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Fruta – Mamão

Nome da fruta: Mamão

Nome científico: Carica papaya L.

Família Botânica: Caricaceae

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente de até 6 m de altura, apresentando látex leitoso, caule verde e frágil. Folhas grandes, profundamente recortadas. Flores alvas ou amareladas.

Fruto: Tipo baga, piriforme, liso, casca de coloração variando do verde ao amarelo intenso, dependendo da variedade. Polpa carnosa, de coloração vermelho-alaranjada, muito adocicado, com numerosas sementes pretas na porção central.

Frutificação: Durante o ano todo, mais intensamente no verão.

Propagação: Semente

O mamão possui as vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6 e C. Sais minerais: potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês e sódio. Ácidos cítrico, málico e oxálico.

100 gramas de mamão maduro contêm 18 gramas de carboidratos, 3 gramas de fibras e 37 calorias. Na verdade, não existem dietas que proíbam o consumo de mamão, exceto para diabéticos que, se fizerem uso dele, assim o façam com bastante parcimônia.

Para ter um bom funcionamento dos rins e fígado durante o dia, basta logo pela manhã comer mamão. A fruta afasta as possibilidades de prisão de ventre, deixa a pele sadia e os olhos brilhantes. Após uma balada, o melhor alimento antes de deitar-se e durante a manhã é o mamão. Você verá que até o meio-dia os efeitos da “ressaca” desaparecem e você já estará em forma outra vez. Quando comer o mamão, não jogue fora as cascas, passe-as suavemente no rosto, do lado da polpa, e sua pele ficará macia e vistosa. As folhas do mamoeiro amassadas servem de base para massagens nas mãos e pés. Fazendo constantemente essa massagem, suas mão e pés ficarão macios e livres de calosidades.

O mamão é indicado para problemas gástricos, disfunções do fígado e dos rins, anemia, reumatismo, alterações da tireoide, alergias, erupções cutâneas, hemorroidas, inflamações do útero, colesterol alto, doença de Alzheimer, bastam três fatias da fruta ao dia, longe das refeições.

O mamão tem a papaína, uma enzima atuante que facilita a digestão sem agredir as paredes do estômago. Ela proporciona melhor assimilação das proteínas no nosso organismo, fortalece e preserva todos os tecidos, previne a flacidez e dilui os tecidos mortos. Outra grande virtude dessa enzima é que age em meios ácidos, alcalinos e nos neutros, ao contrário de outras enzimas como a pepsina (que existe no estômago) e que só atuam no meio ácido. Encontramos também a pepsina como um tipo de fermento que entra na composição de vários medicamentos para o sistema digestivo; e há a tripsina, que só age no meio alcalino.

A polpa do mamão contêm anti-inflamatórios, mucilagens protetoras da pele e das mucosas e substâncias levemente laxantes, que também tonificam o fígado e combatem o colesterol.

As sementes da fruta são vermífugas. Para isso, ingerir de 6 a 8 sementes com mel diariamente, e quando estão frescas e bem mastigadas ajudam a excreção da bílis.

Quando o mamão estiver “de vez” quase maduro, deve ser embrulhado com papel ou guardado em local fresco e escuro, desde que você pretenda que ele amadureça mais rapidamente. A fruta nunca deve ser riscada, pois o líquido leitoso que sai contribui para a perda do seu sabor e valor nutritivo, e há riscos de substâncias estranhas poderem penetrar na fruta.

Indicações para o mamão

Clarear a pele e manchas

A utilização do mamão papaia é muito eficaz nestes casos graças à presença do ácido ascórbico (vitamina C). A alta concentração desse ácido consegue até clarear manchas provenientes do limão e de outras origens. Para tanto, aplicar diariamente a polpa da fruta sobre a região a ser clareada e deixar agir por 30 minutos, aproximadamente.

Em seguida:

  1. Lavar a região com água fria;
  2. Secar bem a região e aplicar óleo de rosa mosqueta.

Observação: É importante, antes de aplicar a polpa do mamão, preparar a pele, o que pode ser feito com a mistura de argila medicinal com Vinagre Natural de Maçã. Ou seja, deixar agir por cerca de 1 hora e, depois que remover a argila com água fria, aplicar a polpa do mamão. Essas aplicações devem ser feitas sempre à noite, no mínimo por 30 dias ou até atingir o efeito desejado.

Verrugas

Aplicar sobre as verrugas o leite das folhas do mamão e deixar agir. Podem ser feitas 2 ou 3 aplicações por dia.

Asma e colesterol alto

Ingerir a polpa do mamão ao natural ou em forma de suco pela manhã, em jejum, e várias vezes durante o dia, longe das refeições.

Prisão de ventre

Ingerir mamão ao deitar-se e ao levantar-se. Pode ingerir a fruta outras vezes durante o dia.

HPV

Fazer um suco de mamão com laranja. Em seguida adicionar uma gota de óleo de copaíba para 10 quilos de peso. Ingerir pela manhã em jejum, durante 45 dias.

Fontes: Livro As 50 Frutas e Seus Benefícios Medicinais, Frutas Brasil Frutas

Fruta – Goiaba

Nome da fruta: Goiaba

Nome científico: Psidium guajava L.

Família botânica: Myrtceae

Categoria: Semiácida

Origem: América tropical

Características da planta: Árvore geralmente com até 7 m de altura, tronco de coloração avermelhada, que se descama em placas. Folhas pilosas na face superior quando jovens. Flores pequenas e alvas.

Fruto: Tipo baga, globoso, oval ou piriforme, de coloração verde-amarelada quando maduro, muito aromático. Polpa abundante, carnosa, que envolve muitas sementes, duras, pequenas e de formato reniforme.

Frutificação: Fevereiro a março e durante o ano todo nas regiões irrigadas do Nordeste brasileiro.

Propagação: Semente ou enxertia

A goiaba contém 17% de carboidratos, proteínas e sais minerais como cálcio e fósforo, vitaminas A, B1, B2, B6, e C. É uma das maiores fontes naturais de vitamina C em frutas, impregnada na casca. Portanto, não despreze a casca, mas lave-a bem antes de ingeri-la. É também uma mas maiores fontes naturais de licopeno, substância que previne o câncer de prostata e age diretamente beneficiando a próstata. O licopeno está presente na goiaba vermelha.
O suco da goiaba vermelha (sem adoçar) é ótimo para os problemas da próstata (até como preventivo), além de diarreia, alergias, fadiga, hemorragias e nos estados de convalescênça.
O chá das folhas da goiabeira(infusão) é indicado para hemorragias uterinas e incontinência urinária (sem adoçar).
Uma xícara 3 vezes ao dia (sem adoçar) do chá das folhas da goiabeira (decocção) é recomendada para diarreia.
Já os frutos são indicados na falta de vitamina C e para tuberculose, principalmente a goiaba branca, na qual a concentração de vitamina C é bem maior.
100 gramas de goiaba contém 40 calorias, 81 mg de vitamina C na goiaba branca e 46 mg na goiaba vermelha.
A goiaba branca também é utilizada contra o bruxismo (ranger os dentes durante o sono) e mal de Parkinson, em forma de suco (sem adoçar) ou ao natural, podendo tomar 2 copos por dia do suco da fruta. Mas não ingerir as sementes.
Um suco de goiaba apresenta nutrientes superiores ao suco de laranja.

De acordo com Pimentel Gomes, a goiabeira é originária da América tropical, em especial da região do Brasil e das Antilhas, onde pode ser encontrada em grandes variedades. Para ele, sua enorme dispersão ocorreu, provavelmente, em virtude da atração irresistível que os pássaros e outros pequenos animais têm pelo delicado e penetrante perfume das flores e dos frutos dessa árvore. Os amantes da fruta chegam a afirmar que foi o aroma inebriante das goiabas que fez os europeus recém-chegados ao Novo Mundo pensar que haviam encontrado o paraíso terrestre.

Ao que tudo indica, em 1500 o costume de consumir goiabas por aqui já estava enormemente difundido. No entanto, nas palavras de Clara Inés Olaya, “ninguém em outras terras fora deste continente sabia de sua existência”. Ainda de acordo com ela,  árvore da goiaba foi descrita por muitos cronistas como uma planta já domesticada, melhorada e cultivada pelos povos indígenas americanos.


Fruta – Fruta-pão

Nome da fruta: Fruta-pão

Nome científico: Artocarpus incisa L.

Família botânica: Moraceae

Categoria: Doce

Origem: Java e Sumatra

Características da planta: Árvore geralmente com 30 metros de altura, robusta, de caule acinzentado, com látex branco em todas as partes. Folhas grandes, rígidas, ovais, recortadas, de coloração verde-clara. Flores amarelas, de sexo separado, formando inflorescências distintas, as masculinas com espigas e as femininas em capítulos.

Fruto: Tipo composto, globoso. Polpa branca, farinácea, um tanto esponjosa nos frutos imaturos e amarelados, aromática e adocicada nos maduros, envolvendo muitas sementes.

Frutificação: Duas vezes por ano ou sucessivamente durante meses

Propagação: Semente

Poucas trajetórias de frutas migrantes são tão bem conhecidas e documentadas quanto a da curiosa fruta-pão. Sua origem é remota e distante: conta-se ter sido cultivada desde épocas pré-históricas no arquipélago malasiano, sobretudo nas ilhas de Java e Sumatra, de onde se presume que seja originária. De lá, espalhou-se pelas ilhas do Pacífico Sul, onde mais tarde foi encontrada pelos ingleses.


Fascinados não por seu sabor, mas pelas propriedades alimentícias da fruta, foram os navegadores ingleses que resolveram levá-la para o outro canto do planeta, nas suas colônias das Antilhas, para servir de alimento barato à mão-de-obra escrava.

A primeira tentativa de traslado, no século 18, fracassou graças a insurgência de tripulantes em um importante episódio da história marítima inglesa, conhecido como a Revolta no Bounty. A segunda tentativa, em 1773, obteve sucesso parcial: a planta foi de fato introduzida na região, mas não muito apreciada pelos escravos, que preferiram continuar comendo bananas no lugar das frutas-pães.

Ainda assim, a ideia dos ingleses agradou ao governador do Pará, que decidiu introduzir a fruta-pão ali e no Maranhão, mandando buscá-la especialmente em Caiena, na Guiana Francesa. Era 1801 e Dom João VI não demorou muito para se entusiasmar também com esse possível alimento barato, que amenizaria as reivindicações e insatisfações da população menos abastada do Império. Em 1809, então, mandou difundi-la pelo Brasil, iniciando o serviço pelo Rio de Janeiro.

Ao que parece, por aqui também a aceitação e aprovação da fruta não foi como era esperado. Mesmo assim, a árvore foi largamente disseminada pela população e espalhou-se por toda a costa atlântica. E, desde esses tempos até os nossos dias, a fruta-pão tornou-se, de fato, um importante e respeitado alimento das camadas populares, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Vem daí, talvez, o fato de essa fruta ser também conhecida como “pão-dos-pobres“, apelido pouco carinhoso, mas reconhecedor de suas virtudes alimentares.


Provada pela primeira vez, a fruta-pão não costuma provocar grandes entusiasmos pela qualidade de seu sabor. A polpa branco-amarelada, farinácea e um tanto esponjosa, tem a consistência semelhante à da batata-doce. Em terras brasileiras, diferentemente dos lugares de onde é originária, não se tem o hábito de comer a fruta-pão ao natural, por ser considerada pesada demais para o aparelho digestivo. Prefere-se consumi-la cozida ou assada, em fatias, como substituto do pão, uma vez que esta é realmente tão rica em amido quanto ele próprio. No café da manhã, principalmente nas regiões mencionadas, a fruta-pão é servida com manteiga ou geléia, ou ainda com outro ingrediente que lhe acrescente mais sabor.

Colhe-se a fruta já grande, em geral ultrapassando uns 4 kg de peso, antes que ela se espatife no chão, o que não é fácil: retirá-la do alto de sua bela e importante árvore, que chega a atingir 30 metros de altura, exige destreza, coragem e técnica.


A fruta-pão pertence à família das Moráceas, e não se surpreenda o leitor ao deparar com uma de suas primas mais conhecidas: a delicada amora, apreciada em todo o país. Outra fruta, sua parente, no entanto, iguala-se a ela por sua aparente rusticidade: a jaca.

Fruta pão de caroço

Nome científico: Artocarpus altilis (Parkinson) Fosberg

Origem: Guianas

Existem duas variedades conhecidas de fruta-pão: sem e com caroço. A primeira, a mais comum e dispersa por todo país, tem a casca verde lisa e é própria para ser consumida como pão: é a fruta-pão de massa. A outra – que tem a casca coberta de falsos espinhos ou acúleos, sendo também verde – é mais popular na região amazônica. Além disso, destaca-se da primeira ao conceder-nos uma outra regalia: seu caroço, semente ou amêndoa, de excelentes qualidades nutritivas, pode ser comido como castanha.

A fruta-pão é uma fruta de clima tropical (do tamanho de um coco verde grande) e encontra-se facilmente no Nordeste brasileiro. É consumida cozida (é melhor, principalmente quando preparada no cozimento a vapor), frita ou assada. Substitui o pão branco e outros.

Suas vitaminas são a B1, B2 e B5. Sais minerais: cálcio, fósforo e ferro.

É laxante. As sua folhas servem para a preparação de banhos contra dores reumáticas. Com suas fatias se faz aplicação contra furúnculos.

Medicina popular, indicações para a fruta-pão

Intestino preso

Ingerir no café da manhã fruta-pão cozida e misturada com fibra (farelo de trigo)

Furúnculos

Cozinhar fatias de fruta-pão e colocar sobre os furúnculos. Fazer de 2 a 3 aplicações por dia. Em seguida, aplicar argila medicinal e deixar por cerca de uma hora e meia.

Dores reumáticas

Preparar um banho com as folhas de fruta-pão e aplicar em forma de compressas sobre o local dolorido.

Fontes: Livros Frutas Brasil Frutas e As 50 Frutas e seus Benefícios Medicinais