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A história do caqui

Nome da fruta – Caqui

Nome científico – Diospyros kaki L.

Família botânica – Ebenaceae

Categoria

Origem – Ásia

Características do caquizeiro – Árvore geralmente com 12 metros de altura, com copa arredondada e ramificada. Flores de coloração alvo-amarelada.

Fruto do caquizeiro – O caqui é um fruto tipo baga, arredondado, levemente achatado, de coloração alaranjada, amarelo-clara, amarelo-escura a vermelho-alaranjada. O caqui tem polpa viscosa, de coloração vermelho alaranjada, adocicada, envolvendo as sementes.

Frutificação do caquizeiro – Final de verão até o outono

Propagação do caquizeiro – Semente, estaca e enxertia

O caqui é fruta proveniente da Ásia, mais precisamente da China, de onde foi levada para a Índia e para o Japão. Nativo de climas subtropicais, segundo Eurico Teixeira, o caqui cresceu no seu habitat em estado silvestre desde épocas imemoriais. Com o passar do tempo, durante milênios, espalhou-se pelos cinco continentes, sendo hoje cultivado em quase todas as regiões de clima temperado e subtropical do mundo.

O caqui pertence à família botânica das Ebenáceas, cujas espécies que produzem frutos comestíveis pertencem ao gênero Diospyros, que em grego, quer dizer “alimento dos deuses”. Entre eles, o caqui é o fruto de maior importância econômica.

O caquizeiro foi introduzido no Brasil provavelmente ainda no final do século 19, em São Paulo, mas a expansão de seu cultivo só ocorreu a partir de 1920 com as grandes levas de imigrantes japoneses. Estes trouxeram a tradição do consumo e o conhecimento sobre a cultura da planta, além de diversas variedades e cultivares. Aqui, o caqui aclimatou-se muito bem e passou a frutificar ainda melhor do que nos países de origem, tendo se tornado produto de importante exploração comercial.

O caquizeiro perde as folhas completamente no inverno e, mesmo não sendo muito exigente com relação ao frio, sua produção melhora consideravelmente nos anos de inverno mais intenso. A árvore suporta bem o calor, desde que o inverno seja frio e ocorra na época certa. Por isso, ela se dá tão bem em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e nas regiões serranas de Minas Gerais e do Espírito Santo.

No Sul, Sudeste e em algumas regiões do Brasil Central, mais de 1 milhão de pés de caqui garantem uma safra grande e de boa qualidade para os produtores e amantes da fruta.

Mais da metade da produção nacional é proveniente dos grandes pomares existentes no Estado de São paulo, especialmente nas regiões do Vale do Paraíba, de Campinas, de Sorocaba e da Grande São Paulo, destinando-se, basicamente, ao mercado interno. São cerca de 87 mil toneladas por ano, principalmente dos municípios de Mogi das Cruzes, Ibiúna, Guararema e Morungaba.

No Brasil, são cultivados três grandes tipos ou variedades de caqui: os taninosos ou “sibugaki”, de coloração quase vermelha e que necessitam de tratamento após a colheita para se tornarem comestíveis, pois deixam na boca uma sensação adstringente em virtude do excesso de tanino que possuem; os “amagaki”, que são os caquis doces ou não taninosos, de polpa firme e mais amarelos quando maduros, e podem ser consumidos sem nenhum tratamento; e os variáveis, que apresentam polpa amarela e não possuem sementes e nem tanino, ou têm polpa escura e possuem sementes e tanino.

São muitos os tipos de caqui existentes. Pimentel Gomes afirma que, apenas no Japão, estão catalogados mais de 800 variedades de caqui. Para Eurico Teixeira, “nenhuma fruta varia mais do que o caqui em forma, tamanho, cor, polpa, sabor, cor da polpa, forma das sementes, textura e grossura da casca”.

Passa de caqui

Embora muito pouco conhecidas, existem receitas de sobremesas – Tais como bolos, biscoitos e musses – preparadas com a polpa do caqui. Iguaria muito apreciada pelos descendentes de japoneses que vivem no Brasil, a passa do caqui desidratado – que tem melhor qualidade se produzida com as variedades de caqui de polpa mais firme, quando estes não estão muito maduros nem verdes – é praticamente a única forma de se conservar a fruta na entressafra. Esse processo, assim como o de qualquer fruta passa, tem a grande vantagem de manter as qualidades nutritivas da fruta, sem que lhe sejam adicionados produtos químicos ou nocivos à saúde.

Qualquer que seja a variedade, o fruto do caquizeiro é quase só polpa. De aparência gelatinosa e fria, concentrando boas quantidades de caroteno e vitaminas do complexo B e C, a polpa do caqui é constituída basicamente de mucilagem e pectina, responsáveis por sua aparência. O seu teor de açúcar varia entre 14 e 18% e supera o da maioria das frutas de consumo popular.

Variedades de caqui

Os cultivares de caqui mais explorados comercialmente no Brasil variam de acordo com as regiões em que são produzidos. Em São Paulo prevalecem os tipos Taubaté e Rama Forte (macios ou moles) e Fuyu (crocantes ou duros) e, no Rio Grande do Sul, os caquis Fuyu e Kioto (macios ou moles). O cultivar Fuyu, do grupo dos caquis “amagaki”, é o mais importante no mercado internacional, sendo até mesmo exportado pelo Brasil para a Europa, ainda que em pequena escala.

Fruta elegante e delicada, o caqui é degustado basicamente ao natural, à mesa e com talheres.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fruta – Café

Nome da fruta: Café

Nome científico: Coffea arabica L.

Família botânica: Rubiaceae

Categoria:

Origem: África

Características da planta: Arbusto geralmente com 4 m de altura, caule reto de casca cinzenta e rugosa. Copa cônica com ramos laterais pendentes. Folhas de bordos ondulados de coloração verde-acinzentada, quando jovens, verde brilhantes posteriormente. Flores alvas, aglomeradas ao longo dos ramos, aromáticas e melíferas.

Fruto: Tipo baga, ovóide, de coloração verde passando a vermelha ou amarela e tornado-se preta de acordo com as fases de maturação. Casca lisa e brilhante. As sementes, de coloração acinzentada, branco-amarelada ou amarelo-esverdeada, encontram-se envoltas por polpa alva, adocicada.

Frutificação: Maio e agosto

Propagação: Semente e estaca

A maioria das pessoas que toma café diariamente ignora quais são as substâncias que estão presentes no café e pensa que o café contém apenas ou, principalmente, cafeína. Grande engano! O café possui apenas de 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade. E estas outras substâncias podem até ser mais importantes do que a cafeína para o organismo humano. O grão de café (café verde) possui além de uma grande variedade deminerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui umavitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3 ou vitamina PP de “Pelagra Preventing” do inglês) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10 %, isto é, 3 a 5 vezes mais que a cafeína.

Após a torra, os ácidos clorogênicos formam diversos quinídeos que possuem vários efeitos farmacológicos, como aumento da captação de glicose (efeito antidiabético), ação antagonista opióide (efeito anti-alcoolismo) e inibidora da recaptação da adenosina (efeito benéfico na microcirculação).

O café, hoje, é uma das espécies vegetais mais conhecidas e cultivadas comercialmente em todo o mundo, movimentando um gigantesco volume de dinheiro.

Parece certo que a África tenha sido o berço da espécie Coffea. Tudo leva a crer que exemplares nativos dessa espécie podiam ser encontrados em toda a faixa equatorial que atravessa o continente africano, desde a Etiópia até o Congo, alcançando o sul de Angola.

Embora ainda existam algumas divergências quanto ao local e à época exatos em que se iniciou o cultivo e o uso sistemático do café, parece certo creditar-se ao povo árabe tal façanha. teriam sido os árabes os primeiros a descrever a planta, seus frutos e usos.

Em seus processos expansionistas, os árabes foram os responsáveis pela introdução do “kahwah” ou “cavé” no continente europeu e pela sua disseminação por todo o mundo conhecido da época.

E, em sua honra, a planta foi batizada como Coffea arabica.

O café pode ser de duas espécies: o Arábica e o Robusta ou Conillon, sendo o primeiro o mais produzido e o que gera produtos de melhor qualidade. Existem, também, diversos tipos, cultivares e linhagens de cafés de maior ou menor produtividade, rusticidade e resistência às pragas e às interpéries, mais ou menos exigentes de cuidados, dos quais se obtêm grãos, pós e bebidas de qualidades e preços extremamente variados, Alguns desses cultivares – muitas vezes obtidos através de experimentos genéticos, seleção, cruzamentos ou hibridação – desenvolveram-se em terras e solos brasileiros. Nesse sentido, destaca-se a atuação do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que contribuiu de maneira definitiva para o desenvolvimento do cultivo de café no país.

Há diversos tipos de grãos, originado os diversos sabores e aromas do café. Estes podem ser amarelos, vermelhos ou ambos. As variedades e linhagens mais conhecidas e cultivadas entre os apenas vermelhos são o Acauã, O Eparrei, o lapar 59, o Mundo Novo, o Rubi, o Topázio, o Tupi. Entre aquelas que geram tanto frutos amarelos como vermelhos encontram-se o Catuaí, o Catucaí e o Icatu. E, por fim, entre as que geram apenas frutos amarelos reina o cultivar Borbon, considerado café especial.

O processamento do café

Misturado ou selecionado – quando são retirados dos galhos apenas os grãos “cereja”, amarelos ou vermelhos, bonitos e maduros, jamais os secos – no processo tradicional de beneficiamento, depois de apanhado, o café segue para a lavagem, quando as impurezas e os grãos secos são separados dos bons. Em seguida, os grãos são transportados para os grandes terreiros, onde são deixados ao Sol. De lá, levados para uma máquina própria, o café é seco dfinitivamente e, em seguida, descascado, estando pronto para ser vendido ou encaminhado para a torrefação. Hoje, no entanto, alguns cafeicultores estão descascando os grãos “cereja” antes da secagem, alcançando um preço melhor, pois geram uma bebida mais fina.

Fonte: Livro Frutas Brasil Frutas

Fonte: Site Café e Saúde