste caso é indicada principalmente nos casos de anemia ferropriva.

Dermatoses (problemas da pele)

Bater no liquidificador 100 gramas de polpa de jaca em um copo de água. Ingerir este suco 2 a 3 vezes durante o doa.

O suco também age melhorando o tônus da pele.

Suco contra problemas respiratórios, tosse e garganta irritada

Suco no combate aos problemas das vias respiratórias, tosse e gargante irritada: bater no liquidificador 100 gramas da polpa da jaca, um copo de água e adicionar folhas de hortelã miúda (5 a 8 folhas). Se quiser pode coar e ingerir em seguida. Inutilizar as sobras. Pode ingerir de 1 a 2 copos por dia, quando for necessário ou simplesmente como preventivo a esses problemas. Porém, mesmo que você não tenha nenhum desses problemas, faça esse suco e tome. Ele é maravilhoso.

Suco energético

Bater no liquidificador 100 gramas de polpa de jaca, um copo de água e uma colher (café) de guaraná em . Ingerir pela manhã e inutilizar as sobras. Pode adoçar com mel.

Xarope de jaca: expectorante e para combater a tosse

Colocar a polpa da jaca na travessa perfurada do aparelho de cozimento a vapor e encaixar dentro da travessa lisa. Cozinhar por cerca de 30 minutos. Depois de retirar do fogo, coletar o extrato da jaca que está na travessa lisa. Deixar esfriar e adicionar 2 colheres (sopa) de mel para 500 ml do extrato da jaca.

Adultos: Ingerir de 2 a 3 colheres (sopa) por dia.

Crianças: Ingerir uma colher (chá) de 2 a 3 vezes por dia.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 frutas e seus Benefícios Medicinais

Fruta – Jabuticaba

Nome da fruta: Jabuticaba

Nome científico: Myrciaria cauliflora (Mart) O. Berg

Família botânica: Myrtaceae

Categoria: Semiácida

Origem: Brasil – Mata Atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com até 8 metros de altura, ramos com casca que se descama em placas. Folhas vermelhas, quando jovens, verdes posteriormente. Flores alvas que surgem diretamente no caule.

Fruto: Tipo baga, arredondado, de coloração roxo escura. Polpa esbranquiçada, adocicada, envolvendo de uma a quatro sementes.

Frutificação: A partir do final do inverno, durante a primavera e até o verão.

Propagação: Semente e enxertia

A jabuticaba possui as vitaminas B1 – 60 mg, B2 – 160 mg, B5 – 6 mg e C – 13 mg. Sais minerais: fósforo – 60 mg, potássio – 15 mg, cálcio – 10 mg, sódio – 8 mg, ferro – 2 mg, além de carboidratos – 11 gramas e proteínas – 0,60 gramas. Cada 100 gramas possui 45 calorias.
Só devemos lavá-las no momento de consumi-las, pois azedam facilmente. Toda fruta de cor arroxeada tem antocianinas, um antioxidante cuja função é ajudar a varrer as moléculas instáveis de radicais livres, o que contribui para diminuir a incidência de tumores e problemas cardíacos. Retarda o envelhecimento entre os consumidores dessa substância, como também auxilia a estabilizar o açúcar no sangue dos diabéticos. A maior concentração das antocianinas está na casca; para termos um aproveitamento melhor e total dela, devemos ingerir o fruto sempre em forma de suco, batendo no liquidificador com a casca. Ingerir o suco imediatamente, pois depois de três minutos seus nutrientes vão se dissipando, porque luz e oxigênio reagem com as moléculas protetoras. Além de o suco perder nutrientes, a cor e o sabor ficam alterados. A jabuticaba tem as propriedades modificadas tão logo são arrancadas da árvore, isso porque ela possui bastante açúcar, daí a fermentação ocorrer no dia da sua colheita. O melhor é chupá-las no , ou então guardá-las em plásticos e na geladeira.
Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.
Na polpa da jabuticaba (parte branca) estão os minerais e as vitaminas; na casca encontram-se as antocianinas e grandes teores de pectina (fibras), que combatem o colesterol. Portanto, a jabuticaba é uma fruta de grande valor; ao mesmo tempo protege o coração e combate o colesterol. Em forma de suco aconselha-se ingerir 2 a 3 copos por dia, ou chupá-las. Outra opção é consumi-las em forma de geleia. As antocianinas perdem-se quando recebem calorias acima de 100 graus.

Quem nunca provou um “beijo de jabuticaba“, roubado do pé carregadinho, que se apresse, pois a safra, mesmo abundante, dura pouco. Homens de todas as idades, animais, pássaros e insetos de todo tipo disputam seus frutos com voracidade.

Árvore de grande longevidade, a magnífica jabuticabeira demora para dar os primeiros frutos, mas quando começa não pára mais e, quanto mais velha, melhor e mais produtiva.

Protagonizando verdadeiros espetáculos de beleza e fartura, na floração a árvore cobre-se de pequenas flores brancas e muito perfumadas. Depois, na frutificação, o exagero de frutos costuma espantar os desavisados.

Com as primeiras chuvas, as jabuticabeiras ficam carregadas de tentadoras bolinhas pretas: são milhares e milhares de flores e de frutas que nascem e crescem grudadinhas em toda a superfície dos galhos e, até mesmo, do tronco até o rés-do-chão.

Nessa ocasiões, as jabuticabeiras estão sempre repletas de frutos em todas as fases de maturação, colorindo toda a árvore de tonalidades que variam entre o verde e o roxo quase negro.

Quando madura, a casca resistente e escura rompe-se facilmente com uma leve mordida, deixando escapar a polpa esbranquiçada e sumarenta. Na maioria das vezes, de sabor agradavelmente doce, a polpa da jabuticaba envolve no máximo quatro pequenas sementes em cada fruto.

Inconfundível é o sonoro estalo característico da casca grossa se rompendo entre os dentes, seguido do gesto de lançar o bagaço e o caroço para fora.

Todas as jabuticabeiras são árvores nativas do Brasil e podem ser encontradas espontâneas na maior parte do país. São, no entanto, mais frequentes em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Paraná. Tempos atrás, provavelmente, as jabuticabeiras vegetavam nas áreas que margeavam os rios e córregos da região Sudeste, formando extensas capoeiras e matas repletas e árvores, tendo se expandido tanto naturalmente como através do cultivo.

Desde sempre, quando o homem aprendeu a cultivá-la e a saborear seus frutos, a jabuticabeira é árvore obrigatória em qualquer pomar ou quintal. Nas fazendas do sul de Minas Gerais e de São Paulo foi bastante frequente – e seria bom que continuasse a sê-lo – o costume de se manterem extensos pomares formados, exclusivamente, por jabuticabeiras: verdadeiros jabuticabais quem sem nenhuma pretensão comercial, nas safras proviam fartamente de seus deliciosos frutos as afortunadas famílias e a comunidade de seus agregados. Estes, muitas vezes, não davam conta de aproveitar toda a produção e, pelo interior de Minas Gerais e São Paulo, era comum o hábito de se alugar um “pé de jabuticaba“: o “inquilino” tinha o direto de passar ali o dia inteiro chupando as frutas, até o quanto pudesse aguentar!

Além do consumo ao natural, todas as variedades de jabuticabas se prestam à produção de doces e geléias: o suco de qualquer uma delas obtido por maceração, levado ao fogo com pouco açúcar, com ou sem as cascas, resulta em uma esplêndida geléia que pode ser servida como sobremesa ou doce e, até mesmo, como acompanhamento para pratos salgados como aves e carnes bovinas. A partir da fermentação dos frutos com casca, costuma-se também produzir um licor caseiro bastante apreciado no interior do país. Em Goiás, aproveita-se ainda a casca da jabuticaba semi-amadurecida, um pouco esverdeada, para a produção de um delicado doce em calda.

Apesar de todas as sua qualidades, do sabor tão apreciado e da abundância de frutos que oferece a cada floração, a jabuticabeira continua sendo, até hoje, uma fruteira quase exclusiva de pomares caseiros ou de pequenas plantações.

Além disso, com a crescente urbanização e a redução das áreas destinadas a pomares e árvores frutíferas nos quintais das residências, as jabuticabeiras são cada vez mais raras e a degustação de seus frutos vai se tornando experiência para poucos privilegiados.

Ou seja, ainda não se encontram muitos pomares verdadeiramente comerciais de jabuticabas. Em alguns supermercados sofisticados nos grandes centros do Sudeste, no entanto, começam a aparecer à venda caixas contendo jabuticabas especiais a altos preços.

Os dois principais fatores que restringem a expansão de sua cultura comercial são, em primeiro lugar, os custos e as dificuldades de uma colheita num pomar com muitas árvores; e, em segundo, a precariedade da conservação dos frutos, uma vez que eles devem ser colhidos no momento do consumo, pois sua fermentação inicia-se praticamente no mesmo dia da colheita.

No entanto, quem viveu plenamente a infância, como o poeta Carlos Drummond de Andrade, e já enlouqueceu ao descobrir uma jabuticabeira repleta de frutos, sabe que “jabuticaba se chupa no pé“.

Saudosos da infância, dizem que a jabuticaba comprada na feira e servida na mesa ficou burguesa, lembrando que no da fruta tem outro sabor: o sabor da aventura de entrar escondido num quintal qualquer para se deliciar com as jabuticabas no ponto.

Elenco de jabuticabeiras

Existem diversas qualidades de jabuticabeiras e de jabuticabas, uma verdadeira coleção que alcança cerca de 15 variedades diferentes. Entre elas, cerca de metade é bem produtiva; a outra metade, nem tanto. Algumas jabuticabeiras apresentam frutos desenhados por finas estrias de cor carmim; outras produzem jabuticabas de tom oliváceo e listras escuras. A maioria apresenta frutos redondos, escuros e brilhantes como bolinhas de gude e de seu tamanho. Às vezes, são um pouco maiores: dependendo da variedade, algumas jabuticabas aproximam-se da forma e do diâmetro de uma grande ameixa. A variedade Sábara, entre todas a mais cultivada e famosa, tem também o fruto mais apreciado e mais doce. A Paulista, árvore de grande porte se comparada as outras, tem tudo grande: os frutos roxos e a produção. A Rajada oferece frutos grandes de cor esverdeada e muito doces. A Ponhema é a melhor para a produção de geléias e doces.

Medicina popular, indicações para a jabuticaba

Inflamação da garganta

É resolvida com chá das folhas de jabuticaba, fazendo gargarejos de 2 a 3 vezes ao dia.

1 colher (sopa) das folhas para 2 xícaras de água, deixar ferver por 3 minutos. Em seguida deixar amornar e fazer os gargarejos.

Fontes: Livros As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais e Frutas Brasil Frutas

Fruta – Groselha

Nome da fruta: Groselha

Nome científico: Ribes nigrum L.

Família: Glossulariaceae

Categoria: Ácida

Existem duas variedades desta fruta: a groselha preta e a vermelha, cujo valor nutricional é semelhante.
A groselha possui as vitaminas A, B2, B6, C e E. Sais minerais: cálcio, fósforo, ferro, enxofre, magnésio, cloro e sódio, além de proteínas.
A presença de ácido oláxico prejudica um pouco a absorção dos seus nutrientes pelo nosso organismo.
É indicada para os diabéticos, mantém a elasticidade e a resistência dos vasos sanguíneos, ajuda a prevenir constipações e infecções intestinais e da pele; funciona como fortalecedor das gengivas.
Em 100 gramas de groselha preta há 180 mg de vitamina C, enquanto na vermelha há 30 gramas, sendo esta a maior diferença entre as duas.

Medicina popular, indicações para a groselha

Gota

Tomar de 2 a 3 copos do suco por dia ou comer a groselha preta ao natural.

Tumores

Aplicar sobre o tumor cataplasma das folhas trituradas e cobrir com argila medicinal. No preparo da argila, faça-o com o chá das folhas da groselha.

Erisipela

Tomar o suco de groselha vermelha, de 2 a 3 copos por dia. O primeiro copo pela manhã em total jejum

Fonte: Livro As 50 Frutas e seus Poderes medicinais

Fruta – Graviola

Nome da fruta: Graviola

Nome científico: Anona muricata L.

Família botânica: Annonaceae

Categoria: Semiácida

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente com até 12 metros de altura, caule reto e copa reduzida. Folhas largas. Flores grandes de coloração amarelo-clara.

Fruto: Tipo baga, oval, de coloração verde, apresenta falsos espinhos carnosos, curtos e moles. Polpa branca, doce, mas ligeiramente ácida, envolvendo muitas sementes escuras.

Frutificação: Verão e durante o ano todo nas áreas irrigadas do Nordeste brasileiro

Propagação: Semente, enxertia ou estaca

A graviola pode ser considerada a maior, a mais tropical, a mais perfumada e a mais importante entre todas as frutas da grande e complicada família das Anonáceas. Da mesma forma que ocorre com a maioria das frutas dessa família, pela semelhança que os diferentes gêneros, espécies e variedades guardam entre si e em virtude de sua grande dispersão por toda a faixa tropical, a graviola tem várias denominações populares.


Carregando nomes como anona de espinho, jaca-do-pará, araticum-manso, araticum-grande, jaca-de-pobre, condessa e coração-de-rainha, no Brasil a graviola produz bem em quase todo o território, sobretudo na Amazônia, no Nordeste e no Cerrado.

Paulo Cavalcante afirma que, ao que tudo indica, a gravioleira parece existir em estado silvestre na região amazônica. Os herbários do Museu Emílio Goeldi, de Belém do Pará, guardam diversos exemplares nativos, de classificação muito próxima à da graviola, coletados por pesquisadores em diferentes pontos da região. No entanto, segundo o mesmo autor e outros mais, supõe-se que a graviola seja fruta nascida nas terras ilhadas do mar do Caribe, tendo sido encontrada em estado selvagem nas ilhas de Cuba, São Domingos, Jamaica e em outras menores. Dali é que a fruta teria seguido para a Amazônia.

Reza a lenda que, quando chegaram à América Centrasl, os espanhóis encontraram grandes plantações de graviola. Nessa região, a fruta era – e ainda é – conhecida como “guanábana“, palavra da língua taína, a mesma da qual se originou a palavra “anón“, usada para designar a fruta-do-conde.


Segundo a escritora Clara Inés Olaya, foi nas Antilhas, no início do século 16, que o cronista Fernández de Oviedo encontrou a fruta pela primeira vez e registrou sua existência. Na sua descrição, as graviolas seriam como melões no tamanho, só que verdes. Para ele, a graviola era considerada fruta fria, própria para ser consumida no calor, além de ser de fácil digestão. Nas suas palavras, “ainda que um homem coma uma graviola inteira, não lhe fará mal.” O mesmo cronista confere à polpa da fruta, ou melhor, “àquilo que se come” dela, a aparência de natas ou de um manjar-branco, que logo se desfaz na boca, deixando bom sabor.

Hoje, cinco séculos depois do primeiro encontro da graviola com os europeus, a fruta encontra-se disseminada por várias regiões tropicais do globo, tendo se tornado subespontânea em muitas delas.

Na América do Sul, o maior produtor de graviola é a Venezuela, seguindo-se de Porto Rico e da Costa Rica. No Brasil, a produção da fruta concentra-se nas regiões Norte e Nordeste do país, sendo o Ceará seu principal produtos e exportador para outros estados, encontrando-se seu cultivo em franca expansão no Espírito Santo.


A gravioleira não é árvore de frutificação abundante, o que é compensado pelo bom tamanho de cada um de seus frutos: contam-se casos de árvores que chegaram a produzir frutos de quase 10 kg. No entanto, apesar das exceções e exageros, uma graviola pesa, em média, 1 a 4 kg. De qualquer forma, a fruta deve ser colhida antes de amadurecer totalmente, pois, em virtude de seu peso, logo cai, esmagando-se e perdendo-se para a comercialização. Porém, não pode também ser colhida muito verde, pois seu sabor altera-se quando amadurece fora do pé.

Uma vez madura ou quando sua casca se rompe, a graviola é fruta que se decompõe com bastante rapidez. Por esse motivo, é mais comum que ela seja comercializada na forma de polpa congelada.

Em geral, sua polpa branca e suculenta contém muitas sementes negras e brilhantes. De aroma perfumado e agradável ao paladar, a carne da graviola apresenta sabor doce ligeiramente ácido, podendo ser consumida em pedaços puros, polvilhados com açúcar ou calda. A polpa da graviola é bastante fibrosa, parecendo algodão, sendo excelente fonte de vitamina B, além de conter uma boa quantidade de proteína, gordura, carboidrato, vitamina C, potássio e fósforo.

A polpa congelada da graviola, atualmente, já pode ser encontrada nos mercados europeus, norte-americanos e nas grandes cidades brasileiras. Muito indicada para o preparo de sucos, refrescos, sorvetes e compotas, por vezes misturada com sucos de outras frutas, a graviola é ingrediente para uma infinidade de musses, gelatinas e pudins, além de “chutneysagridoces que acompanham muito bem carnes e peixes. Nos últimos anos, a fruta também vem sendo aproveitada industrialmente na produção de picolés e na aromatização de iogurtes.


No Brasil, a graviola é bastante apreciada e seu cultivo é comum em pomares domésticos de cidades e sítios das regiões Norte e, especialmente, Nordeste. Nessas regiões, a graviola também costuma ser consumida verde como legume, podendo ser cozida, assada ou frita em fatias.

O Nordeste do Brasil é, seguramente, um dos lugares do mundo onde mais se comercializa e se consome a graviola: verdadeiro exagero, na época da frutificação a graviola está em todas as feiras, em todas as bancas, em todas as mesas, em todas as bocas, para o prazer e para o deleite de todos.

A principal vitamina desta fruta é a C. Uma boa maneira de consumi-la é em forma de suco, podendo ser adoçado com mel, rapadura, açúcar mascavo ou orgânico, além de adoçantes.

Seu suco tem ação diurética e combate diarreias.
Os frutos maduros ou em forma de suco (não adoçar) são eficazes na falta de vitamina C. A graviola combate a febre (inclusive interna) e o acúmulo de líquido no tecido celular ou em uma cavidade do corpo (hidropsia).
O chá das folhas é utilizado para baixar as taxas de glicose sanguínea dos diabéticos e tem uma substância chamada acetogenina, que é utilizada no tratamento quimioterápico.
Como preparar o chá: ferver uma colher de sopa rasa de folhas picadas em uma xícara de chá de água, por 2 minutos, coar e amornar. Não adoçar. ingerir uma xícara 2 vezes ao dia.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais

Fruta – Goiaba

Nome da fruta: Goiaba

Nome científico: Psidium guajava L.

Família botânica: Myrtceae

Categoria: Semiácida

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente com até 7 m de altura, tronco de coloração avermelhada, que se descama em placas. Folhas pilosas na face superior quando jovens. Flores pequenas e alvas.

Fruto: Tipo baga, globoso, oval ou piriforme, de coloração verde-amarelada quando maduro, muito aromático. Polpa abundante, carnosa, que envolve muitas sementes, duras, pequenas e de formato reniforme.

Frutificação: Fevereiro a março e durante o ano todo nas regiões irrigadas do Nordeste brasileiro.

Propagação: Semente ou enxertia

A goiaba contém 17% de carboidratos, proteínas e sais minerais como cálcio e fósforo, vitaminas A, B1, B2, B6, e C. É uma das maiores fontes naturais de vitamina C em frutas, impregnada na casca. Portanto, não despreze a casca, mas lave-a bem antes de ingeri-la. É também uma mas maiores fontes naturais de licopeno, substância que previne o câncer de prostata e age diretamente beneficiando a próstata. O licopeno está presente na goiaba vermelha.
O suco da goiaba vermelha (sem adoçar) é ótimo para os problemas da próstata (até como preventivo), além de diarreia, alergias, fadiga, hemorragias e nos estados de convalescênça.
O chá das folhas da goiabeira(infusão) é indicado para hemorragias uterinas e incontinência urinária (sem adoçar).
Uma xícara 3 vezes ao dia (sem adoçar) do chá das folhas da goiabeira (decocção) é recomendada para diarreia.
Já os frutos são indicados na falta de vitamina C e para tuberculose, principalmente a goiaba branca, na qual a concentração de vitamina C é bem maior.
100 gramas de goiaba contém 40 calorias, 81 mg de vitamina C na goiaba branca e 46 mg na goiaba vermelha.
A goiaba branca também é utilizada contra o bruxismo (ranger os dentes durante o sono) e mal de Parkinson, em forma de suco (sem adoçar) ou ao natural, podendo tomar 2 copos por dia do suco da fruta. Mas não ingerir as sementes.
Um suco de goiaba apresenta nutrientes superiores ao suco de laranja.

De acordo com Pimentel Gomes, a goiabeira é originária da América tropical, em especial da região do Brasil e das Antilhas, onde pode ser encontrada em grandes variedades. Para ele, sua enorme dispersão ocorreu, provavelmente, em virtude da atração irresistível que os pássaros e outros pequenos animais têm pelo delicado e penetrante perfume das flores e dos frutos dessa árvore. Os amantes da fruta chegam a afirmar que foi o aroma inebriante das goiabas que fez os europeus recém-chegados ao Novo Mundo pensar que haviam encontrado o paraíso terrestre.

Ao que tudo indica, em 1500 o costume de consumir goiabas por aqui já estava enormemente difundido. No entanto, nas palavras de Clara Inés Olaya, “ninguém em outras terras fora deste continente sabia de sua existência”. Ainda de acordo com ela,  árvore da goiaba foi descrita por muitos cronistas como uma planta já domesticada, melhorada e cultivada pelos povos indígenas americanos.


Fruta – Fruta-pão

Nome da fruta: Fruta-pão

Nome científico: Artocarpus incisa L.

Família botânica: Moraceae

Categoria: Doce

Origem: Java e Sumatra

Características da planta: Árvore geralmente com 30 metros de altura, robusta, de caule acinzentado, com látex branco em todas as partes. Folhas grandes, rígidas, ovais, recortadas, de coloração verde-clara. Flores amarelas, de sexo separado, formando inflorescências distintas, as masculinas com espigas e as femininas em capítulos.

Fruto: Tipo composto, globoso. Polpa branca, farinácea, um tanto esponjosa nos frutos imaturos e amarelados, aromática e adocicada nos maduros, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Duas vezes por ano ou sucessivamente durante meses

Propagação: Semente

Poucas trajetórias de frutas migrantes são tão bem conhecidas e documentadas quanto a da curiosa fruta-pão. Sua origem é remota e distante: conta-se ter sido cultivada desde épocas pré-históricas no arquipélago malasiano, sobretudo nas ilhas de Java e Sumatra, de onde se presume que seja originária. De lá, espalhou-se pelas ilhas do Pacífico Sul, onde mais tarde foi encontrada pelos ingleses.


Fascinados não por seu sabor, mas pelas propriedades alimentícias da fruta, foram os navegadores ingleses que resolveram levá-la para o outro canto do planeta, nas suas colônias das Antilhas, para servir de alimento barato à mão-de-obra escrava.

A primeira tentativa de traslado, no século 18, fracassou graças a insurgência de tripulantes em um importante episódio da história marítima inglesa, conhecido como a Revolta no Bounty. A segunda tentativa, em 1773, obteve sucesso parcial: a planta foi de fato introduzida na região, mas não muito apreciada pelos escravos, que preferiram continuar comendo bananas no lugar das frutas-pães.

Ainda assim, a ideia dos ingleses agradou ao governador do Pará, que decidiu introduzir a fruta-pão ali e no Maranhão, mandando buscá-la especialmente em Caiena, na Guiana Francesa. Era 1801 e Dom João VI não demorou muito para se entusiasmar também com esse possível alimento barato, que amenizaria as reivindicações e insatisfações da população menos abastada do Império. Em 1809, então, mandou difundi-la pelo Brasil, iniciando o serviço pelo Rio de Janeiro.

Ao que parece, por aqui também a aceitação e aprovação da fruta não foi como era esperado. Mesmo assim, a árvore foi largamente disseminada pela população e espalhou-se por toda a costa atlântica. E, desde esses tempos até os nossos dias, a fruta-pão tornou-se, de fato, um importante e respeitado alimento das camadas populares, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Vem daí, talvez, o fato de essa fruta ser também conhecida como “pão-dos-pobres“, apelido pouco carinhoso, mas reconhecedor de suas virtudes alimentares.


Provada pela primeira vez, a fruta-pão não costuma provocar grandes entusiasmos pela qualidade de seu sabor. A polpa branco-amarelada, farinácea e um tanto esponjosa, tem a consistência semelhante à da batata-doce. Em terras brasileiras, diferentemente dos lugares de onde é originária, não se tem o hábito de comer a fruta-pão ao natural, por ser considerada pesada demais para o aparelho digestivo. Prefere-se consumi-la cozida ou assada, em fatias, como substituto do pão, uma vez que esta é realmente tão rica em amido quanto ele próprio. No café da manhã, principalmente nas regiões mencionadas, a fruta-pão é servida com manteiga ou geléia, ou ainda com outro ingrediente que lhe acrescente mais sabor.

Colhe-se a fruta já grande, em geral ultrapassando uns 4 kg de peso, antes que ela se espatife no chão, o que não é fácil: retirá-la do alto de sua bela e importante árvore, que chega a atingir 30 metros de altura, exige destreza, coragem e técnica.


A fruta-pão pertence à família das Moráceas, e não se surpreenda o leitor ao deparar com uma de suas primas mais conhecidas: a delicada amora, apreciada em todo o país. Outra fruta, sua parente, no entanto, iguala-se a ela por sua aparente rusticidade: a jaca.

Fruta pão de caroço

Nome científico: Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg

Origem: Guianas

Existem duas variedades conhecidas de fruta-pão: sem e com caroço. A primeira, a mais comum e dispersa por todo país, tem a casca verde lisa e é própria para ser consumida como pão: é a fruta-pão de massa. A outra – que tem a casca coberta de falsos espinhos ou acúleos, sendo também verde – é mais popular na região amazônica. Além disso, destaca-se da primeira ao conceder-nos uma outra regalia: seu caroço, semente ou amêndoa, de excelentes qualidades nutritivas, pode ser comido como castanha.

A fruta-pão é uma fruta de clima tropical (do tamanho de um coco verde grande) e encontra-se facilmente no Nordeste brasileiro. É consumida cozida (é melhor, principalmente quando preparada no cozimento a vapor), frita ou assada. Substitui o pão branco e outros.

Suas vitaminas são a B1, B2 e B5. Sais minerais: cálcio, fósforo e ferro.

É laxante. As sua folhas servem para a preparação de banhos contra dores reumáticas. Com suas fatias se faz aplicação contra furúnculos.

Medicina popular, indicações para a fruta-pão

Intestino preso

Ingerir no café da manhã fruta-pão cozida e misturada com fibra (farelo de trigo)

Furúnculos

Cozinhar fatias de fruta-pão e colocar sobre os furúnculos. Fazer de 2 a 3 aplicações por dia. Em seguida, aplicar argila medicinal e deixar por cerca de uma hora e meia.

Dores reumáticas

Preparar um banho com as folhas de fruta-pão e aplicar em forma de compressas sobre o local dolorido.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais