A história do açaí

 

Nome da fruta – Açaí

Nome científico – Euterpe oleracea Mart.

Família botânica – Arecaceae (Palmae)

Categoria

Origem do açaizeiro – Brasil – Região Amazônica, Colômbia, Venezuela, Equador e Guianas.

Características do açaizeiro – Palmeira de estipe  delgado e elegante, geralmente com até 25 metros de altura. O açaizeiro forma touceiras, o que a difere do palmito-doce, Euterpe edulis Mart., da Mata Atlântica, que apresenta estipe simples. Folhas finamente recortadas, de coloração verde-escura, atingindo cerca de dois metros de comprimento. Flores pequenas, amareladas, agrupadas em cachos pendentes.

Fruto do açaizeiro – O açaí é um fruto tipo baga, arredondado ou oval, de coloração violácea quase negra, quando maduro, reunidos em cachos. O açaí tem uma polpa comestível, envolvendo a semente.

Frutificação do açaizeiro – Praticamente o ano inteiro, mais intensamente de outubro a janeiro.

Propagação do açaizeiro – Semente

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A história do açaí

As populações ribeirinhas do baixo Amazonas, desde Santarém até a ilha de Marajó, sabem que podem contar com essa palmeira alta e  esguia para o sustento e a nutrição de suas famílias praticamente ao longo de todo o ano, rareando apenas entre dezembro e janeiro, no auge do verão.

Do açaizeiro tudo se aproveita: frutos, folhas, raízes, palmito, tronco e cachos frutíferos. As folhas do açaizeiro são usados na cobertura das casas; suas fibras, na arte de tecer chapéus, esteiras, sacolas e rasas – cestas usadas como medida padrão na atividade extrativista em praticamente toda a Amazônia. A madeira de seu estipe, quando seca, transforma-se em toras bastante duráveis e resistentes às pragas e aos insetos, sendo muito utilizada na construção de casas, pontes e trapiches. Até mesmo os cachos secos do açaizeiro, após a extração dos frutos, são aproveitados como vassouras.

A coleta do açaí

Apesar do açaizeiro frutificar praticamente o ano todo, sabe o nativo que, quando a cigarra – “a mãe do Sol” – canta na boca do verão anunciando a estação seca, começa a melhor safra do açaí. E é ele quem vai subir no alto das delgadas palmeiras, que chegam a 20 metros de altura, para extrair os cachos maduros inteiros e carregados dos coquinhos negros.

Com muita destreza, força e equilíbrio, o apanhador escala a palmeira do açaí até atingir o alto, auxiliado apenas pela peconha – espécie de alça feita com palhas do próprio açaizeiro – que lhe prende os pés e lhe serve de apoio na subida. Lá em cima, após cortar apenas os cachos no ponto ideal – fala-se tuirá, quando as frutas estão pretinhas com a casca esbranquiçada -, o coletador começa a balançar o fino estipe em pêndulo até alcançar outra palmeira próxima. Ali mesmo ou na embarcação à espera na beira do Igarapé, os cachos são esbagoados e os frutos armazenados em cestos denominados rasas e paneiros, cuidadosamente fechados com as folhas da própria palmeira.

O açaizeiro é também fonte generosa na medicina popular: os frutos novos são utilizados no combate aos distúrbios intestinais; as raízes, empregadas como vermífugos; o palmito, em forma de pasta, atua como anti-hemorrágico quando aplicado após extrações dentárias.

Mas do açaizeiro aproveita-se, especialmente, o açaí, um coquinho arroxeado, quase negro quando maduro. É desse pequeno coco que se extrai, por maceração, o tradicional e bastante apreciado “vinho ou suco de açaí”. Transformado em suco ou vinho, o coco do açaizeiro, o açaí, possui um grande mercado em toda a região amazônica, alcançando uma cifra de consumo fabulosa, estimada entre 200 toneladas de açaí por dia apenas no Estado do Pará.

Touceiras ou reboladas de açaí

O açaizeiro, palmeira típica da região tropical brasileira, é parte indissociável da paisagem florestal amazônica.

O açaí desenvolve-se bem tanto em terras firmes como em várzeas sujeitas a inundações periódicas, desde que haja renovação constante das águas. Cultura perene e ribeirinha, o açaizeiro torna-se importante, também, na proteção do solo em condições tropicais de grande pluviosidade.

Uma das características principais da palmeira açaí é o fato de seu crescimento ocorrer em touceiras ou reboladas, na linguagem popular, que podem chegar a agrupar na mesma moita uma média de 20 palmeiras de idades e vigor diversos.

O açaí tem de ser processado diariamente em virtude de sua rápida fermentação, uma vez que não resiste mais do que 48 horas mesmo quando bem refrigerado. Assim, todos os dias, sete dias por semana, antes de clarear completamente  a manhã, os calçadões próximos ao Mercado Ver-o-Peso, na capital paraense, ficam tomados por cestos, sacos e latas repletos de açaí, provenientes das regiões interioranas. É a Feira do Açaí.

Depois de vendido no mercado, o açaí vai ser transformado em suco. Postos em água morna para amolecer e desgrudar a polpa dos caroços, os frutos são amassados à mão ou em máquinas apropriadas.

Polpa do açaí

Então, como bem descreve Câmara Cascudo, “da massa sanguineo-arroxeada, passada em peneira, se amassada à mão, dissolvida em várias águas, forma-se o vinho – a bebida chamada açaí”. Além do processamento comercial, é costume de inúmeras famílias do Pará produzir o “vinho de açaí” para seu consumo diário, vendendo o excedente na própria residência, que é identificada por uma pequena bandeirola vermelha colocada à porta de entrada.

Tradição provavelmente herdada dos grupos indígenas amazônicos, o açaí ocupa, atualmente, um papel básico na alimentação da população regional. O açaí é consumido a qualquer hora, sob a forma de refrescos e sorvetes, com ou sem açúcar, pela manhã, em substituição ao leite, sendo, inclusive, oferecido às crianças pequenas; em todas as refeições, engrossado com farinha-d’água ou tapioca, acompanhando peixes e camarão seco, carnes e arroz com feijão, ou ainda puro, quando não há outra mistura.

Se na região Norte o açaí é usado no dia-a-dia da população não como sobremesa, mas como prato principal, nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e também no exterior, o uso da polpa de açaí tornou-se um hábito de grupos de jovens, da chamada “geração saúde”, que preferem consumir o suco de açaí misturado com outras frutas e cereais, entre as refeições, antes ou depois de práticas esportivas, como fonte de reposição de energia.

Paneiros com açaí

De fato, sabe-se que o açaí é alimento essencialmente energético, com elevado valor calórico, apresentando 2,37% de teor de proteína e 5,96% de gordura.

Apesar de tudo isso e da inegável importância na dieta alimentar amazônica, os açaizais nativos quase foram dizimados, a partir dos anos 1980, com a sua exploração para a extração de palmito, cuja produção era basicamente voltada para o mercado externo.

Nessa década e na seguinte, cerca de 95% de toda a produção nacional de palmito chegou a ser obtida através da derrubada dos açaizais, uma vez que praticamente se esgotaram as reservas nativas do palmito-doce da palmeira juçara, nativa da Mata Atlântica. A destruição dos açaizais de forma sistemática, ilegal, desordenada e clandestina provocou sérios danos ao meio ambiente, comprometendo a sobrevivência das populações extrativistas.

A partir de experiências realizadas por técnicos da Embrapa de Belém do Pará, desenvolveram-se novas técnicas de manejo para açaizais nativos. O desbaste racional das touceiras e brotações, bem como a seleção das plantas mais adequadas para a produção de frutos ou de palmito, tem permitido a duplicação da produção de açaí e o aumento da produtividade das palmeiras, tornando o aproveitamento comercial da planta bastante lucrativo.

Plantação de açaí – Açaizeiros

Segundo Maria Lúcia Bahia Lopes, da Universidade da Amazônia (UNAMA), estima-se que as áreas voltadas para a produção de açaí que estão sendo tratadas de acordo com as técnicas de manejo sustentáveis já alcançam 12 mil hectares, podendo ser expandidas para toda a região do estuário amazônico (Pará e Amapá), onde existe uma área de açaizais nativos de cerca de 1 milhão de hectares.

A partir dos anos 1990, com a expansão do consumo da polpa do açaí em outras regiões do país e também no exterior, ocorreu um crescente interesse dos frutos em detrimento do palmito. Assim, os extratores passaram a buscar alternativas de manejo para a exploração sustentável da palmeira, evitando a sua derrubada. O mesmo estudo da Unama informa que, até pouco tempo atrás, os frutos do açaizeiro eram destinados apenas ao consumo de subsistência, passando no início do século 21 a representar 80% da renda dos caboclos que se dedicam a essa ocupação.

Atualmente, o Pará exporta cerca de 80% da polpa de açaí comercializada no país – por volta de 500 toneladas por mês – para todas as regiões do Brasil e para o exterior (Japão, Estados Unidos, Itália, Argentina, entre outros).

Trata-se, certamente, de um mercado em franca expansão, que está beneficiando desde os pequenos coletadores e produtores locais até as grandes empresas exportadoras.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

A história do kiwi

 

Nome da fruta – Kiwi

Nome científico – Actinidia chinensis Planch

Família botânica – Actinidiaceae

Categoria

Origem da fruta – China

Características do kiwizeiro – Trepadeira que necessita de tutoragem. Planta dióica, isto é, flores masculinas e femininas em indivíduos diferentes.

Fruto do kiwizeiro – O kiwi é um fruto tipo baga, alongado, com casca de coloração marrom, recoberta de pelos. O kiwi tem a polpa carnosa, verde, ácida, envolvendo muitas sementes pretas.

Frutificação do kiwizeiro – Durante o ano todo.

Propagação do kiwizeiro – Semente, estaca, mergulhia e enxertia.

A história do kiwi

Temos muito a agradecer à Nova Zelândia por ter apresentado o kiwi ao mundo, ainda que tardiamente, o que ocorreu apenas na década de 1970. Até então, planta e fruta permaneceram esquecidos em seu país de origem, a China. Por séculos, os chineses conviveram lado a lado com as trepadeiras onde nasciam os kiwis sem lhes dar nenhuma importância. Não se sabe exatamente porque, mas consta que nos livros tradicionais de culinária da China, mesmo nos de botânica, muito raramente a planta ou seu fruto são mencionados.

Foi preciso que um neozelandês fosse buscar a fruta, levando-a ao seu país. Ali, começou a tratar o kiwi, melhorando-o através de cruzamentos de diferentes variedades silvestres, até torná-la a fruta tão apreciada como merece. A Nova Zelândia ganhou, assim, o direito de nomeá-lo: kiwi é o nome de uma ave estranha, de plumagem do tipo penugem parecida com a casca do kiwi, simbolo daquele país.

Polpa do kiwi e suas sementes

Por baixo de sua casca fina e amarronzada, áspera e peluda, esconde-se uma polpa levemente ácida e também adocicada, de sabor bastante equilibrado. Seu aspecto é invejável: o resistente miolo central da fruta, que tem uma límpida coloração creme de desenho raiado, pontilhado de pequeninas sementes negras, é circundado por uma carne suculenta e verde, das mais refrescantes.

A partir de então, ocorreu uma trajetória de sucesso quase fulminante: a fruta vem encantando todos os povos onde se apresentou, disseminando-se pelos recantos do planeta. Rapidamente, o cultivo do kiwi assumiu importância comercial em vários países, tanto pelo movimento de importação e exportação como pelos altos lucros que tem proporcionado a  seus produtores. E foi justamente o aproveitamento culinário da fruta que comandou esse alastramento: de um dia para o outro, o kiwi tornou-se um requisitado ingrediente nos mais variados pratos, salgados ou doces, como protagonista ou coadjuvante, como elemento decorativo ou mesclado a outros ingredientes, dando-lhes refresco e sabor.

Kiwizeiros carregados

No Brasil, em particular, além de consumido ao natural, o kiwi vem ganhando tradição como fruta própria para a caipirinha – a bebida-símbolo nacional – e para a confecção de doces e tortas. Esse sucesso certamente não foi por acaso, pois a fruta de fato merece todos os louvores.

Equilíbrio em qualidade, eis o segredo do kiwi. A casca, apesar de não ser tão bonita quanto o interior da fruta, é fundamental para a manutenção desse equilíbrio: ela é responsável pela longa durabilidade do kiwi, que consegue manter as suas características por até oito semanas em local fresco e até por seis meses, se perfeitamente refrigerado e ensacado.

Símbolo da Nova Zelândia, o Kiwi deu nome a fruta

Certamente, essa enorme constância e a semelhança entre todos os kiwis – às vezes apenas um pouco mais arredondados ou mais alongados – são realmente surpreendentes. Mas nem sempre foi assim, o que talvez explique por que os chineses nunca se interessaram por seu cultivo. Quase todos os kiwis comercializados no mundo pertencem a uma única variedade e, mais surpreendentemente, a um único cultivar, conhecido como Haywards. Um monopólio raro de ser encontrado em outras frutas comerciais.

No Brasil, o kiwi geralmente é cultivado lado a lado com a uva, dividindo espaço com as parreiras. Sendo fruta que se adapta melhor a climas subtropicais e temperados, o kiwi vem ganhando cada vez mais espaço em plantios de pequenos proprietários da região Sul do país. Na pequena cidade de Farroupilha, no Rio Grande do Sul, inclusive, já se realiza anualmente a Festa Nacional do Kiwi.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruto – Ingá-cipó

Nome do fruto: Ingá-cipó

Nome científico: Inga edulis Mart.

Família botânica: Fabaceaea (leguminosae – Mimosoideae)

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Árvore geralmente de até 15 metros de altura. Folhas compostas, divididas em folíolos presos a uma haste folhosa com pêlos de coloração ferrugíneo-tomentosa. Flores de coloração alvo-esverdeadas, reunidas em inflorescência.

Fruto: Tipo legume, linear, alongado, podendo atingir até 1 metro de comprimento, coloração castanho-esverdeada quando maduro. Polpa branca, fibrosa, envolvendo as sementes pretas.

Frutificação: Primavera e verão

Propagação: Semente

Perfumes inebriantes, magia e silêncios quebrados apenas pelas revoadas ruidosas dos pássaros: em meio à densa e rica floresta, por onde serpenteiam as águas dos riachos e igapós, nasce uma infinidade de árvores conhecidas como ingás.

E elas podem ser encontradas de norte a sul do Brasil, desde a floresta amazônica até as áreas remanescentes de Mata Atlântica, nas matas inundáveis ou nas terras firmes, em meio a árvores gigantescas habitadas por uma infinidade de pássaros, insetos e animais variados, intrincadas por um emaranhado de cipós e de raízes aparentes.

De acordo com Pio Corrêa, pelo nome de ingá são conhecidas mais de 200 espécies do gênero Inga, da família das leguminosas. Palavra de origem indígena, ingá significa “embebido, empapado, ensopado“, devido talvez à consistência da polpa aquosa que envolve as sementes do fruto do ingazeiro.

Nem todos eles são nativos das florestas amazônicas, como o ingá-cipó, que é também a espécie mais conhecida entre os muitos ingás do Brasil.

De crescimento rápido, assim como os demais, o ingá-cipó prefere nascer às margens dos igapós, embrenhando-se pelas matas marginais dos rios amazônicos. Árvore que prefere a proximidade com a água, quando ocorrem em outras regiões, os ingás também são característicos das matas de galeria que seguem os cursos de água por onde passam.

As vagens do ingá-cipó são facilmente encontradas à venda nos mercados das cidades amazônicas, podendo ser transportadas da floresta e das áreas de cultivo com facilidade sem se estragarem.

Bastante apreciado em toda a Amazônia, o ingá-cipó é muito cultivado nos arredores das habitações e por toda parte, sendo frequente na mata, em estado subespontâneo. É muito comum, também, utilizar-se a árvore do ingá-cipó para o sombreamento dos cafezais plantados na região.

Os frutos dos ingás são vagens. No caso do ingá-cipó, vagens grandes e verdes. Sua principal característica – e que faz com que ele se destaque dos demais – é o fato de que a vagem do ingá-cipó consegue atingir até 1 metro de comprimento sem se partir. E é provavelmente por ser tão comprido e ficar meio espiralado, à semelhança dos cipós da mata, que ele leva esse nome.

Dentro da vagem do ingá-cipó encontram-se sementes negras e brilhantes. Envoltas pelo arilo – de cor branca, levemente fibroso, de consistência macia e sabor adocicado – essas sementes são chupadas e depois botadas fora. Apesar de o conteúdo dessa polpa ter propriedades nutritivas, esse fruto costuma ser consumido pela população da Amazônia como uma espécie de passatempo e não como alimento.

Ingá-açu

Nome científico: Inga cinnamomea Spruce ex Benth

Nativo da floresta amazônica, na região Norte do país, o ingá-açu é maior do que o ingá comum ou ferradura, e seus frutos alcançam até 15 cm de comprimento.

Ingá-feijão

Nome científico: Ingá marginata Willd.

Também conhecido com ingaí, o ingá-feijão (uma referência à fava mais consumida na região) é planta nativa da Mata Atlântica.

Ingá-ferradura

Nome científico: Inga sessilis (Vell) Mart.

É o ingá mais comum em todo Brasil. Nativo da Mata Atlântica pode ser encontrado com frequência nas beiras na estradas e em parques urbanos nas regiões Sul e Sudeste do país.

Ingá-curumim

Nome científico: Inga fagifolia (L.) Willd.

Planta nativa da Mata Atlântica, o fruto do ingá-curumim, que significa criança na língua indígena, é um dos menores entre todos os ingás.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruto – Guaraná

Fonte da foto: Blog Montan Produtos Naturais

Nome do fruto: Guaraná

Nome científico: Paullinia cupana Kunth

Família botânica: Sapindaceae

Categoria:

Origem: Brasil – região amazônica

Características da planta: Trepadeira de caule sulcado, casca escura, que pode atingir grande porte. Folhas compostas. Flores alvas agrupadas ao longo do caule.

Fruto: Tipo drupa, de coloração avermelhada, apresenta-se entreaberto quando maduro, exibindo sementes negras com arilo branco e espesso, que lembram pequenos “olhos”.

Frutificação: Outubro a dezembro

Propagação: Semente

O guaraná é fruto de uma trepadeira. Quando cresce no interior da mata, dependendo das condições de luz, permanece associado às grandes árvores, convivendo num intrincado mundo de cipós, galhos e folhas para subir bem alto, nos estratos superiores da floresta. Por outro lado, quando cresce em local aberto e ensolarado, o guaraná permanece rasteiro. Tanto num caso como no outro, as folhas características da trepadeira do guaraná são acentuadamente verdes e seus muitos frutinhos aglomeram-se em compridos cachos.

Nativo da floresta amazônica, é ali que ele pode ser encontrado em estado silvestre e em grande concentração na região compreendida pelos rios Amazonas, Maués, Paraná dos Ramos e Negro, e na bacia do rio Orinoco (Venezuela). Ali, por toda parte, em cada beira de rio, encontram-se grandes quantidades de guaranazeiros frutificando, para serem colhidos em festa todo mês de novembro, ano após ano.

Segundo a pesquisadora Sônia Lorenz, toda essa região coincide com o território tradicional dos sateré-maués, localizado a cerca de 356 km de Manaus. E foram os antepassados desse índios que inventaram a cultura do guaraná, ou seja, foram eles que transformaram a trepadeira silvestre em planta cultivada, descobrindo técnicas necessárias para o seu beneficiamento.

A partir da literatura produzida pelos viajantes europeus e de relatos de escritores amazonenses, sabe-se que a produção e o comércio do guaraná sempre foram muito intensos na região de Maués, interessando nativos e colonizadores. E, desde muito tempo, a grande procura pelo produto esteve sempre relacionada com suas propriedades e efeitos medicinais: de acordo com as teorias populares, o guaraná, quando aplicado ao organismo humano, atua como estimulante, regulador intestinal, antiblenorrágico, sudorífero, tônico cardiovascular, retardador da fadiga e, até mesmo, afrodisíaco. É muito empregado na cura de enxaquecas e nos estados de convalescênça.

Muitas dessas propriedades ainda não foram testadas ou comprovadas. No entanto, o que já se sabe é que o guaraná é um forte estimulante, chegando a conter, depois de beneficiado, altos teores de cafeína, às vezes superiores aos chá e do café. A cafeína constitui droga de inúmeras utilidades na farmacopéia. Porém, quando administrada sem controle pode ter sérias contra-indicações e produzir efeitos colaterais indesejáveis.

Os frutos do guaraná são vermelhos como sangue e, quando amadurecem, suas cascas rompem-se, deixando aparecer a semente negra envolvida por uma capa branca, o arilo, cujo conjunto faz lembrar a imagem de um olho humano esbugalhado. A impressão é que, em cada cacho da planta, nasceram dezenas de olhinhos. Mas os índios sabem que, quando o guaraná amadurece no , já passou o tempo da colheita. E não se limita apenas nesse ponto a sua sabedoria.

Até hoje existe uma grande distinção regional entre o guaraná beneficiado pelos sateré-maués – considerado de melhor qualidade – e o guaraná beneficiado pelas populações não indígenas da região de Maués. Isto porque os processos de produção utilizados nem sempre incluem os conhecimentos e as práticas tradicionais dos indígenas, desenvolvidas e apuradas ao longo do tempo.

Trata-se de um demorado processo que se inicia com a escolha das mudas na mata, que, depois, são transportadas para um terreno adequado onde serão cultivadas. Dois ou três anos após o plantio, quando o guaraná começa a produzir, os cachos são colhidos “no tempo certo”, os frutos descascados e as sementes lavadas para eliminar o arilo ou “remela”.

Depois de secas, as sementes são torradas lentamente por várias horas. Em seguida, os grãos torrados são batidos dentro de sacos, para que as cascas comecem a se soltar, podendo então ser descascados manualmente e pilados com água.

Depois de pilados por bastante tempo, obtém-se uma massa que é sovada e modelada em forma de bastão, rolo ou barra: são os “pães de guaraná”. Por fim, esses “pães” são bem-lavados pelas mulheres e defumados, durante dois longos meses, em jiraus montados sobre fogueiras de fogo brando, até que possam ser considerados bons para o consumo. Para se obter o pó de guaraná, os bastões são ralados; para ser consumido, o pó de guaraná é misturado com água, podendo ser bebido a qualquer hora do dia.

Além da forma tradicional em bastão para ralar, o guaraná natural semi-industrializado pode ser encontrado à venda já na forma de pó (acondicionado em frascos, cápsulas gelatinosas ou sachês) ou de xarope concentrado. Ambos podem ser consumidos diretamente como bebida energética (misturados com água), ma a principal utilização do xarope ainda é na produção industrial de bebidas refrigerantes, em pequena, média ou grande escala. Estima-se que 70% da produção nacional atual de ramas de guaraná ou sementes torradas – que gira em torno de 4300 toneladas por ano – seja absorvida pelas indústrias de refrigerantes, enquanto o restante permanece voltado para o consumo interno e exportação.

Muito apreciado por suas qualidades energéticas e gastrônomicas, o guaraná é um produto exclusivamente brasileiro, típico da região amazônica, e um dos mais conhecidos no exterior. O Brasil é, também, praticamente o único produtor de guaraná do mundo.

Apesar de sua incontestável origem amazônica, em particular no município de Maués, no Estado do Amazonas, há algum tempo a região deixou de ser a principal produtora de guaraná em virtude do ataque de doenças e do envelhecimento natural dos guaranizais. Atualmente, A Embrapa trabalha no desenvolvimento de cultivares mais resistentes e produtivos para substituir as árvores nativas doentes e muito velhas.

Desde a década de 1980, a planta adaptou-se muito bem a outras localidades, passando a ser cultivada em grandes empreendimentos privados, especialmente nos minicípios de Apuí e Presidente Figueiredo (AM), no norte do Estado de Mato Grosso e no sul da Bahia, onde se concentram as maiores e mais produtivas plantações do Brasil. A Bahia, hoje, produz seis vezes mais do que o Amazonas.

Mas, no município de Maués, cerca de 2600 pequenos produtores familiares continuam produzindo guaraná com base nos sistemas tradicionais de cultivo, os quais, em 2001 segundo dados do IBGE, resultaram em mais de 200 toneladas comercializadas.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Buriti ou miriti

Nome: Buriti ou miriti

Nome científico: Mauritia flexuosa L. f.

Família botânica: Arecaceae (Palmae)

Categoria:

Origem: Brasil

Características da planta: Palmeira geralmente com 25 a 50 metros de altura, porte elegante, estipe reto e simples. Folhas grandes, dispostas em leque. Flores de coloração amarela, reunidas em inflorescência do tipo cacho.

Fruto: Tipo drupa, globoso e alongado, com superfície revestida por escamas de coloração castanho-avermelhada brilhante. Polpa comestível, alaranjada, envolvendo uma semente globosa e dura.

Frutificação: Primavera a outono, dependendo da região.

Propagação: Semente

Os buritis e as veredas do Brasil central, imortalizados na obra literária de Guimarães Rosa, são parte indissociável dos chapadões recobertos pelos domínios do Cerrado. Testemunhos dessa realidade, espalhados pelo interior do país encontram-se localidades e vilarejos de nomes como Buritis Altos, Vereda do Buriti Pardo, Buriti Mirim, Vereda Funda, Bom Buriti, Vereda Grande, Buriti Comprido, Vereda da Vaca Preta, Buriti do Á, Vereda do Ouriço Cuim, Buriti Pintado, Veredas Mortas, Córrego do Buriti Comprido, entre tantos outros.

Palmeira de estipe elegante e ereto, encimado por folhas enormes e brilhantes, o buriti sempre se destaca na paisagem. Duas vezes ao ano, seus cachos carregam-se de flores: alguns abrigam as flores masculinas; outros, as femininas. Neles, percebe-se, claramente, os intrigantes frutos em formação. Suas folhagens, abertas em leque com a forma de estrelas, formam um copa arredondada, uniforme e linda.

Do buriti – “verde que afina e esveste, belimbeleza”, como diz o Riobaldo de Guimarães Rosa – já foi dito, e muitas vezes reafirmado, que se trata da mais bela palmeira existente.

Nas regiões onde ocorre, o buriti é a planta mais importante entre todas as outras, de onde as populações locais, herdeiras da sabedoria dos indígenas, aprenderam a retirar a parte essencial de seu sustento. São os sertanejo do Cerrado e os caboclos da Amazônia.

Os cachos, carregados de frutos, e as belas folhas espalmadas são apanhados no alto, cortados no talo com facão bem afiado para não machucar a palmeira. Em algumas localidades de Goiás conta-se que, depois de cortado o cacho, os coletores mais experientes pulam lá de cima, usando as largas palmas do buriti ajeitadas como se fossem um pára-quedas, pousando suavemente na água.

Coco de muitos usos

Dos frutos do buriti – um coquinho amarronzado que, quando jovem, possui duas escamas que vão escurecendo à medida que amadurecem – aproveita-se a polpa amarelo-ouro, altamente nutritiva, que envolve o caroço do fruto. Para extraí-la é preciso, antes, amolecer as escamas por imersão em água morna ou abafamento. Com ela são preparados os doces e outros subprodutos tradicionais: o doce de cortar, com sua cor morena, embalado em caixinhas de delicada marcenaria, totalmente confeccionadas com a madeira leve do próprio buriti; a farinha obtida da parte interna do estipe da palmeira; as raspas produzidas pela polpa do fruto desidratada ao sol; a paçoca, que é uma mistura das raspas com um pouco de farinha de mandioca com rapadura. A polpa pode ser também congelada, sendo utilizada praticamente da mesma forma que a polpa fresca. Com ela produzem-se diferentes tipos de sorvetes, cremes, geléias, licores e vitaminas de sabores exóticos e alta concentração de vitaminas A e C, invenções e descobertas modernas, muitas delas desenvolvidas nos centros de pesquisa da Embrapa.

De acordo com estudos realizados na Universidade de Campinas (Unicamp) em conjunto com a Embrapa, a polpa do buriti apresenta um dos mais altos teores de vitamina A encontrados naturalmente na biodiversidade brasileira. Dela extraí-se um óleo de cor vermelho-sanguíneo que é comestível e também riquíssimo em vitamina A, utilizado, popularmente, contra queimaduras, de efeito aliviador e cicatrizante.

Também comestível e saboroso é o palmito extraído do broto terminal da planta. Seu estipe fornece, por incisão, uma seiva adocicada que, além de matar a sede, contém 93% de sacarose; assim, quando fermentado, esse líquido transforma-se no chamado “vinho de buriti”.

Com as folhas maiores ou palhas do buriti faz-se de tudo, desde coberturas para o teto das habitações até o tapiti de espremer massa de amndioca, o paneiro de carregar todo tipo de fruta, além de uma variedade de cestos, balaios, esteiras, redes de dormir, cordas e abanos. Por fim, de sua madeira leve e fácil de trabalhar, faz-se uma infinidade de objetos e utensílios: desde caixas, gaiolas e móveis até brinquedos e miniaturas, como os que são oferecidos como pagamento de promessas na festa do Círio de Nazaré em Belém do Pará.

Foto: Viagem & Sabor

Veredas com buritis

Por onde passa um rio, riacho ou ribeirão, em suas margens, em meio ao Cerrado e nos lavrados das campinas de Boa Vista em Roraima (enclaves de vegetação semelhante à do Brasil central em meio à floresta tropical) florescem as matas de galeria e, nelas, os buritis. Um pouco além dessas matas, ladeando-as, vêem-se veredas bem marcadas, com suas areias claras e vegetação rasteira. Na relva densa e rica das veredas, destaca-se majestosamente o buriti. São terrenos de várzea e brejos, de solo fofo e úmido, recobertos por extensos buritizais que escondem, por entre seus meandros, as águas correntes. E, por onde passam, são as águas que carregam e espalham a sementes da palmeira buriti.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Jabuticaba-branca

Nome da fruta: Jabuticaba-branca

Nome científico: Myrciaria aureana Mattos

Família botânica: Myrtaceae

Categoria:

Origem: Brasil – Mata Atlântica

Características da planta: Árvore geralmente com 3 metros de altura, tronco com casca amarelada, ramos cilíndricos e terminais com pilosidade cinza-amarelada. Folhas lanceoladas, cartáceas, brilhantes, lisas na face superior e esparsamente pilosas na inferior. Flores de coloração alva, cálice esverdeado, aglomeradas nos caules e ramos.

Fruto: Tipo drupa, globosos, casca de coloração amarelo-esverdeada ou branco esverdeada, esparsamente pilosa, quando maduro. Polpa aquosa, ácida e adocicada que envolve as sementes levemente amareladas.

Frutificação: Verão

Propagação: Semente

A jabuticaba-branca não é branca, é verde; tão verde que sua árvore chega a ser conhecida como “aquela cujos frutos nunca amadurecem”. Amadurecem, sim, e tanto que já estão quase no final da vida, à beira da extinção. Não fosse o esforço de um grupo restrito de pessoas que decidiram dar nova chance à espécie, distribuindo centenas de mudas da planta para aqueles que se dispuseram a servir de guardiões dessa delícia quase esquecida.

Durante mais de dez anos, Silvestre Silva procurou exemplares dessa rara jabuticabeira para fotografar seus frutos. Encontradas com muito esforço nas proximidades da cidade de Guararema, no interior de São Paulo, junto com Flávio Carvalho Ferraz, Silvestre coletou boa quantidade da safra de três antigos pés da fruta ali existentes. Cuidadosamente preparadas por Dona Aparecida Ferraz, no sombreado pomar de sua residência no sul de Minas Gerais, as sementes se transformaram em disputadíssimas mudas, logo após a história ter sido divulgada no jornal Folha de S. Paulo, na metade da década de 1990.

Agora, para provar a fruta, é preciso esperar que as plantas espalhadas por diversos locais – desde cidades vizinhas à metrópole paulistana, a bairros centrais da cidade, até condomínios próximos a Belo Horizonte (MG), fazendas na Serra da Mantiqueira ou em quintais do litoral norte paulista – cresçam e reiniciem seu ciclo reprodutivo.

Por enquanto, quase só se pode falar da jabuticaba-branca como uma lembrança doce e remota do passado. Ainda no início do século 20, embora sempre em discreta quantidade, a jabuticaba-branca estava difundida por todo o Estado do Rio de Janeiro e em parte de São Paulo e de Minas Gerais, nos domínios da Mata Atlântica.

Costumava também habitar pomares e quintais caseiros, amedrontando meninos que, segundo relatos, a julgavam venenosa por seu aspecto exótico: ao contrário das demais frutas de pomar mais conhecidas, a misteriosa casca verde-clara levemente ondulada da jabuticaba-branca nunca mudava de cor.

Frutos sempre verdes

Assim como as jabuticabas e os cambucás, seus parentes da família das Mirtáceas, esses frutos encontram-se grudados aos trocos e galhos da pequena árvore, de belas folhas compridas e bem desenhadas. Juntas, aglomeradas como se estivessem se protegendo contra a devastação, as jabuticabas-brancas parecem ter mais força para lutar contra o esquecimento.

Mas aqueles que se atreviam a provar as jabuticabas-brancas davam-se com uma grata surpresa: a consistência mesma da polpa suculenta da jabuticaba, mas de um sabor mais suave e perfumado como de poucas frutas. Outros, entretanto, encontravam razões distintas para consumir a pequena fruta: nos tempos passados, era um santo remédio contra a asma e a diarréia, sendo também utilizada no tratamento auxiliar das afecções que acometiam os doentes em tempos de tuberculose. Segundo o escritor Hernâni Donato, para os cantores e românticos, a jabuticaba-branca era um conforto e um afago para a garganta, propícia companhia em noite de serenata.

Tudo isso muito antes de a planta ter sido batizada no Instituto de Botânica de São Paulo, em 1962, com o curioso nome de Myrciaria aureana. Mas, entre o branco e o áureo, a fruta permanece sempre verde, na eterna esperança de prosseguir existindo.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

A história da cidra

Nome da fruta: Cidra

Nome científico: Citrus medica L.

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: Sudoeste Asiático

Características da planta: Arbusto de até 4 metros de altura, ramos com espinhos rujos. Folhas alongadas, com bordas denteadas. Flores grandes, róseas.

Fruto: Tipo hesperídio, globoso a alongado, de 6 a 20 cm de comprimento, de coloração amarelo-esverdeada a amarelo intenso, casca grossa e rugosa. Polpa comestível, esverdeada, amarga, envolvendo sementes pequenas brancas.

Frutificação: Inverno

Propagação: Semente e enxertia

Acredita-se que a cidra não esteja entre os primeiros cítricos introduzidos na Europa, ponto a partir do qual todos eles ganharam o mundo. Quanto ao século, há divergências: a versão mais aceita é que a cidra tenha chegado ao chamado velho continente no século 12, levada pelos árabes muçulmanos à região do Mediterrâneo. A cidra, sem dúvida, presta-se com perfeição à feitura de variados doces, sobretudo quando em calda, em pasta ou cristalizada. Além disso, a cidra possui inúmeros usos medicinais, como bem indica o seu nome científico, Citrus medica.

O fruto, de coloração que varia de amarelo-esverdeado a intenso, tem casca grossa e rugosa e nasce em arbusto que chega a atingir os 4 metros de altura, cujos ramos apresentam muitos espinhos rijos.

Uma das variedades de cidra existentes é a chamada mão-de-buda, que recebe esse nome por ter o formato de mão, com quatro a sete gomos que se afastam do eixo principal do fruto como se fossem dedos. É maior do que a cidra comum, chegando a atingir quase 30 cm de diâmetro, mas os seus usos são praticamente iguais.

Fonte: Livro Frutas Brasil frutas

Fruta – Laranja Kinkan

Nome da fruta: Laranja Kinkan

Nome científico: Fortunella japonica (Thumb.) Swingle

Família botânica: Rutaceae

Categoria:

Origem: China

Características da planta: Árvore geralmente de até 5 metros de altura, muito ramificada. Folhas verde-escuras e brilhantes. Flores pequenas, alaranjadas, agrupadas nas axilas das folhas.

Fruto: Tipo hesperídio, oval, de 4 a 5 cm de diâmetro, de coloração amarelo-avermelhada, casca lisa. Polpa envolvendo numerosas sementes.

Frutificação: Inverno

Propagação: Semente

Também conhecida no Brasil de antigamente como laranjinha doce ou laranjinha-da-china, embora seja proveniente do Japão, a laranja kinkan é uma pequena e bonita fruta de apenas 4 cm de diâmetro. Diferentemente das outras laranjas, a kinkan não pertence ao gênero Citrus, além de poder ser comida com casca e tudo, de uma vez só. A polpa farta e suculenta enche a boca de simultânea acidez e doçura.

A fruta serve para todo tipo de doces e bebidas, inclusive licores e vinho quente. O doce em calda ou cristalizado, feito com a casca inteira e oca de polpa, é uma especialidade de algumas comunidades de imigrantes japoneses no Brasil, que ainda mantêm as tradições do seu país.

Fruta lucrativa para os produtores, principalmente de São Paulo, a kinkan requer manuseio delicado e cuidados bastante especiais, sendo planta extremamente frágil a imprevistos climáticos, como falta ou excesso de chuva.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas